03 junho 2009
02 junho 2009
O blog da Dilma é um horror
O blog da Dilma é um horror! Estridente, pouco presidencial. Mal escrito, em linguagem vulgar. Ela até tem qualidades, mas se fizer campanha for como faz blog, não chega lá. Se chegar, vamos ter muita saudade do Lula.
28 maio 2009
Eleições indiretas para o congresso
Os partidos aparentemente mais sérios (PMDB, PT, PSDB, DEM, PPS e PC do B) querem eleições indiretas para os legislativos. Defendendo a democracia, ficaram os partidos nanicos, incluindo os mais venais (PTB, PSB, PDT, PR, PP, PSC, PMN e PRB).
Tiranófilo Amorim marca mais um gol contra o Brasil
Depois de fazer salamaleques aos imperador Kim Segundo, logo agora que o ditador norte-coreano ameaça usar armas nucleares contra um país amigo; do ridículo episódio da visita do presidente Ahmadinejad cancelada no último minuto; e de expor o presidente Lula ao constrangimento de ter que se sentar ao lado do genocida do Sudão; o tiranófilo incompetente apronta mais esse gol contra os interesses nacionais: apoiou uma candidata brasileira que não tinha nenhuma possibilidade de obter o cargo no tribunal da Organização Mundial de Comércio.
Corre por aí o apavorante rumor de que o embaixador Amorim está lançando campanhas pouco promissoras como boi-de-piranha, e que ambiciona um cargo na Agência Internacional de Energia Atômica. Seria um perigo para a humanidade ter esse liberticida incompetente encarregado de coordenar a distribuição de armas de destruição em massa para os ditadores extremistas que ele tanto venera.
Corre por aí o apavorante rumor de que o embaixador Amorim está lançando campanhas pouco promissoras como boi-de-piranha, e que ambiciona um cargo na Agência Internacional de Energia Atômica. Seria um perigo para a humanidade ter esse liberticida incompetente encarregado de coordenar a distribuição de armas de destruição em massa para os ditadores extremistas que ele tanto venera.
26 maio 2009
São Paulinos invadem reitoria usando burka
Porque é que alguns alunos que invadiram a reitoria da Usp aparecem na foto da Folha vestidos de camisa do tricolor paulista e burka afegã?
22 maio 2009
21 maio 2009
A cigarra e a formiga II
Depois de sobreviver ao longo inverno graças à formiga, no verão seguinte a cigarra, carregando uma trouxinha, encontra a comadre trabalhando.
- Bom dia, Dona Formiga? Como vai a vida?
- Bom dia Dona Cigarra! Sempre trabalhando - a formiga responde, parando um pouco para tirar o suor da testa. E a senhora, está levando uma trouxinha, vai para onde?
- Para Paris, Dona Formiga. Recebi um convite, vou passar o verão em Paris, cantando.
- Então a senhora, já que vai para Paris, me faria um favor, Dona Cigarra?
- Mas claro, Dona Formiga! Depois de tudo que a senhora fez por mim, é só pedir!
- Chegando lá em Paris a senhora procure um tal de Monsieur de La Fontaine. Diga que eu mandei ele para aquela parte!
- Bom dia, Dona Formiga? Como vai a vida?
- Bom dia Dona Cigarra! Sempre trabalhando - a formiga responde, parando um pouco para tirar o suor da testa. E a senhora, está levando uma trouxinha, vai para onde?
- Para Paris, Dona Formiga. Recebi um convite, vou passar o verão em Paris, cantando.
- Então a senhora, já que vai para Paris, me faria um favor, Dona Cigarra?
- Mas claro, Dona Formiga! Depois de tudo que a senhora fez por mim, é só pedir!
- Chegando lá em Paris a senhora procure um tal de Monsieur de La Fontaine. Diga que eu mandei ele para aquela parte!
17 maio 2009
Quem for economista que me explique
Se a internet rápida móvel 3G faz tanto sucesso que os fornecedores tem dificuldade em acompanhar a demanda, porque é que os defensores dos direitos do consumidor acham que o público está sendo lesado? Claramente os comsumidor estão satisfeitos, não?
15 maio 2009
Estigmático, ortoscópico, e aplanético
As everybody knows, a centered optical system is said to be ideal if it is estigmatic, orthoscopic, and aplanetic. Maybe not everybody knows, but folks who went to Colégio Bandeirantes in my time have heard the phrase. My eyes have never been an ideal optical system, so when the lenses got clouded because of protein degeneration there would not have been much benefit in replacing them by newfangled variable-focus lenses. I chose older and simpler spherical lenses over astigmatism-correcting torical ones out of control-theoretic robustness considerations: if the spherical lenses move, nothing changes in the vision, due to symmetry. Toric lenses must be placed in a particular orientation to correct for corneal asymmetry, and they tend not to move. However at age 45 I would like to wear the artificial lenses for as long as I have worn glasses, and prefer not to deal with the possibility of a new surgery in few decades, however remote.
The cataract surgery was succesful, although I must have flirted with the anesthesiologist's girlfriend. I don't remember ever meeting her, though I was conscious and talking to the doctor the whole time. The ruskie left me with a black eye anyway.
The choice of lens seems to have worked. The focal lens of my left eye's new optical system is roughly 80cm, with image magnification 1.25 with respect to the right eye, which was not changed. The operated eye seems to be one F-stop brighter, with colder, white-bluish tint like fluorescent light. One may say that the right eye has a yellow tint, as the right one had before surgery, but the brain compensates for these things so I had never noticed. The eye is probably still astigmatic but it's harder to tell. According to Dr Fraioli my eyesight is back to somewhat-better-than-average-when-wearing-glasses, 25/20 in American nonmetric jargon. I will still require glasses because now the optical apparatus is fixed-focus. Also, I lost the ability to observe minute details of an object by looking at it from a few centimeters away without glasses, a useful skill I shall miss.
For now the cortex can't make the images from both eyes match, because of the size difference. Walking home I saw two Indian couples, one very tall and one very short, wearing the same clothes. It will not be very easy to correct that before surgery on the right eye - contact lenses might help somewhat but I've never been fond of them. So I popped out the left lens on my old glasses, and now close one eye for reading, and the other for walking. Careful on stairs, and no driving! Instead I will listen to the complete cycle of Beethoven piano sonatas, and dream of differential geometry.
The cataract surgery was succesful, although I must have flirted with the anesthesiologist's girlfriend. I don't remember ever meeting her, though I was conscious and talking to the doctor the whole time. The ruskie left me with a black eye anyway.
The choice of lens seems to have worked. The focal lens of my left eye's new optical system is roughly 80cm, with image magnification 1.25 with respect to the right eye, which was not changed. The operated eye seems to be one F-stop brighter, with colder, white-bluish tint like fluorescent light. One may say that the right eye has a yellow tint, as the right one had before surgery, but the brain compensates for these things so I had never noticed. The eye is probably still astigmatic but it's harder to tell. According to Dr Fraioli my eyesight is back to somewhat-better-than-average-when-wearing-glasses, 25/20 in American nonmetric jargon. I will still require glasses because now the optical apparatus is fixed-focus. Also, I lost the ability to observe minute details of an object by looking at it from a few centimeters away without glasses, a useful skill I shall miss.
For now the cortex can't make the images from both eyes match, because of the size difference. Walking home I saw two Indian couples, one very tall and one very short, wearing the same clothes. It will not be very easy to correct that before surgery on the right eye - contact lenses might help somewhat but I've never been fond of them. So I popped out the left lens on my old glasses, and now close one eye for reading, and the other for walking. Careful on stairs, and no driving! Instead I will listen to the complete cycle of Beethoven piano sonatas, and dream of differential geometry.
12 maio 2009
O fetiche do embaixador
Quando lambe o traseiro de um déspota dono de reservas de petróleo, mesmo se arriscando a fazer papel ridículo, o embaixador Amorim ainda pode argumentar que o faz por dinheiro. Mas quando faz genuflexões para o chanceler de um país falido como a Coreia do Norte, que não tem nem arroz para alimentar a própria população, e que ameaça entrar em guerra contra um parceiro comercial importante, o pretexto de prostituição não cola. A única explicação é um fetiche pelos glúteos dos tiranos.
06 maio 2009
Visita cancelada
Minha interpretação do cancelamento da visita do presidente da Pérsia ao Brasil. Alguns tiranófilos no PT e no Itamaraty passaram a Ahmadinejad a impressão de que o Brasil é uma republiqueta chavista, então ele quis visitar - Lula é o político mais popular do mundo, todo mundo quer ser amigo dele. Só que o Brasil é uma democracia, o Lula se recusou a sentar ao lado do ditador do Sudão na reunião de cúpula, condenou as declarações anti-semitas do presidente da Pérsia na Suiça, e permitiu protestos contra a visita do tirano. Ahmadinejad entendeu que seria vaiado, e possivelmente reprendido pelo presidente brasileiro se fizesse fora do penico. Desistiu da visita, que ia dar prejuízo eleitoral. Filoterroristas como o embaixador Amorim e Marco Aurélio Garcia fizeram papel ridículo. O Lula marcou mais um golaço, e continua amigo de todos.
04 maio 2009
Será que o futuro dos jornais é esse?
Dia 4 Maio 2009, às 3:26 da tarde, Heloisa Pait perguntou:
Você acha que o caminho é esse? Eu acho que não, talvez o futuro dos jornais seja um pouco como o da ópera, vivendo de subscriptions, donations, patrocínio e também compras. Ou talvez os Googles e Apples da vida acabem comprando ou financiando os jornais...
E eu respondi:
Os jornais têm vários problemas ao mesmo tempo, que não devem ser confundidos.
1 - A estratégia de "bundling" - todos os cadernos de notícias, artes, negócios, esportes, horóscopos, juntos apoiados pela marca do jornal - está parando de funcionar.
2 - Os anúncios estão perdendo o poder, tanto classificados como anúncio normal. Só as formas mais sofisticadas de anúncio (Hello I am a Mac) e as mais boçais (mulher pelada bebendo cerveja) ainda funcionam.
3 - Os administradores dos jornais tem feito decisões erradas consistentemente.
A tecnologia possibilita as mudanças 1 e 2, porque dá ao público alternativas que não existiam, de ler notícias em várias fontes e ler sobre produtos sem depender de anúncios. Mas focar na tecnologia como sendo a fonte dos problemas é a besteira que que os jornalistas fizeram (3).
Acho que muitos jornais vão virar fundações. Na verdade o WSJ já é isso num certo sentido: os homens de negócios compram o Journal para apoiar as posições políticas dos editoriais. A suposição de que o noticiário do WSJ é útil para tomada de decisões foi refutada pelo estouro das 2 bolhas.
Isso do ponto de vista administrativo. Quanto à distribuição, papel é caro e pouco eficiente. A web ajuda, um epaper dobrável tamanho tablóide ajudaria mais.
Conteúdo..... o jornal geral que oferece tudo para uma cidade não vai sobreviver. Talvez alguns das cidades maiores.
Melhor exemplo é o Boston Globe. O jornal é muito local e não me interessa. Por isso assino o NYTimes no fim de semana. Mas a cobertura local e de artes do NYTimes é...... a palavra certa é provinciana. Não me interessa saber como foram os concertos da semana em NY. A única coisa que eles fazem local de Boston é a previsão do tempo. Há anos que eu notei isso, e me perguntava porque o eles não faziam do Globe um caderno local do Times. Eu leria com prazer o roteiro cultural e as notícias de Massachusetts, mesmo que não tenha interesse em comprar um jornal inteiro a mais. Não vou gastar meu tempo com cobertura nacional e internacional duplicada, do mesmo jeito que não me interessa o noticiário dos bairros de NY.
Eles estavam errados, e eu estava certo. Há 7 anos talvez tivesse dado para mudar, ocupar espaços, e ganhar tempo. Agora já é tarde. Os classificados foram para o Craig's list, o noticiário local para os jornais de bairro gratuitos, as artes para o Boston.com que é do próprio Globe mas não dá lucro. Se não fico sabendo o que acontece no estado, azar do governador.
Como os problemas são vários, as respostas vão ser várias. Tecnologia é uma parte, reestruturação é outra, e fechar os pedaços que se deixaram ultrapassar é outra componente. "O futuro" dos jornais não é um conceito bem formulado.
Você acha que o caminho é esse? Eu acho que não, talvez o futuro dos jornais seja um pouco como o da ópera, vivendo de subscriptions, donations, patrocínio e também compras. Ou talvez os Googles e Apples da vida acabem comprando ou financiando os jornais...
E eu respondi:
Os jornais têm vários problemas ao mesmo tempo, que não devem ser confundidos.
1 - A estratégia de "bundling" - todos os cadernos de notícias, artes, negócios, esportes, horóscopos, juntos apoiados pela marca do jornal - está parando de funcionar.
2 - Os anúncios estão perdendo o poder, tanto classificados como anúncio normal. Só as formas mais sofisticadas de anúncio (Hello I am a Mac) e as mais boçais (mulher pelada bebendo cerveja) ainda funcionam.
3 - Os administradores dos jornais tem feito decisões erradas consistentemente.
A tecnologia possibilita as mudanças 1 e 2, porque dá ao público alternativas que não existiam, de ler notícias em várias fontes e ler sobre produtos sem depender de anúncios. Mas focar na tecnologia como sendo a fonte dos problemas é a besteira que que os jornalistas fizeram (3).
Acho que muitos jornais vão virar fundações. Na verdade o WSJ já é isso num certo sentido: os homens de negócios compram o Journal para apoiar as posições políticas dos editoriais. A suposição de que o noticiário do WSJ é útil para tomada de decisões foi refutada pelo estouro das 2 bolhas.
Isso do ponto de vista administrativo. Quanto à distribuição, papel é caro e pouco eficiente. A web ajuda, um epaper dobrável tamanho tablóide ajudaria mais.
Conteúdo..... o jornal geral que oferece tudo para uma cidade não vai sobreviver. Talvez alguns das cidades maiores.
Melhor exemplo é o Boston Globe. O jornal é muito local e não me interessa. Por isso assino o NYTimes no fim de semana. Mas a cobertura local e de artes do NYTimes é...... a palavra certa é provinciana. Não me interessa saber como foram os concertos da semana em NY. A única coisa que eles fazem local de Boston é a previsão do tempo. Há anos que eu notei isso, e me perguntava porque o eles não faziam do Globe um caderno local do Times. Eu leria com prazer o roteiro cultural e as notícias de Massachusetts, mesmo que não tenha interesse em comprar um jornal inteiro a mais. Não vou gastar meu tempo com cobertura nacional e internacional duplicada, do mesmo jeito que não me interessa o noticiário dos bairros de NY.
Eles estavam errados, e eu estava certo. Há 7 anos talvez tivesse dado para mudar, ocupar espaços, e ganhar tempo. Agora já é tarde. Os classificados foram para o Craig's list, o noticiário local para os jornais de bairro gratuitos, as artes para o Boston.com que é do próprio Globe mas não dá lucro. Se não fico sabendo o que acontece no estado, azar do governador.
Como os problemas são vários, as respostas vão ser várias. Tecnologia é uma parte, reestruturação é outra, e fechar os pedaços que se deixaram ultrapassar é outra componente. "O futuro" dos jornais não é um conceito bem formulado.
03 maio 2009
01 maio 2009
Lei de imprensa acabou; censura na Usp continua
Para comemorar o fim da lei da imprensa, reproduzo aqui piada de primeiro de abril censurada na Usp:
José Serra encontrou-se hoje com a reitora da USP, Suely Vilela, para
discutir planos de privatização parcial da Universidade de São Paulo
até 2014
Do G1, em São Paulo - Tom Alvarenga, 1 abril 2009
O governador José Serra esteve hoje com a reitora da Universidade de
São Paulo Suely Vilela para discutir possíveis planos de privatização
de setores da USP até o ano de 2014. A reunião aconteceu no Palácio
dos Bandeirantes e contou também a presença do ex-ministro Paulo
Renato, que assume a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo no
próximo dia 15.
Alguns pontos discutidos foram a segurança nos campi da USP,
especialmente a Cidade Universitária, e o sucateamento das instalações
e equipamentos da universidade. Colocou-se em pauta a extensão do
trabalho das fundações que já atuam em unidades da Universidade como a
FEA (Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis),
Escola Politécnica de Engenharia e Escola de Comunicação e Artes.
O plano é transferir, até o ano de 2014, o controle de setores
essenciais ao funcionamento da universidade para as mãos de grupos
privados. Entre esses setores, estariam a gestão financeira dos
recursos da USP e a contratação de professores e funcionários. “O
interesse privado tem totais condições de administrar uma universidade
do porte da USP, o que não tem sido possível apenas nas mãos do
Estado”, declarou o governador José Serra. “Nossa meta é estimular o
investimento na capacitação dos alunos e principalmente no
desenvolvimento de pesquisa, como já ocorre nas universidades
norte-americanas”.
O governador também informou que ainda não foram discutidos planos de
instituir cobrança de mensalidade aos alunos, mas que isso pode vir a
ser considerado pela administração da instituição. Alunos de baixa
renda ficariam livres da cobrança.
Após reunião, Suely Vilela não quis dar declarações ao G1 sobre
protestos de estudantes do movimento estudantil em frente ao Palácio
dos Bandeirantes. “É um absurdo, primeiro foram os decretos. Nós
sabíamos dos planos do governador tucano desde que assumiu o governo”,
disse estudante de história da USP, que não quis se identificar,
temendo retaliações da reitoria. No mesmo dia, na cidade
universitária, funcionários pararam como protesto ao encontro.
Uma nova reunião está agendada para o começo do mês que vem, informou
um dos assessores do governador.
discutir planos de privatização parcial da Universidade de São Paulo
até 2014
Do G1, em São Paulo - Tom Alvarenga, 1 abril 2009
O governador José Serra esteve hoje com a reitora da Universidade de
São Paulo Suely Vilela para discutir possíveis planos de privatização
de setores da USP até o ano de 2014. A reunião aconteceu no Palácio
dos Bandeirantes e contou também a presença do ex-ministro Paulo
Renato, que assume a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo no
próximo dia 15.
Alguns pontos discutidos foram a segurança nos campi da USP,
especialmente a Cidade Universitária, e o sucateamento das instalações
e equipamentos da universidade. Colocou-se em pauta a extensão do
trabalho das fundações que já atuam em unidades da Universidade como a
FEA (Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis),
Escola Politécnica de Engenharia e Escola de Comunicação e Artes.
O plano é transferir, até o ano de 2014, o controle de setores
essenciais ao funcionamento da universidade para as mãos de grupos
privados. Entre esses setores, estariam a gestão financeira dos
recursos da USP e a contratação de professores e funcionários. “O
interesse privado tem totais condições de administrar uma universidade
do porte da USP, o que não tem sido possível apenas nas mãos do
Estado”, declarou o governador José Serra. “Nossa meta é estimular o
investimento na capacitação dos alunos e principalmente no
desenvolvimento de pesquisa, como já ocorre nas universidades
norte-americanas”.
O governador também informou que ainda não foram discutidos planos de
instituir cobrança de mensalidade aos alunos, mas que isso pode vir a
ser considerado pela administração da instituição. Alunos de baixa
renda ficariam livres da cobrança.
Após reunião, Suely Vilela não quis dar declarações ao G1 sobre
protestos de estudantes do movimento estudantil em frente ao Palácio
dos Bandeirantes. “É um absurdo, primeiro foram os decretos. Nós
sabíamos dos planos do governador tucano desde que assumiu o governo”,
disse estudante de história da USP, que não quis se identificar,
temendo retaliações da reitoria. No mesmo dia, na cidade
universitária, funcionários pararam como protesto ao encontro.
Uma nova reunião está agendada para o começo do mês que vem, informou
um dos assessores do governador.
Northeastern University
Forsyth 204e is a large office with bright windows facing west, and a number of colorful ethernet cables drooping from the ceiling like lianas. Lots of bandwidth once I found the one RJ45 that is actually connected to the internet. Office doesn't seem to be occupied. There is a phone here but I no longer remember how to operate a fixed line. Persian lentils down Huntington Ave.
30 abril 2009
Bergamascos e bergamotas
Olmi made a movie "Árvore dos tamancos" which I saw with my mother way back when (only remember it was very dark). I heard of Viterbi's work in my professional capacity. The Brazilian president's wife made headlines in Brazil by showing so little confidence in her husband's work that she took foreign citizenship (though I think I trust him a lot more than many other heads of government).
This Pesenti fellow..... I don't know...... he had some strange S Americans at his wedding.
This Pesenti fellow..... I don't know...... he had some strange S Americans at his wedding.
29 abril 2009
Buiter on the Google monopoly
I don't think Willem Buiter got things right on his post today in the FT. The IBM monopoly ended because of competition from minicomputers in the 70s, workstations in the 80s, and microcomputers in the 90s (respectively DEC, Sun, Microsoft among others). Antitrust regulation had very little to do with it. The Microsoft monopoly is finishing now because of the iPhone, netbooks, and all the web apps. Microsoft has become irrelevant because they are not technological leaders, not because of action by European competition authorities. And I believe Apple flourished when Steve Jobs and his NeXTies were forced to find ways to compete under Microsoft's radar screen, developing the NeXTStep (aka Mac OS X), the iPod, and the iPhone way past what fat and slow corporations were able to.
He may be off in his analysis of Google as well. I used to think that privacy by data overflow was possible. Google and the Great Firewall of China showed it is not. There is no anonimity in the mass of information on the web, and no technological route to privacy. Competition authorities tinkering with cookies will not do, we need to draw a line after which invasion of privacy becomes a criminal offense. The only hope for individual privacy is strong protection from a liberal government. I think that Buiter is close to the right conclusion - that we need strong laws guaranteeing individual freedom - but he arrived there by a tortuous route.
He may be off in his analysis of Google as well. I used to think that privacy by data overflow was possible. Google and the Great Firewall of China showed it is not. There is no anonimity in the mass of information on the web, and no technological route to privacy. Competition authorities tinkering with cookies will not do, we need to draw a line after which invasion of privacy becomes a criminal offense. The only hope for individual privacy is strong protection from a liberal government. I think that Buiter is close to the right conclusion - that we need strong laws guaranteeing individual freedom - but he arrived there by a tortuous route.
28 abril 2009
Dynamic vision and control
In a 2008 IEEE Conference on Decision and Control paper, Mario Sznaier and Octavia Camps write
"Dynamic vision and imaging is arguably one of the few areas where both further advances and widespread field deployment are being held up not by the lack of a supporting infrastructure, but the lack of supporting theory."
"Dynamic vision and imaging is arguably one of the few areas where both further advances and widespread field deployment are being held up not by the lack of a supporting infrastructure, but the lack of supporting theory."
27 abril 2009
On the trains across Pennsylvania
On The Pennsylvanian through Lancaster County. The passenger behind is going to a ceremony at an Episcopal church - she is telling her neighbor the history of each member of her family after freedom from slavery. Two young people in old-fashioned clothes board our car. He wears a wide-brimmed hat, she has a bonnet, and a backpack. Do the Amish ride Amtrak? A cluster of nuclear cooling towers on the left by the Susquehanna - is this Three Mile Island? Would be able to check, if Amtrak had Wifi on board. A train trip through technological time, all the way to not-quite-the 21st-century. Macintosh country is behind - maybe people here use PCs and not Apple, sort of the way they drive Mercurys and Buicks, not VWs and Hondas like everybody. A burnt DC3 at the Harrisburg airport.
News roundup: The bright spot in the economy is the iPhone (good engineering pays). The start-and-stop war in Afghanistan seems to have pushed the Taliban close to taking Islamabad (in the same way as taking antibiotics just until you feel better opens the way to a bad infection). The think tank proposals for the Cabinet were visibly weaker and more timid than Obama's (from reading past issues of Foreign Affairs). I made a bug report for a piece of shareware and got a reply before thinking about it a second time (can you expect this kind of service from a big software company?). Tony Tether, another of Rumsfeld's disastrous innovations, was fired unceremoniously of Feb 20 (the incompetent Darpa head was expected to stay until a successor was found, but they let him go before he could do more harm). Dick Cheney needs to go potty (are there any grown-ups left in the Republican party?).
News roundup: The bright spot in the economy is the iPhone (good engineering pays). The start-and-stop war in Afghanistan seems to have pushed the Taliban close to taking Islamabad (in the same way as taking antibiotics just until you feel better opens the way to a bad infection). The think tank proposals for the Cabinet were visibly weaker and more timid than Obama's (from reading past issues of Foreign Affairs). I made a bug report for a piece of shareware and got a reply before thinking about it a second time (can you expect this kind of service from a big software company?). Tony Tether, another of Rumsfeld's disastrous innovations, was fired unceremoniously of Feb 20 (the incompetent Darpa head was expected to stay until a successor was found, but they let him go before he could do more harm). Dick Cheney needs to go potty (are there any grown-ups left in the Republican party?).
20 abril 2009
Waterboarding and Guantanamo
According to recently released documents, prisoners at Guantanamo were tortured under order of the Justice department AFTER the CIA had obtained information using conventional interrogation. This confirms that the whole Guantanamo thing had very little to do with terrorists, and everything to do with domestic politics: namely, it was a Rovian plot to break the law and thus force liberals to defend some very unsavory characters. Freedom-loving, law-and-order liberals fell straight into the trap, and lost the 2004 election as planned by the White House. But you can't fool everybody forever. The results of government by deception can be judged reading the papers..... while they still exist.
17 abril 2009
Besteirol dos burocratas acadêmicos
Vale a pena dar uma olhada no artigo publicado pelo Magnífico Almeida Azevedo na Folha de hoje. O ex-reitor escreveu 2 textos incoerentes e confusos sobre tema do qual claramente conhece tanto quanto um leitor de jornal medianamente informado, e cuja publicação só pode ser devida ao amor que a Folha tem por polêmicas gratuitas. Após ser pego em flagrante delito por uma pesquisadora que no mínimo tem o mérito de escrever com cuidado e ponderação, o autor parte para um ataque pessoal, sem conteúdo científico, com insultos frívolos, e citações disparatadas.
Isso não acrescenta nada ao debate sobre o aquecimento global, mas me parece típico de como escreve o povo que quer fazer absolutamente nada. Não prova nada, mas se esses forem os argumentos para não nos preocuparmos, então o problema é sério.
Isso não acrescenta nada ao debate sobre o aquecimento global, mas me parece típico de como escreve o povo que quer fazer absolutamente nada. Não prova nada, mas se esses forem os argumentos para não nos preocuparmos, então o problema é sério.
15 abril 2009
Round up of the econ blogs for today
Short version: Obama will have to flunk at least one bank in the stress test to keep street cred. Otherwise the left will say Geithner is a softie, the right will say the recession is over, and Congress will be paralyzed. Please use the comments to bet on which bank will flunk.
Manutenção de aviões
Os engenheiros são a favor; os advogados são contra. Juiz multa empresa de aviação por atrasar vôo para consertar turbina. Para a lei brasileira, o certo é deixar o avião cair. Atrasar o vôo ou fazer pouso de emergência merece punição exemplar.
14 abril 2009
Do we really need all the Web2.0 tools?
Skype with Diego about geometry; email with Vanderlei about filtering; iChat with Susanna about school; Jabber with Spadim about temperature control; Facebook with Katrine about travel plans; Twitter with @jdborges about newspapers; RSS with Gabriella about the meltdown; Safari to read the papers; Camino to erase junk filtered by Gmail; talking of email, 70 non-junk stored in the last 2 days; now Firefox to post on blogspot.
Surely works to keep in touch, and to get work done, but is having so many tools the best way to organize the conversations? Now back to nonlinear estimation.
Surely works to keep in touch, and to get work done, but is having so many tools the best way to organize the conversations? Now back to nonlinear estimation.
10 abril 2009
Cuba, 27 estado brasileiro?
O ambaixador Amorim, que adora lamber bunda de tirano, perdeu mais uma oportunidade de ficar com a boca fechada. Dessa vez sobre Cuba, a colônia do império defunto. O Brasil devia oferecer incorporar Cuba à União ante que os Estados Unidos o façam. Se Cuba não virar o estado número 27, vai virar o 51.
07 abril 2009
End of airborne laser program
The nice thing about reading the papers in the last couple of months is that everyday Obama and his team say or do something that is completely obvious, absolutely necessary, and that we had been told could not or should not be done for mysterious reasons we could not understand. Example: ABL was a laser gun on an airplane, meant to destroy missiles. There are a number of issues with the idea, not least that the laser would be concentrated on a very small region of the missile, and it is not clear that a missile is vulnerable to be destroyed by melting any small point.
What is interesting is that control of the laser beam is one of the key issues. I worked for a couple of months on control of the beam. The primary contractor's control scheme was orders of magnitude worse than needed to keep focus, and contained some very primitive errors. Any Controls 101 dropout could have done better, but the large defense contractor did not seem to care. Their attitude was more like "we have done it in this way, we will keep spending money on the design though it won't work, and we will not make any changes unless we get extra money specifically for the purpose of making these changes."
The ABL program had very little to do with missile defense, which had always been a figment on Rumsfeld's imagination. Not to soon to end it. Meanwhile, while Washington had its eyes off the ball, N Korea got their bomb, and the Persians are close to it. Obama's common sense will be on high demand.
What is interesting is that control of the laser beam is one of the key issues. I worked for a couple of months on control of the beam. The primary contractor's control scheme was orders of magnitude worse than needed to keep focus, and contained some very primitive errors. Any Controls 101 dropout could have done better, but the large defense contractor did not seem to care. Their attitude was more like "we have done it in this way, we will keep spending money on the design though it won't work, and we will not make any changes unless we get extra money specifically for the purpose of making these changes."
The ABL program had very little to do with missile defense, which had always been a figment on Rumsfeld's imagination. Not to soon to end it. Meanwhile, while Washington had its eyes off the ball, N Korea got their bomb, and the Persians are close to it. Obama's common sense will be on high demand.
04 abril 2009
Academician Bertoleza and the Giant Burocrator
Dear friends,
The Royal Imaginary Press of Boupinel, a dubious imprint operating out of undisclosed virtual locations at former and future lunatic asylums in cyberspace, has published ”Academician Bertoleza and the Giant Burocrator,” a translation of my first work of fiction. (Unless you consider control theory a form of fiction.) No trees have been harmed for the sake of the translation. The release is under a Creative Commons copyleft license, meaning that you can download it freely from:
Academician Bertoleza and the Giant Burocrator
or from the website of The Royal Imaginary Press of Boupinel: http://boupinel.wordpress.com/
The translation is inferior to the Portuguese original, but contains a number of typographical improvements meant to make reading less painful. In the fullness of time the original should be updated to reflect the typesetting modifications, if you prefer to read Portuguese. But the price is unbeatable, though I am sure everybody will find something to dislike. For example, economists might tell you that books costing less than a penny are a serious form of deflation, a worrying threat in the present crisis.
Published reviews of the original have been less than enthusiastic. I am sure you will agree that the reviewers are no more qualified than the translator, or the author for that matter. Some people may like it, but it is not for everybody. In any case, I would not be sending a link if I did not think that you can find less interesting reads in the New York Times bestseller list.
The Royal Imaginary Press of Boupinel, a dubious imprint operating out of undisclosed virtual locations at former and future lunatic asylums in cyberspace, has published ”Academician Bertoleza and the Giant Burocrator,” a translation of my first work of fiction. (Unless you consider control theory a form of fiction.) No trees have been harmed for the sake of the translation. The release is under a Creative Commons copyleft license, meaning that you can download it freely from:
Academician Bertoleza and the Giant Burocrator
or from the website of The Royal Imaginary Press of Boupinel: http://boupinel.wordpress.com/
The translation is inferior to the Portuguese original, but contains a number of typographical improvements meant to make reading less painful. In the fullness of time the original should be updated to reflect the typesetting modifications, if you prefer to read Portuguese. But the price is unbeatable, though I am sure everybody will find something to dislike. For example, economists might tell you that books costing less than a penny are a serious form of deflation, a worrying threat in the present crisis.
Published reviews of the original have been less than enthusiastic. I am sure you will agree that the reviewers are no more qualified than the translator, or the author for that matter. Some people may like it, but it is not for everybody. In any case, I would not be sending a link if I did not think that you can find less interesting reads in the New York Times bestseller list.
02 abril 2009
Fim do vestibular
Sou a favor. As universidades públicas não conseguem nem unificar seus vestibulares, no máximo criam grupos de estudo semi-eternos. Fazer um montão de vestibulares não traz nenhum benefício para alunos ou ensino, só serve para criar cargos para os burocratas do ensino. A União está correta em tomar a iniciativa.
Senado anistia imigrantes ilegais no Brasil
Merecem parabéns, os senadores e o presidente. É bom aproveitar a oportunidade de elogiar, quando há. O tratamento que o Brasil tem dado aos imigrantes é lamentável, o projeto de lei é uma boa iniciativa.
Aproveitando, elogio também o Supremo Tribunal Federal por estar preparando o fim da lei da imprensa. A esquerda protesta: é a favor da lei da imprensa da ditadura, e contra o direito de livre expressão garantido na constituição.
Aproveitando, elogio também o Supremo Tribunal Federal por estar preparando o fim da lei da imprensa. A esquerda protesta: é a favor da lei da imprensa da ditadura, e contra o direito de livre expressão garantido na constituição.
31 março 2009
Insanidade em Brasília
Lemos hoje nos jornais que o governo federal resolveu cortar gastos, justo agora que a economia brasileira entra em deflação. Completa insanidade. Até pouco tempo, gastavam como se não houvesse amanhã. Justo no momento em que os gastos do governo são necessários, viram hooveritas.
Isso lembra a terceira diferença entre Brasil e Estados Unidos. Nos Estados Unidos os economistas que se dizem "não Keynesianos" nunca leram Keynes. No Brasil os economistas que se dizem Keynesianos talvez tenham lido, mas não entenderam xongas.
Lula, por favor dê mais umas bofetadas nos seus economistas que são um bando de patetas! Se não couberem todos na Sealopra, mande construir um outro manicômio judiciário. É hora de fazer como o Obama: gastar em saúde e educação. Não de cortar gastos, nem de dar presentes para as fábricas de automóveis.
Isso lembra a terceira diferença entre Brasil e Estados Unidos. Nos Estados Unidos os economistas que se dizem "não Keynesianos" nunca leram Keynes. No Brasil os economistas que se dizem Keynesianos talvez tenham lido, mas não entenderam xongas.
Lula, por favor dê mais umas bofetadas nos seus economistas que são um bando de patetas! Se não couberem todos na Sealopra, mande construir um outro manicômio judiciário. É hora de fazer como o Obama: gastar em saúde e educação. Não de cortar gastos, nem de dar presentes para as fábricas de automóveis.
23 março 2009
The paper of businesspeople
Read the Wall Street Journal on the airplane - flight attendants gave them out saying "it's all bad news." This is the paper business people read - you understand how they got us in this pickle. The paper apparently still doesn't.
19 março 2009
Formatura da Poli 2008
O que falei na formatura da Poli quinta feira passada foi +- o seguinte:
laurië lantar lassi súrinen,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
Yéni ve lintë yuldar avánier
mi oromardi lissë-miruvóreva
Mesmo quem está com o élfico - o alto élfico - meio enferrujado reconhece aquele discurso saudosista: "antigamente os engenheiros faziam projetos de verdade, a engenharia era bem remunerada, os alunos tinham interesse......." Essa jeremíada é compreensível num ser milenar, mas não é apropriada para engenheiros, que estamos sempre olhando para frente, menos ainda para quem está se formando.
Além disso não é verdadeira. Os projetos de formatura que vocês fazem são cada vez melhores. São melhores do que os de 10 anos atrás, e não vou nem comparar com o que se fazia na minha época. Vocês têm recursos que não existiam - e sabem usar. Avanço tecnológico não é isso? Disse o Mithrandir: "as coisas mudam, e o que parecia firme se mostra incerto." O que para uns é incerteza, para vocês são oportunidades.
Com a oportunidade vem uma responsabilidade. A cada mês de um aluno na USP. o contribuinte investe uns mil dólares. Para cada um, em reais, uma grosa, perdoem minha linguagem. A responsabilidade não é com os professores, e nem mesmo com a sociedade. É com vocês mesmos. Vocês sabem fazer coisas que ninguém sozinho pode ensinar. Continuem!
laurië lantar lassi súrinen,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
Yéni ve lintë yuldar avánier
mi oromardi lissë-miruvóreva
Mesmo quem está com o élfico - o alto élfico - meio enferrujado reconhece aquele discurso saudosista: "antigamente os engenheiros faziam projetos de verdade, a engenharia era bem remunerada, os alunos tinham interesse......." Essa jeremíada é compreensível num ser milenar, mas não é apropriada para engenheiros, que estamos sempre olhando para frente, menos ainda para quem está se formando.
Além disso não é verdadeira. Os projetos de formatura que vocês fazem são cada vez melhores. São melhores do que os de 10 anos atrás, e não vou nem comparar com o que se fazia na minha época. Vocês têm recursos que não existiam - e sabem usar. Avanço tecnológico não é isso? Disse o Mithrandir: "as coisas mudam, e o que parecia firme se mostra incerto." O que para uns é incerteza, para vocês são oportunidades.
Com a oportunidade vem uma responsabilidade. A cada mês de um aluno na USP. o contribuinte investe uns mil dólares. Para cada um, em reais, uma grosa, perdoem minha linguagem. A responsabilidade não é com os professores, e nem mesmo com a sociedade. É com vocês mesmos. Vocês sabem fazer coisas que ninguém sozinho pode ensinar. Continuem!
Um laptop por comissão
O pró~reitor de cultura e extensão da USP convocou ontem uma reunião especial com todos os membros das comissões de extensão de cada unidade para presentear cada presidente de comissão com um laptop Sony Vaio. Sony é a marca mais cara de computadores e a segunda melhor, podemos supor que o critério de compra não tenha sido licitação pelo menor preço. Corre o rumor que o pró-reitor é pré-candidato a membro da lista tríplice. Não foi anunciado nenhum programa de extensão que faça uso dos aparelhos, nem qualquer quid pro quo específico.
06 março 2009
The Day the Earth Stood Still
On the airplane I watched the remake...... just to see the Earth staying still, and to hear "Gort, Klaatu barada nikto." The Earth didn't stay still in the movie any more that my seat neighbor's toddler stood still for it (yes I traveled with a girl dancing on my lap), and Klaatu didn't need Gort, any more than we needed the remake. Having disposed of any obstacles that the original 1951 movie presented to making a cliché-only film, the directors made........... a barely glued together sequence of a clichés.
But then, last week the NYTimes printed a review of a biography of the Wittgenstein family. The biographer apparently did not realize that one of the biographed was the most important philosopher after Kohelet. With this observation one might have safely advised that the book be read for family gossip and entertainment only, or not at all. Instead the review ends with an ad hominem attack on the biographer's family morals.
Of making many books and movies there is no end, all is vanity.
But then, last week the NYTimes printed a review of a biography of the Wittgenstein family. The biographer apparently did not realize that one of the biographed was the most important philosopher after Kohelet. With this observation one might have safely advised that the book be read for family gossip and entertainment only, or not at all. Instead the review ends with an ad hominem attack on the biographer's family morals.
Of making many books and movies there is no end, all is vanity.
03 março 2009
E falavam do Lula...
Lula defende livre comércio contra a crise: pôr em prática o que o mundo desenvolvido repetiu nas últimas três décadas. "A saída dessa crise é mais mercado, mais livre comércio e mais concorrência", disse a empresários brasileiros e dos Países Baixos, na Fiesp. O presidente Lula classificou de "inaceitável" o argumento do MST para o assassinato de quatro seguranças.
Se não for o Lula, quem vai defender lei & ordem, indústria & comércio, saúde & educação?
Se não for o Lula, quem vai defender lei & ordem, indústria & comércio, saúde & educação?
27 fevereiro 2009
Gripe
38C de febre, vias respiratórias entupidas, calafrio, dor pelo corpo. Primeira gripe que pego, pelo menos nas últimas 2 décadas. Ou estou ficando velho, ou fiquei muito dentro de casa aquecida nesse inverno, o couro foi ficando molenga. Os pais do meu avô morreram de gripe espanhola. Até sorte, por isso meu avô foi para o Brasil e nunca mais voltou para a Europa.
26 fevereiro 2009
Tatá inimbó mirim
New portable silver grey Western Digital Firewire 800 drive. Zero order dump using Carbon Copy Cloner, then Time Machine backups. First give a name in língua geral, nheengatu, something more appropriate then the manufacturer's silly "My whatever." Fire = tatá, wire = inimbó, according to http://www.indios.info/, so tatainimbo-mirim it is. Have you backed up your files...... today?
By the way, if someone knows how to solve partial differential inequalities let me know........
By the way, if someone knows how to solve partial differential inequalities let me know........
Obama's budget proposal
National health care, and credit for education, paid for by fuel taxes and deficits until the storm passes: you read it here first. Cuts in the part of military budget meant to fight 20th century wars coming.
How TARP works
There is a brilliant presentation of how TARP works available on the web. It is in Japanese but you should be able to understand the pictures.
23 fevereiro 2009
Letter to RTD-Denver
(Will probably get an ignoral, I post it here so they can ignore it in more places.)
We often travel to Boulder to visit family. Thanks to RTD's comprehensive service, we are able to minimize the need to rent cars. Keeping cars off the road saves money to the taxpayer, avoids congestion, reduces pollution... and let me not even start talking about the wreckage that global warming caused by auto emissions is doing on the Western Slope forests, or about how oil fuels all sorts of anti-American regimes all over the world.
For us RTD saves money, which we tend to spend in local businesses such as stores, restaurants, and recreation in the greater Denver area. I learned about the proposed RTD service reductions while riding the Skip and the N to the Eldora ski center in Nederland, where our family of 4 spent a day.
To the point: public transportation saves Colorado people and the State money, improves the quality of life, and is good for business. I strongly discourage cuts in services, in special of the Skip and N routes, but to other popular routes as well.
We often travel to Boulder to visit family. Thanks to RTD's comprehensive service, we are able to minimize the need to rent cars. Keeping cars off the road saves money to the taxpayer, avoids congestion, reduces pollution... and let me not even start talking about the wreckage that global warming caused by auto emissions is doing on the Western Slope forests, or about how oil fuels all sorts of anti-American regimes all over the world.
For us RTD saves money, which we tend to spend in local businesses such as stores, restaurants, and recreation in the greater Denver area. I learned about the proposed RTD service reductions while riding the Skip and the N to the Eldora ski center in Nederland, where our family of 4 spent a day.
To the point: public transportation saves Colorado people and the State money, improves the quality of life, and is good for business. I strongly discourage cuts in services, in special of the Skip and N routes, but to other popular routes as well.
22 fevereiro 2009
19 fevereiro 2009
Windmills & Green Energy
I signed up to have all electricity in our home in Massachusetts provided by wind turbines! The process took a minute online and will cost about $3 a month - a no brainer. Meanwhile, in our home in São Paulo, for some reason I have never been able to understand, the bill is under R$10 a month.
13 fevereiro 2009
Niall Ferguson on NPR
I just heard Niall Ferguson on NPR criticizing Paul Krugman by name as trusting the Keynesian remedies too much, and then proceeding to state exactly what Krugman has been saying: that tax cuts won't work because people will either save or buy imported goods, that Congress messed up with the stimulus package by filling it with ineffective pork, and that banks will have to be nationalized. And his was introduced as "the minority viewpoint". Isn't that what Krugman, and Nouriel Roubini, and most everybody who thinks for that matter, have been saying all along? I am confused, someone please explain.
A trillion dollars today, a trillion tomorrow.....
..... and soon we will be talking about real money.
11 fevereiro 2009
Aluguel de bicicletas no Metrô
Aluguel de bicicletas no Metrô e outros pontos. S. Paulo a caminho do primeiro mundo - virar uma grande Amsterdam ou continuar com essa mania subdesenvolvida de ir para a padaria de carro? Vamos ver se dá certo! Vídeo na Globo.
10 fevereiro 2009
Fonte da juventude
Não encontrei não. Mas troquei meu computador por um MacBook Pro. Com tela de LED de 15 polegadas, meus olhos estão se sentindo como os de um pimpolho de 43 anos. O que faz mais diferença...... vai parecer frescura...... é o teclado iluminado (não disse que ia parecer frescura?). Compensou comprar o Pro - refurb, é claro, não deixei o pão-durismo totalmente de lado.
09 fevereiro 2009
É o HEXA chegando!!!!!
Chelsea demite o técnico Luiz Felipe Scolari. Agora só um pequeno tropeço do Dunga nos separa da Copa da África!!!!! Nenhum país venceu a Copa fora de seu continente - só o Brasil. É para não desperdiçar essa oportunidade fornecida pelo time de um amigão do ex-dono do Corinthians: Felipão na seleção! Pode comprar fogos caramuru!
Newspapers
By now everybody knows that newspapers is gone. At least the business model of selling advertisement in print is gone. One idea not often mentioned often: raise capital from readers. You can bet that many readers of the better publications would be willing to invest in the company rather than have their paper disappear. The rest of the dailies..... well they won't be missed.
07 fevereiro 2009
Os criminosos espanhóis são uns pés-de-chinelo
O maior traficante da Espanha foi preso no Brasil como se fosse um bandido comum. Comparem com outros países europeus - o terrorista mais procurado da Itália conseguiu proteção do ministro da Justiça. O assaltante do trem pagador inglês ficou décadas no país com ajuda da justiça e dos colunistas sociais. Já o espanhol conseguiu ser preso pela polícia brasileira, privilégio dos meliantes mais incompetentes, e ficar na cadeia um ano sem ser notado. Não é a toa que a Espanha nunca ganhou uma copa do mundo. Falta manha.
06 fevereiro 2009
Manifesto contra o corte de verbas para ciência e tecnologia
Reproduzo abaixo carta da Professora Mayana Zatz, referente à peça orçamentária que corta o orçamento de Ciência e Tecnologia em 18%, feita pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), que "... demonstrou falta de responsabilidade, de compromisso, com o futuro do Brasil", segundo afirmou o ministro à Folha. Já assinei.
Caros
Estamos assinando um manifesto contra o corte de verbas para ciência e tecnologia. Não podemos deixar isso acontecer. Leiam o manifesto e se tiverem de acordo assinem e repassem para as suas listas.
http://www.edm.org.br/edm/manifesto.aspx
Um grande abraço
Mayana
Caros
Estamos assinando um manifesto contra o corte de verbas para ciência e tecnologia. Não podemos deixar isso acontecer. Leiam o manifesto e se tiverem de acordo assinem e repassem para as suas listas.
http://www.edm.org.br/edm/manifesto.aspx
Um grande abraço
Mayana
02 fevereiro 2009
Fascinating argument
A most enjoyable quarrel among 2 schools of economists is going on right now. On one side the rational expectations school, and on the other side the economists who have not taken leave of their rationality. It can be followed in Paul Krugman's NYTimes blog and links therein. These unequal fights among equals do not explode in academia very often, at least not in a form that can be appreciated by layfolk; if you enjoy them you can read "Historians' Fallacies: Toward a Logic of Historical Thought" by David Hackett Fischer. If we had a Nobel Prize in control theory someone could be doing the same for fuzzy logic or adaptive control.
31 janeiro 2009
Mac App for switching spelling languages
Title says it all. Koenraad Van Nieuwenhove from Flanders posted in Cocoa Crumbs a simple little app that can be used to switch spelling languages quickly in Mac OS X Leopard. As he says in the blog, it is not the most elegant piece of script, and it has its limitations, but it does the job. If you write in more than one language in a Mac, you need it badly, and you will love it. Download before the price goes up!
Now there are only 2 things needed to make Leopard more perfect. One is a Mail.app option to show the mailboxes in column format (NeXTies will understand what I am talking about). The other is to recompile the old Words screensaver (It stopped working around Tiger).
Now there are only 2 things needed to make Leopard more perfect. One is a Mail.app option to show the mailboxes in column format (NeXTies will understand what I am talking about). The other is to recompile the old Words screensaver (It stopped working around Tiger).
22 janeiro 2009
Corintianos, alegrai-vos!
O fim do Palestra está próximo! Na eleição para a diretoria, duas alternativas: a volta da turma de Mustafá, ou o expoente da hiperinflação Belluzzo! Previsão do tempo: mais um ano tricolor.
Timeo Danaos et dona ferentes
Tradução: Temo aos gregos, mesmo quando trazem presentes. Um cavalo de Tróia. O criador dos janjaweed de Darfur unclenches his fists. Quer fazer em Israel o que fez no Líbano.
19 janeiro 2009
A experiência de Michelson-Morley e a radiação do corpo negro
Em uma reunião de uma douta sociedade ocorrida em Londres no último ano do século 19, Lord Kelvin teria recomendado que nenhum jovem cientista se dedicasse ao estudo da física. Isso porque, segundo a citação apócrifa:
"Todos os problemas da física estão próximos de serem resolvidos. Falta apenas explicar a experiência de Michelson-Morley e a radiação do corpo negro."
Outras versões da anedota trazem um enunciado diferente, variam a audiência, ou atribuem a citação ao orientador de Max Planck ou algum outro cientista. Todas apócrifas, então prefiro a versão acima, a mais elegante.
"Todos os problemas da física estão próximos de serem resolvidos. Falta apenas explicar a experiência de Michelson-Morley e a radiação do corpo negro."
Outras versões da anedota trazem um enunciado diferente, variam a audiência, ou atribuem a citação ao orientador de Max Planck ou algum outro cientista. Todas apócrifas, então prefiro a versão acima, a mais elegante.
17 janeiro 2009
Um quadrilhão de dólares?
A pátria intelectual de alguns intelectuais brasileiros, o Zimbabwe mugabista, está lançando a nota de 100 trilhões de dólares. Deixo registrado nesse blog um pedido aos expoentes da hiperinflação Luiz Gonzaga Belluzzo e Paulo Nogueira Batista Jr, bem como aos prosélitos do vibrião colérico Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia: a próxima vez que algum dos senhores for fazer genuflexões ao tirano do Zimbabwe, fariam o favor de trazer uma nota de um quaquilhão, digo, um quadrilhão de dólares para a minha coleção?
Petistas divulgam carta sobre nota do partido em relação ao Oriente Médio
Não custa reproduzir inteira:
16 de janeiro de 2009
Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,
Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.
Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:
i. ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;
ii. banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;
iii. não registra a necessária condenação ao terrorismo;
iv. não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;
v. não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e
vi. queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.
Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.
Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.
Assinam*:
Alberto Kleiman
Alexandre Padilha
Alfredo Schechtman
Aloizio Mercadante
Ana Copat Mindrisz
Carlos Minc Baumfeld
Clara Ant
Denise Rosa Lobato
Diogo de Sant’Ana
Edna Cassimiro
Esther Bemerguy de Albuquerque
Fernando Haddad
Fernando Kleiman
Itajaí Oliveira de Albuquerque
Ivo Bucaresky
Ivone de Santana
Jaques Wagner
José Genoino
Luciano Pereira da Silva
Marcelo Behar
Marcelo Zero
Marcos Damasceno
Maria Luíza Falcão
Marta Suplicy
Mauricio Mindrisz
Nadia Somekh
Paul Israel Singer
Paulo Moura
Paulo Vannuchi
Pedro Vieira Abramovay
Rômulo Paes de Sousa
Sergio Gusmão Suchodolski
Suzanne Serruya
Tarso Genro
Thiago Melamed de Menezes
Vitor Sarno
……………………………………….
*até o momento
16 de janeiro de 2009
Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,
Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.
Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:
i. ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;
ii. banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;
iii. não registra a necessária condenação ao terrorismo;
iv. não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;
v. não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e
vi. queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.
Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.
Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.
Assinam*:
Alberto Kleiman
Alexandre Padilha
Alfredo Schechtman
Aloizio Mercadante
Ana Copat Mindrisz
Carlos Minc Baumfeld
Clara Ant
Denise Rosa Lobato
Diogo de Sant’Ana
Edna Cassimiro
Esther Bemerguy de Albuquerque
Fernando Haddad
Fernando Kleiman
Itajaí Oliveira de Albuquerque
Ivo Bucaresky
Ivone de Santana
Jaques Wagner
José Genoino
Luciano Pereira da Silva
Marcelo Behar
Marcelo Zero
Marcos Damasceno
Maria Luíza Falcão
Marta Suplicy
Mauricio Mindrisz
Nadia Somekh
Paul Israel Singer
Paulo Moura
Paulo Vannuchi
Pedro Vieira Abramovay
Rômulo Paes de Sousa
Sergio Gusmão Suchodolski
Suzanne Serruya
Tarso Genro
Thiago Melamed de Menezes
Vitor Sarno
……………………………………….
*até o momento
30 dezembro 2008
Editorial "The Gas Tax"
Since the NYTimes continues to publish this insanity, I continue writing letters that they will not publish........
From: Felipe M Pait
Date: 30 December 2008 2:20:19 PM EST
To: letters@nytimes.com
Cc: robert_lawrence@Harvard.Edu
Subject: Editorial "The Gas Tax"
Dears,
You rightly propose a gas tax, something America and the world badly need. Unfortunately, you undermine the argument by suggesting that a gas tax could come in the form of a price floor. A price floor would have disastrous consequences, because US importers would lose all incentive and leverage to negotiate lower crude oil prices. Thus a significant part of the tax would end up not with the US government but with oil exporters, which are involved in most of the sources of instability the world, many in countries run by tyrants and supporters of international terrorism. A simple tax on fossil fuel imports would have no such disadvantage, and would be much welcome from the environmental, geopolitical, and even health points of view.
Sincerely,
Felipe Pait
São Paulo, Brazil
Incidentally, this transatlantic lunacy also has space in FT.com.
From: Felipe M Pait
Date: 30 December 2008 2:20:19 PM EST
To: letters@nytimes.com
Cc: robert_lawrence@Harvard.Edu
Subject: Editorial "The Gas Tax"
Dears,
You rightly propose a gas tax, something America and the world badly need. Unfortunately, you undermine the argument by suggesting that a gas tax could come in the form of a price floor. A price floor would have disastrous consequences, because US importers would lose all incentive and leverage to negotiate lower crude oil prices. Thus a significant part of the tax would end up not with the US government but with oil exporters, which are involved in most of the sources of instability the world, many in countries run by tyrants and supporters of international terrorism. A simple tax on fossil fuel imports would have no such disadvantage, and would be much welcome from the environmental, geopolitical, and even health points of view.
Sincerely,
Felipe Pait
São Paulo, Brazil
Incidentally, this transatlantic lunacy also has space in FT.com.
20 dezembro 2008
Mugabista Amorim visita o Zimbabwe
O tiranófilo Amorim esteve no Zimbabwe em 17 de outubro em visita de solidariedade ao ditador Mugabe, para parabenizá-lo pelo trabalho em prol da inflação e da disseminação do vibrião colérico. E para somar um insulto à injúria, faz discurso de bom moço, "nós brasileiros somos a favor do diálogo."
19 dezembro 2008
Controle adaptativo: ementa igual ao soneto
Ementa igual ao soneto
ou,
As aventuras de um controlador adaptativo
nos domínios do Gigante Burocrator
ou,
As aventuras de um controlador adaptativo
nos domínios do Gigante Burocrator
O controle adaptativo
É um assunto interessante.
A ementa, em vez de livro,
É um soneto, meio pedante.
Se este ano oferecido,
Será quem sabe, é o Gigante
Burocrator, esbravecido
Terror de mestre e estudante!
Mas voltando à ementa.
Equação em verso, em rima.
Li o Goodwin, li o Narendra,
Fiz robot com eletroímã.
Não há mesmo quem entenda,
Sem geometria, a de Riemann.
(Soneto já antigo, escrito em julho 2005 a título de ementa para um curso de controle adaptativo, e encontrado acidentalmente pelo Spotlight.)
17 dezembro 2008
O segredo da didática
Após 20 anos como professor, entendi que para dar uma boa aula são necessários 3 ingredientes principais:
1 - Gostar do assunto;
2 - Tratar os alunos como gente; e
3 - Verificar se o zíper está fechado.
Talvez até sejam úteis outras mumunhas como: profundo domínio do assunto; excelente didática; e modernas ferramentas tecnológicas de ensino. Mas na minha experiência, para alunos de primário, graduação, ou pós, no hemisfério sul ou no hemisfério norte, o fundamental são os itens 1,2, e 3, e um pouco de bom senso.
1 - Gostar do assunto;
2 - Tratar os alunos como gente; e
3 - Verificar se o zíper está fechado.
Talvez até sejam úteis outras mumunhas como: profundo domínio do assunto; excelente didática; e modernas ferramentas tecnológicas de ensino. Mas na minha experiência, para alunos de primário, graduação, ou pós, no hemisfério sul ou no hemisfério norte, o fundamental são os itens 1,2, e 3, e um pouco de bom senso.
"If programming languages were religions"
Hilariante. E bem escrito. LOL feito um bobo apesar de que estou tão defasado com programação que não conseguiria identificar em qual linguagem uma linha de código foi escrita. Não vou dizer que aprendi sobre linguagens lendo isso, mas sobre religião quem sabe...... Divirtam-se!
Aproveitando que estou aqui, tem coisa que acontece na Usp para deixar o "Gigante Burocrator" sem fôlego. Então esperem para logo uma nova edição, a mesma história com melhorias tipográficas para tornarem a leitura menos penosa, e uma tradução parcial para segundo idioma no qual Goscinny escreveu quadrinhos.
Aproveitando que estou aqui, tem coisa que acontece na Usp para deixar o "Gigante Burocrator" sem fôlego. Então esperem para logo uma nova edição, a mesma história com melhorias tipográficas para tornarem a leitura menos penosa, e uma tradução parcial para segundo idioma no qual Goscinny escreveu quadrinhos.
17 novembro 2008
How High Gas Prices Can Save the Car Industry
(Letter to the authors of the article "How High Gas Prices Can Save the Car Industry" published in the New York Times on Sunday 16 November.)
Dears Daniel Sperling and Deborah Gordon
I am writing about your piece in the NYTimes entitled "How High Gas Prices Can Save the Car Industry". You have not considered the implications that a variable tax in the form of a price floor would have on international politics and domestic security. If such a tax were enacted, US oil companies would lose all incentive or leverage to negotiate lower crude oil prices from suppliers. The consequence will be an increase in prices towards the level determined by the floor, limited perhaps thanks to other oil importing nations that do not follow such a wrong-headed floor policy.
Producers - rather than the US Treasury - would be able to keep a big part of the increase of consumer prices due to the floor. Oil exporters such as Iran, Russia, Venezuela, and Saudi Arabia are involved in most of the sources of geopolitical instability in today's world. Many are run by tyrants and supporters of international terrorism, and most of their leaders care very little for our democratic values. Their windfall profits would be a disaster for the free world.
Much better for the US would be a straight tax on imports of fossil fuels from outside North America, at a rate equivalent to $70 per barrel or so. That would have a similar effect on promoting conservation and fuel efficiency, without diverting funds to oil exporting countries. It is very dangerous to formulate policy without considering all its implications. Your piece looked at the question of oil taxes exclusively from the point of view of your narrow specialty, and came up with a disastrous proposal.
Yours sincerely,
Felipe Pait
University of São Paulo
Dears Daniel Sperling and Deborah Gordon
I am writing about your piece in the NYTimes entitled "How High Gas Prices Can Save the Car Industry". You have not considered the implications that a variable tax in the form of a price floor would have on international politics and domestic security. If such a tax were enacted, US oil companies would lose all incentive or leverage to negotiate lower crude oil prices from suppliers. The consequence will be an increase in prices towards the level determined by the floor, limited perhaps thanks to other oil importing nations that do not follow such a wrong-headed floor policy.
Producers - rather than the US Treasury - would be able to keep a big part of the increase of consumer prices due to the floor. Oil exporters such as Iran, Russia, Venezuela, and Saudi Arabia are involved in most of the sources of geopolitical instability in today's world. Many are run by tyrants and supporters of international terrorism, and most of their leaders care very little for our democratic values. Their windfall profits would be a disaster for the free world.
Much better for the US would be a straight tax on imports of fossil fuels from outside North America, at a rate equivalent to $70 per barrel or so. That would have a similar effect on promoting conservation and fuel efficiency, without diverting funds to oil exporting countries. It is very dangerous to formulate policy without considering all its implications. Your piece looked at the question of oil taxes exclusively from the point of view of your narrow specialty, and came up with a disastrous proposal.
Yours sincerely,
Felipe Pait
University of São Paulo
14 novembro 2008
Discurso de inauguração de estacionamento
Prezado Professor Fulano de Tal, Chefe em Exercício do Departamento de Altas Engenharias Mesoscópicas - PMO -, resultante do desmembramento do antigo Gabinete de Engenharia Microscópica e Macroscópica; Excelentíssimo Senhor Sicrano do Qual, representante da Magnífica Reitoria; Sr. Diretor do CREA - Camorra Regional de Engenharia Automotiva -; otoridades e desotoridades; meus caros colegas professores; Admiráveis Veículos Estacionados; Folhas de Grama; Senhoras Saúvas, Içás, Tanajuras, e outras representantes do gênero Hymenoptera; e por último alunos e estudantes, se houver.
É imensa minha satisfação e honra em poder tomar do megafone para lhes dirigir algumas brevíssimas palavras no evento da inauguração do Estacionamento Politécnico Professor Doutor Catedrático Themístocles Brasileiro von Kswagen. Esta obra de inaudito alcance social e profundo apelo cultural e tecnológico, que vem abrilhantar a já gloriosa e portanto dispensante de apresentações história da nossa Escola Politécnica, ou Poli como é familiarmente denominada, fundada em 1893 através do Parecer n.o 142 da Comissão de Instrução do Congresso Legislativo de São Paulo - favorável à fusão das Leis n.o 26 (11/5/1892) e 64 (17/08/1892) e à aprovação do regulamento da Escola Politécnica, resultante desta fusão (4/7), e da Lei Estadual n.o 191 (1o Regulamento da Escola Politécnica para execução das Leis n.o 26 e 64), assinada no governo de Bernardino de Campos, constituindo o Ato de nomeação de Antonio Francisco de Paula Souza para diretor da Escola Politécnica, com base no artigo 8o do Regulamento da Escola Politécnica (14/11), e que há mais de 116 anos portanto vem efetivamente formando engenheiros e contribuindo para a formação de profissionais que tanto engrandecem a história de nossa cidade, nosso estado, e porque não dizer efetivamente, de nossa nação,
.... esta obra, dizia, de grande alcance social, constituindo um subsídio efetivo aos Srs. Proprietários de Viaturas Motorizadas e um importante empecilho ao deslocamento de pedestres, vêm a acrescentar ao patrimônio da Universidade um total de 25 vagas para Estacionamento de Automóveis das mais diversas marcas entre as mais plenas de Tradição e Modernidade do mundo, e ocupa uma localização privilegiada praticamente no interior do edifício do Biênio, onde se realizariam as aconchegantes atividades de ensino da Física e do Cálculo - relembrando que os Institutos de Física e de Matemática foram fundados por professores auridos e exauridos da Escola Politécnica - se os alunos se encontrassem nas salas de aula e não nos já mencionados Estacionamentos.
Esteticamente podemos também afirmar que o Estacionamento forma um conjunto harmonioso com o magnífico Estacionamento Prof Doutor Antonio Hélio Guerra Vieira, criador do primeiro computador brasileiro, o Patinho Feio, em cuja memória foram armazenados os dados referentes aos processos de caça às bruxas ocorridos nesta Universidade durante os anos negros do regime ditatorial, um Estacionamento com E maiúsculo, este sim localizado no interior de um Edifício, o da Engenharia Elétrica, cujo nome não recordo, em lugar outrora ocupado por aprazíveis azaléias, ambos estacionamentos que se constituem em obras-marco da engenharia nacional, estorvos de altíssima tecnologia utilizando métodos construtivos inovadores e consagrados que já hoje são referência internacional, e ocupando espaços que outrossim poderiam ser detonados à atividades acadêmicas menos nobres tais como aulas.
Ressaltamos também que hoje em dia com as propostas dos nossos destacados departamentos de Engenharia de Transportes Rodoviários - PTB - e Engenharia Ambiental - PTA - torna-se cada vez mais necessário para a Universidade e, - porque não dizer? - a Escola Politécnica incentivarem cada vez mais aperfeiçoadamente o Transporte Individual de forma a efetivamente contribuirem para a indústria do trânsito e da Poluição Ambiental nessa pujante Metrópole, pois afinal de contas como dizia o poeta, que talvez não tenha sido Politécnico mas bem poderia ter sido, "Ensinar é construir Estacionamentos."
Passo então a palavra ao meu querido colega Ilustríssimo Sr Engenheiro Beltrano do Val, enviado plenipotenciário da Liga dos Ex-Formandos da Escola Politécnica, seção do Clube Federal de Detenção do Alto Carandiru, que vai nos relembrar um pouco das histórias e da carreira do Professor Doutor Catedrático Themístocles Brasileiro von Kswagen, a quem tão merecidamente prestamos nossa singela homenagem parquimétrica.
(Rascunho de discurso a ser proferido pelo Ilmo. Diretor da Escola Politécnica por ocasião da inauguração do estacionamento supre-citado, seja lá quem for o Diretor quando e se alguma obra na USP algum dia ficar pronta. Confidencial. Circulação restrita.)
É imensa minha satisfação e honra em poder tomar do megafone para lhes dirigir algumas brevíssimas palavras no evento da inauguração do Estacionamento Politécnico Professor Doutor Catedrático Themístocles Brasileiro von Kswagen. Esta obra de inaudito alcance social e profundo apelo cultural e tecnológico, que vem abrilhantar a já gloriosa e portanto dispensante de apresentações história da nossa Escola Politécnica, ou Poli como é familiarmente denominada, fundada em 1893 através do Parecer n.o 142 da Comissão de Instrução do Congresso Legislativo de São Paulo - favorável à fusão das Leis n.o 26 (11/5/1892) e 64 (17/08/1892) e à aprovação do regulamento da Escola Politécnica, resultante desta fusão (4/7), e da Lei Estadual n.o 191 (1o Regulamento da Escola Politécnica para execução das Leis n.o 26 e 64), assinada no governo de Bernardino de Campos, constituindo o Ato de nomeação de Antonio Francisco de Paula Souza para diretor da Escola Politécnica, com base no artigo 8o do Regulamento da Escola Politécnica (14/11), e que há mais de 116 anos portanto vem efetivamente formando engenheiros e contribuindo para a formação de profissionais que tanto engrandecem a história de nossa cidade, nosso estado, e porque não dizer efetivamente, de nossa nação,
.... esta obra, dizia, de grande alcance social, constituindo um subsídio efetivo aos Srs. Proprietários de Viaturas Motorizadas e um importante empecilho ao deslocamento de pedestres, vêm a acrescentar ao patrimônio da Universidade um total de 25 vagas para Estacionamento de Automóveis das mais diversas marcas entre as mais plenas de Tradição e Modernidade do mundo, e ocupa uma localização privilegiada praticamente no interior do edifício do Biênio, onde se realizariam as aconchegantes atividades de ensino da Física e do Cálculo - relembrando que os Institutos de Física e de Matemática foram fundados por professores auridos e exauridos da Escola Politécnica - se os alunos se encontrassem nas salas de aula e não nos já mencionados Estacionamentos.
Esteticamente podemos também afirmar que o Estacionamento forma um conjunto harmonioso com o magnífico Estacionamento Prof Doutor Antonio Hélio Guerra Vieira, criador do primeiro computador brasileiro, o Patinho Feio, em cuja memória foram armazenados os dados referentes aos processos de caça às bruxas ocorridos nesta Universidade durante os anos negros do regime ditatorial, um Estacionamento com E maiúsculo, este sim localizado no interior de um Edifício, o da Engenharia Elétrica, cujo nome não recordo, em lugar outrora ocupado por aprazíveis azaléias, ambos estacionamentos que se constituem em obras-marco da engenharia nacional, estorvos de altíssima tecnologia utilizando métodos construtivos inovadores e consagrados que já hoje são referência internacional, e ocupando espaços que outrossim poderiam ser detonados à atividades acadêmicas menos nobres tais como aulas.
Ressaltamos também que hoje em dia com as propostas dos nossos destacados departamentos de Engenharia de Transportes Rodoviários - PTB - e Engenharia Ambiental - PTA - torna-se cada vez mais necessário para a Universidade e, - porque não dizer? - a Escola Politécnica incentivarem cada vez mais aperfeiçoadamente o Transporte Individual de forma a efetivamente contribuirem para a indústria do trânsito e da Poluição Ambiental nessa pujante Metrópole, pois afinal de contas como dizia o poeta, que talvez não tenha sido Politécnico mas bem poderia ter sido, "Ensinar é construir Estacionamentos."
Passo então a palavra ao meu querido colega Ilustríssimo Sr Engenheiro Beltrano do Val, enviado plenipotenciário da Liga dos Ex-Formandos da Escola Politécnica, seção do Clube Federal de Detenção do Alto Carandiru, que vai nos relembrar um pouco das histórias e da carreira do Professor Doutor Catedrático Themístocles Brasileiro von Kswagen, a quem tão merecidamente prestamos nossa singela homenagem parquimétrica.
(Rascunho de discurso a ser proferido pelo Ilmo. Diretor da Escola Politécnica por ocasião da inauguração do estacionamento supre-citado, seja lá quem for o Diretor quando e se alguma obra na USP algum dia ficar pronta. Confidencial. Circulação restrita.)
13 novembro 2008
Apple University
What is Apple University? Apple as usual is not talking, nor letting anyone talk. Business media, with its usual lack of imagination, is writing about yet another corporate training center. But you don't need the dean of Yale's School of Management to teach powerpoint engineering. Apple has as much cash as a large university endowment, and the new recruit talked to the Yale Alumni Magazine about a once-in-a-lifetime opportunity. Expect something interesting.
06 novembro 2008
Red states and blue states
In the of maps here, obtained from Wikipedia, states that voted for Obama in 2008 or for Brazil's Social Democrats in 2006 are shown in BLUE. The states that voted for the Republican Party or for Lula's Worker's Party are shown in RED.In both maps, the states almost form connected sets. Have fun spotting other similarities, and some differences.
Where are the leading universities, and who brags about ignorance?
Where are the large, empty states, and where are the hard working taxpayers? Where did the sugarcane and cotton plantations use to be, and where is "colonel" a term of respect? In which states do religious obscurantist politicians live off oil royalties? Where is the media, and where do the news take longest to arrive?But in a democracy, news do arrive. As control theorist say, learn to live with delay.
03 novembro 2008
Vendo MacBook
MacBook branco 2006 primeira geração tela 13.3" processador Intel 1.83GHz, turbinado, memória 2GB, disco 200GB rápido (7200 rpm), CD apenas (não DVD), bateria 100%. Caixa um pouco encardida e empenada. Motivo: quero um feito em alumínio usinado. Preço original US$1100, preço no mercadolivre.com.br uns R$2800, preço no craigslist.org uns US$700. Aceito qualquer oferta razoável. Promoção para leitores desse blog: pagamento em 10x sem juros, compre agora e só comece a pagar após a posse do Obama.
01 novembro 2008
Canalha-mor da república visita a Pérsia
O canalha-mór da República, Celso Amorim, visita amanhã a Pérsia, com o propósito de fazer conluio com o presidente Ahmadinejad. Não confundir com o assessor especial de canalhices Marco Aurélio Garcia, mais recentemente visto nessas páginas dando apoio ao genocídio no Sudão, e na televisão comemorando um acidente de avião com gestos obscenos. Ou melhor, pode confundir, são gente da mesma laia. Já o Lula prefere ir para Cuba. Num lugar tem rum, no outro lima-da-Pérsia, na Coréia do Norte e no Zimbabwe eles não sabem bem o que tem então não vão?
Isso só não é mais preocupante porque o Itamaraty há décadas não faz nada. O impacto cumulativo das declarações e dos acordos que nossos diplomatas assinam é nulo. Outro alívio é que a extrema esquerda liberticida, reunida em partidecos comunistas e socialistas, teve mais de 99% de rejeição na eleição para prefeito em São Paulo. Esse pessoal sonha com a volta do muro de Berlim, consegue sinecuras no governo e nas universidades públicas, joga dinheiro no lixo, e avacalha com o bom nome do nosso país, mas fora isso felizmente não tem maior impacto no mundo real. Confinados no Butantã e em Brasília, fazem estrago limitado.
Isso só não é mais preocupante porque o Itamaraty há décadas não faz nada. O impacto cumulativo das declarações e dos acordos que nossos diplomatas assinam é nulo. Outro alívio é que a extrema esquerda liberticida, reunida em partidecos comunistas e socialistas, teve mais de 99% de rejeição na eleição para prefeito em São Paulo. Esse pessoal sonha com a volta do muro de Berlim, consegue sinecuras no governo e nas universidades públicas, joga dinheiro no lixo, e avacalha com o bom nome do nosso país, mas fora isso felizmente não tem maior impacto no mundo real. Confinados no Butantã e em Brasília, fazem estrago limitado.
27 outubro 2008
O mais nobre dos brasileiros
D. Pedro II
José Murilo de Carvalho
Companhia das Letras, 2007.
R$39,00 na Livraria Cultura (ou uma pequena fortuna na livraria do aeroporto, mas valeu o preço).
Relatos honestos sobre a vida de Pedro d'Alcântara e a obra de D Pedro II lhe são favoráveis, como indicam as sugestões bibiográficas dessa biografia recente, também bastante simpática a nosso segundo imperador. Porém, não é tão positiva a imagem que um estudante colegial faz do mais nobre dos brasileiros - corrijam-me as novas gerações educadas após o fim de ditadura se eu estiver errado. Ao reinado de Pedro II associamos a guerra do Paraguai, a escravidão, o baile da Ilha Fiscal - o atraso da monarquia num país de analfabetos. Porque a contradição entre essas visões?
Por transparência, devo declarar que sempre fui fã do "Pedrão." Quando minhas filhas perdem seus dentes de leite, de preferência a moedas mais práticas e econômicas, a fada dos dentes deixa embaixo do travesseiro patacas compradas do Sr Edgar Andersen na Praça Benedito Calixto. A Susanna não se esquece quando, visitando o Parque de Caraça nas Minas Gerais, e violando meu pão-durismo natural, insisti em pagar mais por um quarto onde teria dormido nosso imperador. (Recomendo ambos como destinos turísticos.)
Pedro II foi um rei republicano, deposto na velhice por um militar monarquista. Democrata, abolicionista, contrário ao racismo, favorável a educação de todos os homens e mulheres, foi um iluminista à moda antiga e um soberano à frente de seu tempo. Trabalhava pela constituição. Defendia o voto livre e distrital - por círculos como chamava em seu tempo - a liberdade de consciência e de expressão. Não por coincidência, e tal qual outros democratas que governaram no Brasil - Nassau, Juscelino, Fernando Henrique - era amigo dos judeus. Simpatizava também com o Islã, e estudava as línguas dos livros sagrados.
Se lá das terras de Brahms, Maxwell, e Poincaré algum de seus parentes europeus tivesse mostrado tanta humanidade, do que duvido, não teria feito mais do que a obrigação. Mas eles deixaram impérios que se esfacelaram em guerras; o "Habsburgo perdido nos trópicos" deixou uma república intacta e sem inimigos.
Era culto, generoso, cuidadoso com o dinheiro público, e avesso à ostentação. Virtudes que ficaram fora de moda no século 20 das ideologias extremistas, e que lhe renderam o amor do povo, mas pouco dividendo político entre as elites. Trabalhou pela abolição com o poder limitado de monarca constitucional em um país de poucas leituras. Sem muito apoio, a abolição demorou, mas a demora evitou conflitos de resultados incertos e sofrimento incalculável. Foi à guerra com relutância, mas com determinação, pela honra do Brasil. A guerra do Paraguai, última em solo brasileiro, não foi uma "guerra para acabar com as guerras"? Não podemos ler nas entrelinhas das críticas, por parte dos liberticidas que ainda têm espaço entre nossas elites intelectuais, uma admiração pelos métodos do tirano Solano López?
Quem ri de Pedro II o faz pelas caricaturas da imprensa contemporânea, e não havia mais livre no mundo da época. Não é intuitivo entender que o soberano seja mais próximo à vontade popular do que os representantes do povo, por mais viciada que seja a eleição. Em uma leitura maniqueísta da história, onde forças sobre-humanas ordenam o progresso constante na direção do tempo em que cresce a entropia, é difícil aceitar que um rei liberal tenha sido sucedido por republicanos escravagistas. E o estudo de uma época em que o imperador era cultíssimo e os súditos semi-analfabetos corre o risco de cair naquela historiografia chata de "reis e datas" que provoca sonolência todo colegial. Porém......
Ouvimos críticas a Pedro II não por seus erros, mas por seus méritos, e pelos vícios de outros.
José Murilo de Carvalho
Companhia das Letras, 2007.
R$39,00 na Livraria Cultura (ou uma pequena fortuna na livraria do aeroporto, mas valeu o preço).
Relatos honestos sobre a vida de Pedro d'Alcântara e a obra de D Pedro II lhe são favoráveis, como indicam as sugestões bibiográficas dessa biografia recente, também bastante simpática a nosso segundo imperador. Porém, não é tão positiva a imagem que um estudante colegial faz do mais nobre dos brasileiros - corrijam-me as novas gerações educadas após o fim de ditadura se eu estiver errado. Ao reinado de Pedro II associamos a guerra do Paraguai, a escravidão, o baile da Ilha Fiscal - o atraso da monarquia num país de analfabetos. Porque a contradição entre essas visões?
Por transparência, devo declarar que sempre fui fã do "Pedrão." Quando minhas filhas perdem seus dentes de leite, de preferência a moedas mais práticas e econômicas, a fada dos dentes deixa embaixo do travesseiro patacas compradas do Sr Edgar Andersen na Praça Benedito Calixto. A Susanna não se esquece quando, visitando o Parque de Caraça nas Minas Gerais, e violando meu pão-durismo natural, insisti em pagar mais por um quarto onde teria dormido nosso imperador. (Recomendo ambos como destinos turísticos.)
Pedro II foi um rei republicano, deposto na velhice por um militar monarquista. Democrata, abolicionista, contrário ao racismo, favorável a educação de todos os homens e mulheres, foi um iluminista à moda antiga e um soberano à frente de seu tempo. Trabalhava pela constituição. Defendia o voto livre e distrital - por círculos como chamava em seu tempo - a liberdade de consciência e de expressão. Não por coincidência, e tal qual outros democratas que governaram no Brasil - Nassau, Juscelino, Fernando Henrique - era amigo dos judeus. Simpatizava também com o Islã, e estudava as línguas dos livros sagrados.
Se lá das terras de Brahms, Maxwell, e Poincaré algum de seus parentes europeus tivesse mostrado tanta humanidade, do que duvido, não teria feito mais do que a obrigação. Mas eles deixaram impérios que se esfacelaram em guerras; o "Habsburgo perdido nos trópicos" deixou uma república intacta e sem inimigos.
Era culto, generoso, cuidadoso com o dinheiro público, e avesso à ostentação. Virtudes que ficaram fora de moda no século 20 das ideologias extremistas, e que lhe renderam o amor do povo, mas pouco dividendo político entre as elites. Trabalhou pela abolição com o poder limitado de monarca constitucional em um país de poucas leituras. Sem muito apoio, a abolição demorou, mas a demora evitou conflitos de resultados incertos e sofrimento incalculável. Foi à guerra com relutância, mas com determinação, pela honra do Brasil. A guerra do Paraguai, última em solo brasileiro, não foi uma "guerra para acabar com as guerras"? Não podemos ler nas entrelinhas das críticas, por parte dos liberticidas que ainda têm espaço entre nossas elites intelectuais, uma admiração pelos métodos do tirano Solano López?
Quem ri de Pedro II o faz pelas caricaturas da imprensa contemporânea, e não havia mais livre no mundo da época. Não é intuitivo entender que o soberano seja mais próximo à vontade popular do que os representantes do povo, por mais viciada que seja a eleição. Em uma leitura maniqueísta da história, onde forças sobre-humanas ordenam o progresso constante na direção do tempo em que cresce a entropia, é difícil aceitar que um rei liberal tenha sido sucedido por republicanos escravagistas. E o estudo de uma época em que o imperador era cultíssimo e os súditos semi-analfabetos corre o risco de cair naquela historiografia chata de "reis e datas" que provoca sonolência todo colegial. Porém......
Ouvimos críticas a Pedro II não por seus erros, mas por seus méritos, e pelos vícios de outros.
O mais poderoso presidente
Os jornais estão começando a perceber que Barack Obama vai ser o mais poderoso presidente do Estados Unidos desde Franklin Delano Roosevelt. Com algum atraso: a reação do eleitor era inevitável desde que os republicanos cometeram o erro de reeleger o mais incompetente presidente desde Herbert Hoover. Os democratas vão ter maiorias confortáveis no Congresso, e não há nenhum líder em qualquer partido que vai se opor ao futuro presidente depois da confusão em que o atual meteu o país. Com o apoio da parte não podre do mundo dos negócios, e boa vontade pelo mundo afora, o que Obama vai fazer?
A primeira prioridade é destravar a economia. A forma mais eficiente de colocar dinheiro no bolso do povo é com um programa nacional de saúde. Para desarmar a oposição e apressar as coisas, o mais fácil é encarregar Hillary Clinton de escrever o texto - ela já tem um pronto, com o aval daqueles governadores e ex-governadores republicanos que não saíram totalmente desacreditados. Outra forma: créditos para educação. Com o desemprego em alta, é bom segurar o povo na escola por mais alguns anos. Facilitar os empréstimos para o estudo é um uso melhor do dinheiro do governo do que subsidiar casas e carros cada vez maiores, alternativas infelizmente preferidas por industriais e sindicatos.
Como pagar por isso, hoje, não é uma questão urgente. Os economistas responsáveis concordam que o déficit das contas públicas não é a maior preocupação no momento. Em 2 anos, as doações do Bush para os milionários expiram, e os impostos voltam a um valor mais normal. Será um bom momento para o futuro presidente ficar com a fama de bonzinho, se cortes dirigidos ainda forem necessários.
Internacional: como o McCain observou, a situação no Iraque melhorou depois que o Rumsfeld foi demitido e colocaram gente do ramo conduzindo as operações. Está se aproximando o momento de declarar vitória e sair. Se alguém perguntar, os militares não vão ficar sem serviço. Será que os tiranos do cenário internacional vão ser mais simpáticos ao Obama do que ao Bush? Muito pelo contrário. Os salafistas (liberticidas do Oriente Médio) já declararam preferir a continuidade do governo atual, e não duvido que os solanolopistas (liberticidas da América do Sul) bem como os tchekistas (os da Europa) torçam contra Obama em silêncio. O importante para o mundo são as relações entre as democracias - América do Norte, Europa, Brasil, Indonésia, Turquia, Índia, África do Sul por exemplo - que vão melhorar com o governo democrata.
Para diminuir a força dos regimes extremistas do mundo, o melhor seria uma pesada taxa de importação de combustíveis fósseis de fora da América do Norte. Pode ser vendida como um imposto verde, como um apoio para a tecnologia e indústria domésticas, um agrado aos países do Nafta, uma fonte de recursos para programas sociais, uma maneira de defender Israel, um investimento em segurança futura. A conseqüência mais imediata seria baixar as verbas à disposição dos países exportadores de petróleo, de terroristas, e de instabilidade. Será que o Presidente Obama vai ter a coragem de empurrar uma lei assim por cima de um congresso de gente fraca? Por improvável que pareça, acho mais possível isso do que as tarifas que os democratas, a cada 4 anos, prometem aos sindicatos de indústrias americanas incompetentes. O conselheiros de Obama vão sair de Silicon Valley, não de Detroit.
Na política interna, após 2 secretários de estado e um presidente negros em seguida, vamos ver o fim das guerras culturais. Racistas continuam a existir, mas o preconceito deixa de ser arma para decidir eleições. Isso vai ser bom para a América.
Quanto pior a situação, mas fácil é para um presidente impor seus projetos. O desgoverno republicano é um presente pessoal para Obama, de alto custo para todos os outros. Acredito que ele vai saber aproveitar. Os republicanos podem começar a pensar nas eleições de 2024.
A primeira prioridade é destravar a economia. A forma mais eficiente de colocar dinheiro no bolso do povo é com um programa nacional de saúde. Para desarmar a oposição e apressar as coisas, o mais fácil é encarregar Hillary Clinton de escrever o texto - ela já tem um pronto, com o aval daqueles governadores e ex-governadores republicanos que não saíram totalmente desacreditados. Outra forma: créditos para educação. Com o desemprego em alta, é bom segurar o povo na escola por mais alguns anos. Facilitar os empréstimos para o estudo é um uso melhor do dinheiro do governo do que subsidiar casas e carros cada vez maiores, alternativas infelizmente preferidas por industriais e sindicatos.
Como pagar por isso, hoje, não é uma questão urgente. Os economistas responsáveis concordam que o déficit das contas públicas não é a maior preocupação no momento. Em 2 anos, as doações do Bush para os milionários expiram, e os impostos voltam a um valor mais normal. Será um bom momento para o futuro presidente ficar com a fama de bonzinho, se cortes dirigidos ainda forem necessários.
Internacional: como o McCain observou, a situação no Iraque melhorou depois que o Rumsfeld foi demitido e colocaram gente do ramo conduzindo as operações. Está se aproximando o momento de declarar vitória e sair. Se alguém perguntar, os militares não vão ficar sem serviço. Será que os tiranos do cenário internacional vão ser mais simpáticos ao Obama do que ao Bush? Muito pelo contrário. Os salafistas (liberticidas do Oriente Médio) já declararam preferir a continuidade do governo atual, e não duvido que os solanolopistas (liberticidas da América do Sul) bem como os tchekistas (os da Europa) torçam contra Obama em silêncio. O importante para o mundo são as relações entre as democracias - América do Norte, Europa, Brasil, Indonésia, Turquia, Índia, África do Sul por exemplo - que vão melhorar com o governo democrata.
Para diminuir a força dos regimes extremistas do mundo, o melhor seria uma pesada taxa de importação de combustíveis fósseis de fora da América do Norte. Pode ser vendida como um imposto verde, como um apoio para a tecnologia e indústria domésticas, um agrado aos países do Nafta, uma fonte de recursos para programas sociais, uma maneira de defender Israel, um investimento em segurança futura. A conseqüência mais imediata seria baixar as verbas à disposição dos países exportadores de petróleo, de terroristas, e de instabilidade. Será que o Presidente Obama vai ter a coragem de empurrar uma lei assim por cima de um congresso de gente fraca? Por improvável que pareça, acho mais possível isso do que as tarifas que os democratas, a cada 4 anos, prometem aos sindicatos de indústrias americanas incompetentes. O conselheiros de Obama vão sair de Silicon Valley, não de Detroit.
Na política interna, após 2 secretários de estado e um presidente negros em seguida, vamos ver o fim das guerras culturais. Racistas continuam a existir, mas o preconceito deixa de ser arma para decidir eleições. Isso vai ser bom para a América.
Quanto pior a situação, mas fácil é para um presidente impor seus projetos. O desgoverno republicano é um presente pessoal para Obama, de alto custo para todos os outros. Acredito que ele vai saber aproveitar. Os republicanos podem começar a pensar nas eleições de 2024.
22 outubro 2008
Flora patrimoniada
A USP instalou chapinhas de patrimônio nas árvores da Física e da Matemática. G02-1095 por exemplo é um eucalipto. Aguardamos ansiosamente para que esse programa de inacreditável alcance sócio-ambiental seja estendido às árvores da Politécnica.
21 outubro 2008
A USP em números
Valor médio da hora de trabalho de um professor da USP: R$400 (trabalho em atividades-fim, incluindo overhead).
Custo médio para o contribuinte de uma reunião de departamento: R$20 mil.
Subsídio para estacionamento de automóveis no campus do Butantã: R$20 milhões por ano.
Compras anuais de livros pelas bibliotecas da USP: R$1 milhão.
Número médio de vezes que um professor ouve um aluno dizer "não comprei o livro texto porque é muito caro": 20 por ano.
Entraram na USP em 2005: 9.567 estudantes.
Não conseguiram entrar: 139.734 (94% dos vestibulandos).
Formaram-se em 2005: 5.946 estudantes.
Desistiram do curso: 38%.
Área dos campus: 77km quadrados.
Fiscais da receita lotados na USP que seriam necessários para atingir padrões de primeiro mundo, segundo pesquisa do Ipea / Sealopra: 24.
Ganhadores de prêmio Nobel nascidos no Brasil: 1.
Custo médio para o contribuinte de uma reunião de departamento: R$20 mil.
Subsídio para estacionamento de automóveis no campus do Butantã: R$20 milhões por ano.
Compras anuais de livros pelas bibliotecas da USP: R$1 milhão.
Número médio de vezes que um professor ouve um aluno dizer "não comprei o livro texto porque é muito caro": 20 por ano.
Entraram na USP em 2005: 9.567 estudantes.
Não conseguiram entrar: 139.734 (94% dos vestibulandos).
Formaram-se em 2005: 5.946 estudantes.
Desistiram do curso: 38%.
Área dos campus: 77km quadrados.
Fiscais da receita lotados na USP que seriam necessários para atingir padrões de primeiro mundo, segundo pesquisa do Ipea / Sealopra: 24.
Ganhadores de prêmio Nobel nascidos no Brasil: 1.
07 outubro 2008
Variedade não diferenciável na USP
A Faculdade de Economia acaba de construir um belo exemplo de variedade não-diferenciável, que pode ser apreciada em pessoa na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária. A variedade, disfarçada de escultura modernista, não é diferenciável pelos seguintes motivos:
- As soldas entre as cartas locais, construídas com placas de aço, não são suaves.
- As placas apresentam arestas em pontos onde a calandragem foi mal feita, resultando em dobras.
- O mapa de inclusão da superfície bidimensional no espaço ambiente não é uma imersão, pois necessita de escoras para se manter em pé.
30 setembro 2008
Diálogos que gostaria de ter ouvido
Diálogo que gostaria de ter ouvido no debate dos candidatos a prefeito de S Paulo:
Maluf: "Nunca mudei de partido."
Soninha: "Mudou sim. Você começou na Arena, que era o partido da ditadura, depois foi para o PDS, partidos dos salafrários, mudou para o PPR, depois para o PPB, mudou tantas vezes que hoje nem sei mais qual o nome do seu partido."
Maluf: "Sempre fui do mesmo partido. O número do meu partido sempre foi 11. Só mudou o nome do partido. O número sempre foi o mesmo."
Qualquer um: "Maluf, quem muda de nome mas fica sempre com o mesmo número é presidiário."
Infelizmente não ouvi. Nossos políticos não são suficientemente bem preparados.
Maluf: "Nunca mudei de partido."
Soninha: "Mudou sim. Você começou na Arena, que era o partido da ditadura, depois foi para o PDS, partidos dos salafrários, mudou para o PPR, depois para o PPB, mudou tantas vezes que hoje nem sei mais qual o nome do seu partido."
Maluf: "Sempre fui do mesmo partido. O número do meu partido sempre foi 11. Só mudou o nome do partido. O número sempre foi o mesmo."
Qualquer um: "Maluf, quem muda de nome mas fica sempre com o mesmo número é presidiário."
Infelizmente não ouvi. Nossos políticos não são suficientemente bem preparados.
23 setembro 2008
Comissão de falta de ética da USP
A assim chamada comissão de ética da USP acaba de passar um atestado de falta de idoneidade contra si própria. Um comunicado distribuído ontem afirma que a comissão investigou uma acusação de plágio, e tendo concluído os trabalhos, vai manter o resultado em segredo. O pretexto para o segredo não vale os elétrons do email: invoca o fato de que a constituição garante a inviolabilidade da vida privada das pessoas como se isso desse imunidade a funcionários públicos para cometerem maracutaias no exercício de suas funções públicas. Um argumento imbecil que nem merece análise. E a reitoria ainda pede que a gente aceite o próprio segredo do relatório como prova de sua ética e competência!
Ainda sem saber se houve ou não plágio, a comunicação da reitoria é uma vergonha. Tão descarada que é pior do que seria o plágio, por não deixar dúvida quanto à premeditação. Enquanto o relatório da reitoria, se é que essa investigação realmente occoreu, fica em segredo, e ficamos sem saber se os plagiadores, se é que plagiaram, foram punidos, vale lembrar que os autores da denúncia de plágio já foram punidos sem maiores cerimônias.
Ainda sem saber se houve ou não plágio, a comunicação da reitoria é uma vergonha. Tão descarada que é pior do que seria o plágio, por não deixar dúvida quanto à premeditação. Enquanto o relatório da reitoria, se é que essa investigação realmente occoreu, fica em segredo, e ficamos sem saber se os plagiadores, se é que plagiaram, foram punidos, vale lembrar que os autores da denúncia de plágio já foram punidos sem maiores cerimônias.
27 agosto 2008
Maestro deixa orquestra da Usp e ataca burocracia
No jornal de hoje: o maestro Carlos Moreno responsabilizou a burocracia interna da Universidade de São Paulo pela decisão de se demitir da direção musical de sua orquestra sinfônica. Seu contrato não foi transformado num cargo permanente, e a metade dos músicos não é contratada, precisando se apresentar em troca de cachês. Queixou-se também da interrupção da série "Aquarela" de concertos e do projeto "Academia", pelo qual a Osusp mantinha 25 jovens bolsistas.
"Aconteceram algumas coisas que eu prefiro não comentar". Entre as que comentou há o exemplo de suas duas últimas viagens ao exterior. Ele foi ao Japão e à República Tcheca, onde há três anos leciona regência num festival. No dia de seu primeiro embarque, a direção administrativa da orquestra argumentou não ter encontrado uma forma para que a viagem fosse oficialmente autorizada. Sem a autorização, ele se exporia a ser demitido por abandono do cargo.
O pró-reitor de cultura e extensão universitária da USP, Ruy Alberto Altafim, afirma que a passagem do regente pela orquestra "atendeu às necessidades e à legislação vigente. A ação desta pró-reitoria, na qual se inserem as atividades de cultura e extensão da orquestra da USP, obedece aos princípios acadêmicos e normativos da universidade pública. As decisões são colegiadas e embasadas em análises de mérito por suas comissões e conselhos na defesa do interesse público e acadêmico, sempre com o sentido de elevar as condições de ensino, a produção do conhecimento e o nosso patrimônio cultural".
Em resumo: o que vale são os princípios normativos que embasam as reuniões perenes das comissões. Sorte dos burocratas, e azar dos músicos.
"Aconteceram algumas coisas que eu prefiro não comentar". Entre as que comentou há o exemplo de suas duas últimas viagens ao exterior. Ele foi ao Japão e à República Tcheca, onde há três anos leciona regência num festival. No dia de seu primeiro embarque, a direção administrativa da orquestra argumentou não ter encontrado uma forma para que a viagem fosse oficialmente autorizada. Sem a autorização, ele se exporia a ser demitido por abandono do cargo.
O pró-reitor de cultura e extensão universitária da USP, Ruy Alberto Altafim, afirma que a passagem do regente pela orquestra "atendeu às necessidades e à legislação vigente. A ação desta pró-reitoria, na qual se inserem as atividades de cultura e extensão da orquestra da USP, obedece aos princípios acadêmicos e normativos da universidade pública. As decisões são colegiadas e embasadas em análises de mérito por suas comissões e conselhos na defesa do interesse público e acadêmico, sempre com o sentido de elevar as condições de ensino, a produção do conhecimento e o nosso patrimônio cultural".
Em resumo: o que vale são os princípios normativos que embasam as reuniões perenes das comissões. Sorte dos burocratas, e azar dos músicos.
23 agosto 2008
Movimento brasileiro pró-tirania continua atuante
Deu na Folha hoje: "Em reação ao seu indiciamento por crimes contra a humanidade pelo procurador do Tribunal Penal Internacional, o presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, despachou emissários para ações de relações públicas na América Latina, na Ásia e no Oriente Médio -onde deseja obter apoio político. (...) O presidente sudanês foi indiciado pelo procurador do TPI, Luis Moreno Ocampo, por genocídio e outros crimes contra a humanidade, após o massacre de mais de 300 mil pessoas na região de Darfur. (...) Durante sua visita a Brasília, Karti foi recebido pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e pelo secretário-geral das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães."
Continuem escrevendo aos políticos brasileiros contra os massacres no Sudão! Apesar de que enquanto esse Marco Aurélio Garcia continuar no Planalto, não vai ajudar quase nada.
Continuem escrevendo aos políticos brasileiros contra os massacres no Sudão! Apesar de que enquanto esse Marco Aurélio Garcia continuar no Planalto, não vai ajudar quase nada.
19 agosto 2008
Saladino Aranda
O atleta panamenho Irving Jahir Saladino Aranda ganhou a medalha de ouro em salto em distância nas olímpiadas, a primeira de seu país. O campeão considera a medalha metade brasileira porque ele treina em São Paulo, onde pretende continuar morando até os jogos de 2012. Desde que começou a treinar em São Paulo, seus saltos melhoraram em mais de 1 metro!
Na minha incompetente opinião de quatro olhos sem grande conhecimento sobre esportes, é uma notícia interessante para os brasileiros - pelo menos para os paulistanos! No entanto, a imprensa esportiva brasileira ignora por completo o campeão. Uma busca em sites de notícias do Brasil não encontra uma menção ao seu nome. A Folha e UOL não têm nada, o Estadão traz uma foto das agências internacionais sem texto, e o Globo pergunta "Você está procurando por salgadinho varanda?"
Chauvinismo dos comentaristas esportivos, incompetência, ou pura preguiça?
Na minha incompetente opinião de quatro olhos sem grande conhecimento sobre esportes, é uma notícia interessante para os brasileiros - pelo menos para os paulistanos! No entanto, a imprensa esportiva brasileira ignora por completo o campeão. Uma busca em sites de notícias do Brasil não encontra uma menção ao seu nome. A Folha e UOL não têm nada, o Estadão traz uma foto das agências internacionais sem texto, e o Globo pergunta "Você está procurando por salgadinho varanda?"
Chauvinismo dos comentaristas esportivos, incompetência, ou pura preguiça?
15 agosto 2008
Inteligência artificial vence profissional de Go
O programa MoGo venceu uma partida de Go (baduk, weiqi) contra o profissional Kim Myungwan 8p.
Me parece que Kim Myungwan 8p jogou a partida como uma demonstração. Isso é, ele jogou os melhores lances mas não pôs o empenho emocional que, para comparação, o Kasparov pôs no match que perdeu do Deep Blue. Digo isso mais pelos comentários e pelo tempo gasto do que pela leitura da partida, que de qualquer forma foi jogada em um nível muito superior ao meu entendimento.
Provavelmente ele pode fazer isso porque foi um jogo com handicap e ele é "apenas" 8 dan. O Kasparov era o melhor do mundo por uma larga margem, com um tremendo ego acompanhando cada partida, e o computador era o único enxadrista atuante - quase escrevo vivo, mas não seria correto por 2 motivos que o leitor pode se divertir em adivinhar - capaz de jogar de igual para igual com ele. Depois do match, ele foi perdendo o interesse pelo xadrez, até que se aposentou ainda no topo do ranking para se dedicar à política.
(Infelizmente, na nova carreira Kasparov não tem tido o mesmo sucesso que teve no xadrez. Quem sabe se fosse um grande mestre de Go, as lições do jogo seriam mais úteis para a estratégia política, e por conseqüência não estariamos sendo obrigados a assistir mais uma guerra no Cáucaso? Mas isso é outro assunto......)
Voltando ao Go, não deixa de ser impressionante o progresso da inteligência artificial. Continuando a subir a força uma pedra por ano, ou dois que sejam, os computadores logo vão jogar de igual para igual com os profissionais coreanos. Outra coisa a considerar é que os jogos com handicap são extremamente táticos, uma situação que favorece o cálculo por força bruta dos computadores. (Não tenho muita certeza desse último ponto. Vocês concordam?)
O maior teste da inteligência artificial talvez não seja quantas pedras de força o computador sobe por ano. Uma vez que o computador alcançar um profissional sem handicap, quantos anos levará até o computador ficar competitivo com um 9 dan profissional no goban 21x21? E 23x23? Tabuleiros gigantes?
Tenho 3 palpites. Um, que nós vamos ver o MoGo jogando como um 7p num futuro próximo, 9p vai demorar um pouco mais. Dois, que o teste do tabuleiro maior será mais difícil do que o 19x19 sem handicap. E três, que nos tabuleiros maiores a escola tradicional japonesa, da análise estética do jogo de Go, vai se mostrar mais resistente aos ataques da inteligência artificial do que a escola continental contemporânea da análise lógica.
Me parece que Kim Myungwan 8p jogou a partida como uma demonstração. Isso é, ele jogou os melhores lances mas não pôs o empenho emocional que, para comparação, o Kasparov pôs no match que perdeu do Deep Blue. Digo isso mais pelos comentários e pelo tempo gasto do que pela leitura da partida, que de qualquer forma foi jogada em um nível muito superior ao meu entendimento.
Provavelmente ele pode fazer isso porque foi um jogo com handicap e ele é "apenas" 8 dan. O Kasparov era o melhor do mundo por uma larga margem, com um tremendo ego acompanhando cada partida, e o computador era o único enxadrista atuante - quase escrevo vivo, mas não seria correto por 2 motivos que o leitor pode se divertir em adivinhar - capaz de jogar de igual para igual com ele. Depois do match, ele foi perdendo o interesse pelo xadrez, até que se aposentou ainda no topo do ranking para se dedicar à política.
(Infelizmente, na nova carreira Kasparov não tem tido o mesmo sucesso que teve no xadrez. Quem sabe se fosse um grande mestre de Go, as lições do jogo seriam mais úteis para a estratégia política, e por conseqüência não estariamos sendo obrigados a assistir mais uma guerra no Cáucaso? Mas isso é outro assunto......)
Voltando ao Go, não deixa de ser impressionante o progresso da inteligência artificial. Continuando a subir a força uma pedra por ano, ou dois que sejam, os computadores logo vão jogar de igual para igual com os profissionais coreanos. Outra coisa a considerar é que os jogos com handicap são extremamente táticos, uma situação que favorece o cálculo por força bruta dos computadores. (Não tenho muita certeza desse último ponto. Vocês concordam?)
O maior teste da inteligência artificial talvez não seja quantas pedras de força o computador sobe por ano. Uma vez que o computador alcançar um profissional sem handicap, quantos anos levará até o computador ficar competitivo com um 9 dan profissional no goban 21x21? E 23x23? Tabuleiros gigantes?
Tenho 3 palpites. Um, que nós vamos ver o MoGo jogando como um 7p num futuro próximo, 9p vai demorar um pouco mais. Dois, que o teste do tabuleiro maior será mais difícil do que o 19x19 sem handicap. E três, que nos tabuleiros maiores a escola tradicional japonesa, da análise estética do jogo de Go, vai se mostrar mais resistente aos ataques da inteligência artificial do que a escola continental contemporânea da análise lógica.
30 junho 2008
Randall Stross eating his hat
NeXT fans will enjoy reading Eandall Stross, author of the 93cent book Steve Jobs & the Next Big Thing, eating his hat in his column in the NYTimes this Sunday.
17 junho 2008
Expoentes liberticidas
Em entrevista à Folha de S Paulo, o lídimo expoente da hiperinflação Luiz Gonzaga Belluzzo avalia os presidentes do Brasil, num trecho que só apareceu na versão papel. Resumindo: "Getúlio, nota 9 porque foi ditador. Juscelino, nota 8 porque incentivou o transporte rodoviário." É uma oportunidade para conferir quão pouco valor os economistas liberticidas dão à democracia.
13 junho 2008
Congresso da Indústria FIESP - relatório de viagem
Hoje viajei para assitir uma mesa redonda sobre política industrial no Congresso da Indústria organizado pela FIESP. O encontro ocorreu lá a meio caminho do fim do mundo, perto daquelas ruas com nomes conhecidos por todo engenheiro elétrico que se dê ao respeito, naquele trecho da marginal Pinheiros conhecido pelos engarrafamentos 24h com largura quase igual à extensão. Munido de um passe único fui e voltei de trem espanhol, que proporciona ao passageiro o prazer de ouvir Chopin enquanto assiste os bacanas de carros importados ficando para trás, parados no trânsito.
Os debates foram de nível bem mais elevado do que o que nos acostumamos a ouvir de ministros, políticos, ou industriais. Duas décadas de democracia já estão fazendo um efeito salutar sobre as figuras públicas de maneira geral. O ministro da Defesa, por exemplo, é claramente um competentíssimo advogado que está fazendo um esforço honesto para se inteirar da ciência militar. Desenvolvimentistas diversos fazem questão de demonstrar que não são escravos de economistas desenterrados, nem se despediram do bom senso ao assumirem cargos executivos, ao contrário do hábito até há poucos anos. Os empresários de maneira geral continuam clamando por benesses específicas para seus setores - um pede a proibição de importação pela concorrência, o outro a proibição da exportação por seus fornecedores; um terceiro quer crédito oficial subsidiado, o quarto uma diminuição dos impostos dirigida a um setor dito estratégico; um setor quer que as forças armadas tenham isenção das leis de licitação para adquirirem fardas 100% nacionais e proporcionalmente mais caras, enquanto outro quer um acordo que induza países do Mercosul a comprarem armamento de fabricação brasileira; e assim por diante. Mas o tom geral é de respeito à lei, à ordem, e à lógica da economia. Inspira uma patriótica confiança.
Encerrando o evento o presidente da FIESP mencionou um assunto que até então só tinha merecido um par de citações passageiras: a educação. Ele destacou as importantes e úteis ações das organizações da indústria e comércio, especialmente quanto ao ensino técnico. De fato, me parece que a qualidade da formação dos praças e oficiais tem muito mais relevância para a segurança nacional do que a procedência das fardas. Afirmações similares valem para outros setores da sociedade. Aí já era tarde demais para eu fazer a pergunta que tinha preparado, mas desistido de formular porque não parecia ser o fórum adequado. Reproduzo aqui, para quem quiser ler:
"Um assunto que mal foi mencionado essa tarde é a formação de recursos humanos. Grandes e médias empresas em particular têm um papel muito pouco positivo. Falando como professor universitário: as políticas de contratação e de recursos humanos são um desestímulo para o desenvolvimento dos jovens profissionais. As empresas não levam em consideração o aproveitamento nos estudos, nem os conhecimentos inovadores produzidos e absorvidos pelos estudantes nas universidades. Elas avaliam os candidatos por meio de testes psicotécnicos boçais ou pela contabilidade de horas de estágios de duvidosa relevância para o aperfeiçoamento profissional. Com isso passam aos estudantes a mensagem de que o investimento em educação e inovação não será reconhecido. O que está sendo feito para eliminar esse gargalo para o desenvolvimento tecnológico, tão peculiar à indústria brasileira?"
Minha participação ocorreu por autoconvite feito pelo site do evento. Foram oferecidos a todos os participantes almoço e jantar, os quais não pude aproveitar, mas tive a oportunidade de consumir uma bebida alcoólica, ficando agradecido pela generosa oferta da FIESP.
Os debates foram de nível bem mais elevado do que o que nos acostumamos a ouvir de ministros, políticos, ou industriais. Duas décadas de democracia já estão fazendo um efeito salutar sobre as figuras públicas de maneira geral. O ministro da Defesa, por exemplo, é claramente um competentíssimo advogado que está fazendo um esforço honesto para se inteirar da ciência militar. Desenvolvimentistas diversos fazem questão de demonstrar que não são escravos de economistas desenterrados, nem se despediram do bom senso ao assumirem cargos executivos, ao contrário do hábito até há poucos anos. Os empresários de maneira geral continuam clamando por benesses específicas para seus setores - um pede a proibição de importação pela concorrência, o outro a proibição da exportação por seus fornecedores; um terceiro quer crédito oficial subsidiado, o quarto uma diminuição dos impostos dirigida a um setor dito estratégico; um setor quer que as forças armadas tenham isenção das leis de licitação para adquirirem fardas 100% nacionais e proporcionalmente mais caras, enquanto outro quer um acordo que induza países do Mercosul a comprarem armamento de fabricação brasileira; e assim por diante. Mas o tom geral é de respeito à lei, à ordem, e à lógica da economia. Inspira uma patriótica confiança.
Encerrando o evento o presidente da FIESP mencionou um assunto que até então só tinha merecido um par de citações passageiras: a educação. Ele destacou as importantes e úteis ações das organizações da indústria e comércio, especialmente quanto ao ensino técnico. De fato, me parece que a qualidade da formação dos praças e oficiais tem muito mais relevância para a segurança nacional do que a procedência das fardas. Afirmações similares valem para outros setores da sociedade. Aí já era tarde demais para eu fazer a pergunta que tinha preparado, mas desistido de formular porque não parecia ser o fórum adequado. Reproduzo aqui, para quem quiser ler:
"Um assunto que mal foi mencionado essa tarde é a formação de recursos humanos. Grandes e médias empresas em particular têm um papel muito pouco positivo. Falando como professor universitário: as políticas de contratação e de recursos humanos são um desestímulo para o desenvolvimento dos jovens profissionais. As empresas não levam em consideração o aproveitamento nos estudos, nem os conhecimentos inovadores produzidos e absorvidos pelos estudantes nas universidades. Elas avaliam os candidatos por meio de testes psicotécnicos boçais ou pela contabilidade de horas de estágios de duvidosa relevância para o aperfeiçoamento profissional. Com isso passam aos estudantes a mensagem de que o investimento em educação e inovação não será reconhecido. O que está sendo feito para eliminar esse gargalo para o desenvolvimento tecnológico, tão peculiar à indústria brasileira?"
Minha participação ocorreu por autoconvite feito pelo site do evento. Foram oferecidos a todos os participantes almoço e jantar, os quais não pude aproveitar, mas tive a oportunidade de consumir uma bebida alcoólica, ficando agradecido pela generosa oferta da FIESP.
10 junho 2008
Corintiano Lap Chan diz que o governo só atrapalhou
FOLHA - Você me disse antes da entrevista que fica chateado porque afirmam na imprensa que você é "chinês".
CHAN - Fico chateado porque todo mundo fala "é o chinês", mas o chinês aqui é mais brasileiro do que muitas pessoas que eu conheço. Eu tenho o coração brasileiro. Tenho sotaque chinês? Não tenho. Sou um corintiano sofrido!
CHAN - Fico chateado porque todo mundo fala "é o chinês", mas o chinês aqui é mais brasileiro do que muitas pessoas que eu conheço. Eu tenho o coração brasileiro. Tenho sotaque chinês? Não tenho. Sou um corintiano sofrido!
28 maio 2008
As catacumbas cantabrigenses
Aproveitando o feriado pagão e anticonstitucionalíssimo no final de maio, fui visitar a bibioteca da Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts, em busca de um tomo obscuro. Ao contrário de grande parte das bibliotecas no Estados Unidos, Harvard exige um crachá para entrar na biblioteca. Expliquei que era professor em S Paulo, no Brasil, e que gostaria de consultar alguns livros. Com isso recebi um crachá feito na hora, com fotografia e tudo, válido por uma semana, que me deu acesso livre às bibliotecas. A título de comparação, o cartão de identificação da USP demorou mais de 6 meses para ficar pronto, e não serve para todas as bibliotecas da USP, embora eu seja professor!
O alfarrábio que buscava encontrava-se no quarto subterrâneo (andar -4 para os colegas engenheiros) da biblioteca Widener, numa seção cuja organização é anterior às catalogações Dewey e da Biblioteca do Congresso. Bom, não sei se é anterior, mas é diferente - não vá o caro leitor, se houver, acreditar em tudo que lê em blog. Depois de algum esforço e da travessia de um labirinto de túneis encontrei o que buscava - uma exposição do método da equivalência de Élie Cartan - entre os vetustos calhamaços publicados por doutas sociedades das europas. Estando na Nova Inglaterra, recomendo a todas essa erudita aventura turística.
O alfarrábio que buscava encontrava-se no quarto subterrâneo (andar -4 para os colegas engenheiros) da biblioteca Widener, numa seção cuja organização é anterior às catalogações Dewey e da Biblioteca do Congresso. Bom, não sei se é anterior, mas é diferente - não vá o caro leitor, se houver, acreditar em tudo que lê em blog. Depois de algum esforço e da travessia de um labirinto de túneis encontrei o que buscava - uma exposição do método da equivalência de Élie Cartan - entre os vetustos calhamaços publicados por doutas sociedades das europas. Estando na Nova Inglaterra, recomendo a todas essa erudita aventura turística.
24 abril 2008
BNDES financiava bordel de advogado do Maluf
Deu no jornal hoje. Conselheiro do BNDES investia dinheiro do banco em rede de prostituição. Será que é por isso que ainda há gente defendendo a "política de desenvolvimento" dos bancos oficiais? Vamos privatizar essa meretrória instituição para ver qual trabalhador ia deixar o seu fundo de garantia lá.
08 abril 2008
Fotos censuradas!


Ano passado a USP solicitou uma fotografia para fazer um crachá novo. Enviei pela internet a foto à direita. Pouco mais de meio ano depois, chega o crachá, mas com uma chatérrima foto 3x4. Vejam aqui fotografias proibidas de professor em posição extrema e ilegal, em cima da USP, trepado na torre do relógio!
13 fevereiro 2008
02 janeiro 2008
MacBook Touch na MacWorld
Having read the rumors about the announcement of an ultra-portable Mac at the MacWorld 2008 in two weeks, I will add my own speculation:
- It will be called the MacBook Touch.
- Flash memory, or 1.8in iPod disk, maybe both.
- No built-in optical drive (obvious).
- No built-in keyboard (less obvious).
- iPhone-style interface when using without a keyboard. How it will be made to stand upright on a wireless keyboard, I don't have a clue, but the designers at Apple must be able to figure it out.
- Firewire 3200 to make up for lack of internal disks (I am probably wrong on that).
- 3G cell phone contract available (battery life is less of a problem than on a phone, but I am probably wrong on this as well).
- Everybody and their dogs will want one, but there will be a lot of whining about drive and screen size, lack of CD and GPS, choice of wireless carriers, battery life, and so on (easy).
- It will be called the MacBook Touch.
- Flash memory, or 1.8in iPod disk, maybe both.
- No built-in optical drive (obvious).
- No built-in keyboard (less obvious).
- iPhone-style interface when using without a keyboard. How it will be made to stand upright on a wireless keyboard, I don't have a clue, but the designers at Apple must be able to figure it out.
- Firewire 3200 to make up for lack of internal disks (I am probably wrong on that).
- 3G cell phone contract available (battery life is less of a problem than on a phone, but I am probably wrong on this as well).
- Everybody and their dogs will want one, but there will be a lot of whining about drive and screen size, lack of CD and GPS, choice of wireless carriers, battery life, and so on (easy).
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