Atendendo a algumas respostas apreciativas e inúmeras ignorativas, aqui está......

06 fevereiro 2010

Mais um caso de plágio arquivado na Usp

Vale a pena ler uns trechos da reportagem da Folha sobre o caso de plágio (exige assinatura - o caso não está sendo muito divulgado por outros meios, e nem pela própria universidade) envolvendo o professor de Direito Carlos Alberto Dabus Maluf:

"A USP decidiu arquivar uma investigação de plágio... apesar de uma comissão de sindicância ter apontado irregularidades no trabalho apresentado por ele no concurso para professor titular... como reprodução de capítulos inteiros de outros autores e transcrições sem a devida citação... Dabus Maluf afirma que os problemas citados foram só formalidades... posição aceita [pelo reitor] Grandino Rodas. A Consultoria Jurídica da USP... disse não poder opinar sobre a existência de plágio ou desvio ético. Como defesa, Dabus Maluf entregou um parecer do advogado José Carlos Costa Netto: O professor está num estágio diferente, que ultrapassa a fase de mero atendimento a manuais e formalidades acadêmicas."

A defesa está contida em quase 50 páginas e usa 2 argumentações. A primeira é que por definição o plágio não pode ser cometido por um jurista renomado, apenas por pessoas de baixa qualificação intelectual. A segunda busca demonstrar que as citações foram feitas de forma apropriada. Para decidir se a segunda argumentação é correta seria necessário ler a tese, o que aparentemente ainda não foi feito por muitos. Cada um julgue se o "estágio diferente" em que o professor titular está dá o direito de colar capítulos inteiros. Conforme já escrevi nesse blog, o silêncio da Usp em relação à ética é ensurdecedor.
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