Atendendo a algumas respostas apreciativas e inúmeras ignorativas, aqui está......

09 julho 2018

Pinimba na grupo dos ex-alunos

(Frases soltas. Não é para ninguém ler.)

Não acredito que sou eu que estou tendo que defender a USP de ataques de gente que nunca leu nada nem parou para pensar sobre o assunto e sai atacando a ética de todos os professores e funcionários sem o menor pudor. Logo eu, que já denunciei todo mundo publicamente no meu blog!

Mas o #fato é que essa thread está cheia de comentários mal informados e depreciativos sem base nenhuma na realidade. E feitos por colegas! Triste.

80%, 90%, não sei. 95% é muito, só se justifica numa emergência, gastando as reservas para evitar erros irrecuperáveis.

A USP tem um problema de funcionários pouco qualificados ou desmotivados. Professores também, mas menos. Uma parte do problema é que os benefícios de aposentadoria são desproporcionais aos salários - é um contrato, uma forma de pagamento, mas não muito eficaz em motivar.

O maior problema é o corporativismo, a visão estreita, burocrática, que impede a universidade de retornar mais à sociedade com os recursos que tem. Se fosse mais dinâmica, entendesse melhor seu próprio métier, o $ necessário entrava com facilidade. Essas questões aqui discutidas seriam de menor relevância.

Em tempo: o caminho para a universidade melhorar sua contribuição NÃO passa por essas sugestões toscas, pouco informadas, achísticas, ou ideológicas com as quais briguei aqui. Essas críticas generalizadas e caluniosas são parte dos obstáculosl.

Sim, 96% é muito. Uns 90% era o alvo. Faz sentido gastar mais quando há queda de arrecadação - a universidade tem atividades de longo prazo que não se recuperam com facilidade se forem cortadas.

Felizmente a USP acumulou reservas durante anos bons e conseguiu mais ou menos se manter por um período de baixa. Infelizmente na administração Rodas boa parte das reservas foi comprometida por antecipação, então quando chegou a crise nacional elas não estavam mais completamente disponíveis. Houve planejamento - infelizmente também houve uma falha logo num mal momento.

A grosso modo a universidade aguentou bem a crise, ao contrário de muitas empresas privadas. Não teve que demitir em massa, o que na universidade teria consequência a longo prazo, porque reconstruir é muito mais lento.

Meus pontos são 1) a universidade tem problemas, e tem dificuldades em reconhecer e consertar os erros; 2) os críticos externos em geral são ideológicos, superficiais, mal informados, e movidos pela arrogância e ignorância; e 3) no total geral se a universidade estaria muito pior se ouvisse algumas das críticas do pessoal que está comentando aqui.

Talvez seus professores não fossem os mais conectados. Talvez eles tivessem muito alunos presentes. Talvez você não tenha deixado muita saudade - já tive alunos assim.

Certamente não dá para esperar que os professores corram atrás do antigos alunos individualmente. Para aqueles que voltam para conversar, a maioria das portas está aberta.

Administrativamente a universidade deixa muito a desejar no contato com os ex-alunos. Não há $ designado para isso - posso garantir que não é fácil e exige trabalho. Mas mesmo com recursos poucos daria para tentar fazer mais. É uma falha da universidade.

Organizações como a AEP e os Amigos da Poli fazem uma boa parte do serviço. Sugeriria se informar e contribuir, a não ser para quem não tem nada a contribuir e prefere passar a vida reclamando que o governo não faz as coisas que eles mesmos poderiam fazer se tivessem caráter e competência para tal.

Uma organização de serviços DEVE gastar a maior fração possível de seu orçamento em pessoal.

Imagine ir a um médico e descobrir que metade da consulta é para pagar - não médicos e enfermeiros - mas artigos não diretamente relacionados com os cuidados de saúde?

Mesma coisa na universidade. Onde deviam ir os recursos? Móveis? Carros? Lembrancinhas? Quase tudo tem mesmo que ser gasto com pessoal.

Ataque pessoal. Agora levou a conversa para o nível que você queria.

Você poderia até ser a favor da tal privatização. Só "achar" que é mal ou bem administrada, sem se dar ao trabalho de uma olhadinha na informação disponível, não reflete bem na qualidade da sua opinião.

Quem tem sucesso na carreira profissional saberia reconhecer que os Amigos da Poli é uma organização séria, eficaz, com excelente propostas. E também teria disponibilidade para fazer uma contribuição, mesmo que pequena.

Quem não teve nenhum sucesso do qual se orgulhar pode continuar caluniando a USP inteira sem se informar, já que não tem reputação a perder.

Fale a respeito das organizações das quais você participa.

Na USP há erros, até desvios. A grande maioria dos professores faz muito mais pela sociedade do que recebe de volta.

Já escrevi muito, publicamente, sobre erros específicos no emprego da coisa pública.

Generalizar a respeito de todo o $ é certamente falso e provavelmente uma calúnia feita sem conhecimento de causa.

Sim, não sou capaz de afirmar que estão completamente abertas e acessíveis.

Leia o que está público antes de acusar os outros de falta de ética.

Veja minha resposta à (...) nesta thread e faça o dever de casa antes de acusar.

As contas da USP são razoavelmente abertas. Consulte os relatórios anuais, estão cheios de informação, antes de acusar.

A USP presta diversos serviços à sociedade além de dar aulas de graduação. Sua conta de dividir o orçamento pelo número de alunos de graduação não tem qq significado.

Uma organização de serviços DEVE gastar a maior fração possível de sua receita com salários, que são os serviços prestados. O resto, acima do minimamente necessário - luz, manutenção predial - é quase desperdício.

Quem tiver competência para ler essa thread vai poder se informar a respeito do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, que recebe doações com o objetivo de apoiar a Escola.
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