Atendendo a algumas respostas apreciativas e inúmeras ignorativas, aqui está......

13 dezembro 2015

Osaka 1

Sábado. Cheguei no Japão. Inacreditável mas ainda tenho mais um voo depois de tanta viagem. Nesse último o sol ficou se pondo durante 12 horas mas só escureceu depois de descer. Mesmo assim, já é amanhã. Terminei de preparar as apresentações para a conferência. Em qual outro lugar janta-se bem no aeroporto com 5 dólares?

Trem do aeroporto para Osaka a cada 10 minutos, cheio sábado à noite, todos educados e prestativos, uma jovem me disse onde descer. Tem morador de rua no Japão. Encontrei o hotel, só 2 voltas a mais no quarteirão. Bizinesuhoteru, quarto de 2 tatamis, sem banheiro privativo. Trabalhadores estrangeiros. Com a pindaíba das agências de pesquisa me sinto bem economizando. Se contar quanto o generoso contribuinte paulista não vai acreditar, e quem viaja com $ público vai querer me matar, então fico calado. Em compensação precisa comprar toalha, não dão.

Fome e cansaço à noite, já entrei no fuso horário. Só que acordei confuso de madrugada. Liguei telefone para ver a hora, descobri que TIM funciona aqui. Quem quiser me mandar text pode. Chip local é complicado, prefiro nem usar, vou encarar navegação lendo mapa.

Domingo. Acordei às 7, hora local, Osaka vamos lá! Bem quentinho por aqui, uns 10C, dá para sair na rua de camiseta, mas acho que o japonês respeita o inverno, talvez melhor botar alguma coisa por cima para não chamar atenção. Osaka é urbana de não dar folga, mesmo pensando em S Paulo, NY, ou Tokyo. Tem vários templos mas sem os jardins de Tokyo ou Kyoto. E muita rua de shopping. Numa delas dei de cara com a moça que tinha me dito em que estação de trem descer ontem. Bom, ela me encontrou, eu não teria reconhecido. Mas quando eu precisava de ajuda me perdi. Consegui ver o museu da moradia e da cidade, foi interessante mas acho que mesmo se tivesse mais de meia hora e soubesse japonês ainda acharia mais fraquinho que outros museus do tipo. A cidade é toda muito recente, de concreto.

Voltei para o hotel e tomei furô. Deu sono cedo, melhor sair e comer alguma coisa para não perder a sincronia com o relógio daqui. Come-se bastante fritura por aqui. O cozinheiro atrás do balcão mandou experimentar benishoga, gengibre vermelho frito. Na volta vi um clube ou bar de Go, já fechando. O cozinheiro passou por mim e dissemos boa noite. Então já conheço 2 pessoas em Osaka.

2a. Hoje começa a conferência.
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