A Usp devia montar um programa de apoio a estudantes de colégios menos favorecidos. Professores da Usp visitariam colégios, conversariam com administradores, professores, e estudantes, com o objetivo de aproximar a universidade das populações menos assistidas sociedade. Os professores da Usp poderiam dar apoio direto falando sobre suas sobre suas especialidades acadêmicas, tirando dúvidas sobre assuntos tratados nas aulas dos colégios, e respondendo perguntas gerais.
Um compromisso razoável seria de uma semana de trabalho por ano para cada professor, podendo ser redistribuído de forma razoável entre os docentes das unidades e departamentos. Seriam 2% do trabalho total da universidade, o que não pode ser considerado excessivamente oneroso. Esse programa desmistificaria a experiência universitária, mostrando a frações da população que a Usp é uma instituição acessível, embora seletiva. Assim teria um impacto muito maior do que iniciativas como quotas, pontuação extra, e outros esforços na direção de maior justiça social que têm sido discutidos, sem a maioria dos problemas que essas iniciativas podem trazer.
Eu não sei como organizar um programa desses. Mas confio que face a face com estudantes de colégio os professores da Usp vão saber dar o melhor de si e fazer uma contribuição inestimável à justiça social. O maior obstáculo é a inércia burocrática, que certamente vai preferir criar comissões e reuniões para gerar relatórios e criar regras que ficam aqui dentro da universidade, contam pontos nas carreiras, mas têm impacto nulo sobre a ciência e cultura no país.
28 novembro 2012
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