Pogue diz para ninguém comprar câmera esse mês, porque vai sair uma compacta nova impressionante. O quê será?
Não Olympus, porque a OM-D parece ser o melhor que eles conseguem hoje no formato micro 4/3. Portanto nem Panasonic, que é menos inovadora. Não Pentax, que errou com uma câmera pequena demais e outra grande demais; de qualquer modo, Pogue não gosta da Pentax. Sony e Nikon, duvido; uma parece contente com as Alpha Nex, outra com os formatos Nikon 1 e DSLR. Leica está parada no tempo. Das marcas menores, incluindo Samsung, é difícil esperar grande novidade.
Sobrou Canon, a marca preferida do Pogue, a maior fabricante de câmeras e a única sem nenhuma câmera de verdade - Canon atualmente só vende SLRs e telefones sem voz. A Canon com sensor de 1 polegada não parece ser algo que consumiu tanto esforço de engenharia, então podemos esperar talvez uma full frame compacta com lente fixa.
Uma Fujifilm full frame compacta com lente fixa seria menos provável, mas mais interessante. A Fuji lançou recentemente um formato novo, mas é uma empresa grande que poderia estar desenvolvendo várias câmeras ao mesmo tempo. Uma X200 iria canibalizar a X-Pro1, mas o pessoal da Fuji tem inovado muito mais que a Canon, talvez queiram arriscar. Pogue deve saber o que diz, porque recebeu equipamento para testar, então vamos esperar.
08 junho 2012
05 junho 2012
Porteira na Usp
O Pasqüim nos informa que a Usp vai controlar o acesso de pedestres ao campus do Butantã à noite e nos finais de semana. Como alguns sabem, sou um entre a meia dúzia de 3 ou 4 professores que com alguma frequência entra no campus a pé. Sempre detestei os muros que o reitor Fava, um de nossos piores reitores, construiu com o objetivo dificultar o acesso de pedestres ao campus.
Como usuário dos portões de pedestre, devo dizer que não tenho objeção ao controle da entrada à noite e nos finais de semana. É um inconveniente, porém limitado, porque são os horários de menor uso. O inconveniente é compensado pela maior segurança, uma preocupação que ainda temos que ter em S Paulo.
Por outro lado, colocar porteiras dentro do campus e exigir documentos para entrar nos prédios acadêmicos é um absurdo completo. Também acho que o campus devia ser aberto para lazer da população em geral durante os finais de semana, mediante o pagamento de uma taxa de estacionamento que seria usada para garantir a segurança de todos e a integridade do patrimônio público. Aliás, o estacionamento devia ser cobrado todos os dias, e de todos os usuários, incluindo estudantes, professores e funcionários. Não faz sentido que os motoristas recebam um subsídio para uso do veículo particular, na forma de estacionamento gratuito, enquanto usuários de transporte coletivo não são contemplados com nenhuma dessas regalias.
Como usuário dos portões de pedestre, devo dizer que não tenho objeção ao controle da entrada à noite e nos finais de semana. É um inconveniente, porém limitado, porque são os horários de menor uso. O inconveniente é compensado pela maior segurança, uma preocupação que ainda temos que ter em S Paulo.
Por outro lado, colocar porteiras dentro do campus e exigir documentos para entrar nos prédios acadêmicos é um absurdo completo. Também acho que o campus devia ser aberto para lazer da população em geral durante os finais de semana, mediante o pagamento de uma taxa de estacionamento que seria usada para garantir a segurança de todos e a integridade do patrimônio público. Aliás, o estacionamento devia ser cobrado todos os dias, e de todos os usuários, incluindo estudantes, professores e funcionários. Não faz sentido que os motoristas recebam um subsídio para uso do veículo particular, na forma de estacionamento gratuito, enquanto usuários de transporte coletivo não são contemplados com nenhuma dessas regalias.
24 maio 2012
Carta antiga: a burocra e a cesta
Fui buscar um arquivo no meu computador e o Spotlight abriu por acaso a carta abaixo, enviada à Sociedade Brasileira de Automática em resposta a uma solicitação vinda de órgãos federais para que os associados identificassem uma "cesta de problemas" que dificultam o trabalho da comunidade científica no Brasil.
Tendo a carta recebido uma resposta ignorativa, reproduzo o texto aqui.
Prezado Colega,
O maior problema para a pesquisa científica no Brasil é a burocracia em suas diversas formas. A burocracia é um obstáculo para a liberdade e criatividade nas ciências. Como exemplos das formas como a burocracia atrapalha o trabalho dos cientistas cito:
- As taxas e outras barreiras alfandegárias custam tempo e dinheiro, e nos põem em em posição de atraso e desvantagem em relação aos pesquisadores em países onde esses entraves são menores. Estas barreiras não trazem nenhum benefício para o país, apenas para as burocracias que vivem delas.
- As burocracias internas das universidades impedem que os alunos busquem os conhecimentos de acordo com seus interesses e que os professores ofereçam cursos de acordo com seus conhecimentos. Os rígidos currículos regulamentados pelo Ministério da Educação, pelos conselhos profissionais, e pelas próprias universidades ficam obsoletos mais rápido do que eles são modificados pelas lerdas burocracias destas instituições. Com isso a diversidade de formação e de interesses de nossos estudantes e professores não é valorizada, e o mal uso dos talentos faz com que a pesquisa nacional fique prejudicada em relação às de países onde as instituições de ensino superior são mais ágeis e flexíveis.
- A burocracia nas contratações e promoções dentro das universidades dificulta a absorção dos profissionais mais competentes e eleva os burocratas a posições de influência. A política de recursos humanos é feita por critérios formalistas que só privilegiam aqueles mais afeitos à politicagem, e solapa o ânimo dos cientistas mais competentes e dedicados ao ensino e à pesquisa.
As instituições de pesquisa e ensino superior não parecem ser capazes de se fazerem menos burocráticas por si sós. Me parece que é necessária uma ação de cima para baixo, vinda do executivo da União, orientada pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, para a desburocratização das instituições científicas.
Sinceramente, Felipe Pait
23 maio 2012
13 maio 2012
Peça do presidente da Capes no pasqüim de SP
Vergonhosa a peça que o presidente da Capes aprontou na Folha (exige assinatura). Resumo: S Paulo ruim, governo federal (depois de 2002) bom. Em todos os níveis, ensino básico, médio, técnico, superior, e pós-graduação, tudo que está errado é culpa do governo de S Paulo, e as ações federais (a partir de 2002) só não dão resultados ainda mais maravilhosos por culpa de S Paulo. Sobrou até para a Fapesp, que financia a maior parte da pesquisa no Brasil.
Leia-se: tucano mau, petista bom - partidarizando tudo que tem a ver com a educação no Brasil. O artigo saiu num jornal paulistano em época de eleições, por pura coincidência é claro.
Torturando um número, ele confessa qualquer coisa. A manipulação é tão acintosa que levanta a questão: será que os sistemas de avaliação do ensino básico e superior também estão sendo fraudados com objetivo de fazer propaganda partidária? Ou será que a manipulação ainda está restrita a artigos de opinião nesse pasqüim de SP?
Leia-se: tucano mau, petista bom - partidarizando tudo que tem a ver com a educação no Brasil. O artigo saiu num jornal paulistano em época de eleições, por pura coincidência é claro.
Torturando um número, ele confessa qualquer coisa. A manipulação é tão acintosa que levanta a questão: será que os sistemas de avaliação do ensino básico e superior também estão sendo fraudados com objetivo de fazer propaganda partidária? Ou será que a manipulação ainda está restrita a artigos de opinião nesse pasqüim de SP?
07 maio 2012
Jogo dos erros: "Bearish on Brazil"
A Foreign Affairs publicou um artigo "Bearish on Brazil" (paywall). Um artigo robótico escrito automaticamente, cheio de chavões e erros. Vamos contar alguns? Minha contribuição segue, reproduzindo o que escrevi para um amigo.
No meu entendimento a análise é completamente errada. O autor acredita que o real está valorizado ou por causa dos juros altos, ou por causa do preço das commodities. Nenhuma dessas explicações se sustenta. São fatores relevantes, mas não explicam o câmbio atual. Nos últimos anos a taxa de juros baixou, e as commodities flutuaram, mas o real subiu.
O principal motivo da valorização do real é a falta de bons investimentos nos países ricos, e a percepção dos investidores que o Brasil é comparativamente um bom país para investir. O motivo para acreditar que investimentos no Brasil vão ter retorno é que o mercado consumidor está crescendo e que a produção pode crescer se os gargalos da infra-estrutura forem resolvidos.
Por outro lado, caso uma queda nos preços das commodities leve à desvalorização do real, a manufatura brasileira ficará mais competitiva. De qualquer forma, o preço das commodities só vai despencar se a economia chinesa sofrer uma pane. E se a economia chinesa sofrer uma pane, o argumento de que o Brasil erra em não copiar a China fica prejudicado, não é?
O fenômeno da desindustrialização que artigo menciona é uma invenção, ao que tudo indica. A manufatura não está crescendo à mesma taxa que os setores que mais crescem, o que não significa que esteja desaparecendo. O argumento do artigo é contraditório: a indústria não cresce porque a indústria cresce tanto que faltam engenheiros. Outro disparate do tipo "it's so crowded that no one goes there anymore" é a frase "As a result, although unemployment is now at a decade-low six percent, businesses complain that they have no choice but to hire unqualified applicants." É justamente isso: a economia está crescendo tanto que os gargalos ficam evidentes.
No meio dessa análise disparatada há alguns pontos válidos e conhecidos: o Brasil precisa investir mais em educação, a burocracia brasileira atrapalha, os impostos são complexos demais, o protecionismo dificulta a inovação, etc. São pontos que não têm relação com o argumento principal, um besteirol que amontoa slogans da direita e da esquerda sem qualquer referência à realidade ou à ciência econômica.
Vale a pena ler o artigo com cuidado para procurar mais erros e verificar como existe gente escrevendo bobagem por aí.
No meu entendimento a análise é completamente errada. O autor acredita que o real está valorizado ou por causa dos juros altos, ou por causa do preço das commodities. Nenhuma dessas explicações se sustenta. São fatores relevantes, mas não explicam o câmbio atual. Nos últimos anos a taxa de juros baixou, e as commodities flutuaram, mas o real subiu.
O principal motivo da valorização do real é a falta de bons investimentos nos países ricos, e a percepção dos investidores que o Brasil é comparativamente um bom país para investir. O motivo para acreditar que investimentos no Brasil vão ter retorno é que o mercado consumidor está crescendo e que a produção pode crescer se os gargalos da infra-estrutura forem resolvidos.
Por outro lado, caso uma queda nos preços das commodities leve à desvalorização do real, a manufatura brasileira ficará mais competitiva. De qualquer forma, o preço das commodities só vai despencar se a economia chinesa sofrer uma pane. E se a economia chinesa sofrer uma pane, o argumento de que o Brasil erra em não copiar a China fica prejudicado, não é?
O fenômeno da desindustrialização que artigo menciona é uma invenção, ao que tudo indica. A manufatura não está crescendo à mesma taxa que os setores que mais crescem, o que não significa que esteja desaparecendo. O argumento do artigo é contraditório: a indústria não cresce porque a indústria cresce tanto que faltam engenheiros. Outro disparate do tipo "it's so crowded that no one goes there anymore" é a frase "As a result, although unemployment is now at a decade-low six percent, businesses complain that they have no choice but to hire unqualified applicants." É justamente isso: a economia está crescendo tanto que os gargalos ficam evidentes.
No meio dessa análise disparatada há alguns pontos válidos e conhecidos: o Brasil precisa investir mais em educação, a burocracia brasileira atrapalha, os impostos são complexos demais, o protecionismo dificulta a inovação, etc. São pontos que não têm relação com o argumento principal, um besteirol que amontoa slogans da direita e da esquerda sem qualquer referência à realidade ou à ciência econômica.
Vale a pena ler o artigo com cuidado para procurar mais erros e verificar como existe gente escrevendo bobagem por aí.
04 maio 2012
Becápi da Midia
O objetivo desse post é fazer uma pergunta à Srta. Googlenice Becápi da Midia, mas aceito boas respostas de qualquer comentarista.
Vou ficar algumas semanas usando um "outro computador", que não é o meu principal. O que costumo fazer é botar todos os emails e arquivos que crio em outro computador em folders especiais, e depois transferir via nuvem ou disco externo. O método se baseia em designar um "computador principal", que sempre tem backups confiáveis. Dá certo, só que na volta fica tudo fora da organização. Então ou gasto tempo organizando, ou para aqueles itens tenho que confiar no Spotlight para encontrar.
Uma alternativa é colocar tudo no Dropbox. Daí quando eu trocar de computador os arquivos se sincronizam. Além do Dropbox, existe o Microsoft Skydrive e o Google Drive, mais baratos, mas ainda menos testados.
Um receio com Dropbox é o seguinte, me digam se é bobagem. Se eu tiver, digamos, 50GB na nuvem, o Dropbox vai sincronizando. Se ele fizer uma besteira e apagar arquivos antigos, eu não vou perceber, porque não uso regularmente. O erro vai se propagar pelas outras máquinas, e quando eu perceber os arquivos já se foram. Seria difícil, talvez impossível, recuperar. Esse receio vem de uma má experiência com o Mozy. Pode haver outros riscos: só os paranoicos sobrevivem.
Outra alternativa é ter um disco externo no bolso com todos os arquivos importantes, e considerar esse como "oficial". Esse é o que tem que ter backup. Quando for usar outro computador qualquer, conecto esse disco e trabalho em cima dele. O disco interno fica só para boot e coisas extras. Parece um pouco desajeitada, muito manual e pouco automática, mas talvez seja a melhor. Se houvesse um disco pequeno e barato, alimentado pelo bus Thunderbolt, acho que eu escolheria essa alternativa.
Vou ficar algumas semanas usando um "outro computador", que não é o meu principal. O que costumo fazer é botar todos os emails e arquivos que crio em outro computador em folders especiais, e depois transferir via nuvem ou disco externo. O método se baseia em designar um "computador principal", que sempre tem backups confiáveis. Dá certo, só que na volta fica tudo fora da organização. Então ou gasto tempo organizando, ou para aqueles itens tenho que confiar no Spotlight para encontrar.
Uma alternativa é colocar tudo no Dropbox. Daí quando eu trocar de computador os arquivos se sincronizam. Além do Dropbox, existe o Microsoft Skydrive e o Google Drive, mais baratos, mas ainda menos testados.
Um receio com Dropbox é o seguinte, me digam se é bobagem. Se eu tiver, digamos, 50GB na nuvem, o Dropbox vai sincronizando. Se ele fizer uma besteira e apagar arquivos antigos, eu não vou perceber, porque não uso regularmente. O erro vai se propagar pelas outras máquinas, e quando eu perceber os arquivos já se foram. Seria difícil, talvez impossível, recuperar. Esse receio vem de uma má experiência com o Mozy. Pode haver outros riscos: só os paranoicos sobrevivem.
Outra alternativa é ter um disco externo no bolso com todos os arquivos importantes, e considerar esse como "oficial". Esse é o que tem que ter backup. Quando for usar outro computador qualquer, conecto esse disco e trabalho em cima dele. O disco interno fica só para boot e coisas extras. Parece um pouco desajeitada, muito manual e pouco automática, mas talvez seja a melhor. Se houvesse um disco pequeno e barato, alimentado pelo bus Thunderbolt, acho que eu escolheria essa alternativa.
21 abril 2012
Teatro encomiástico dedicado ao Prof Butija
Cena: sala de aula do Colégio Bandeirantes, anos 1970.
Prof Butija: Trata-se de um poema encomiástico.
Alunos: Um poema o quê?
Prof Butija: Um poema panegírico.
Alunos: Como assim?
Prof Butija: De caráter enaltecedor.
Alunos esboçam um sorriso mudo.
Prof Butija (sem pausa, em brado retumbante): PUXA SACO!
Prof Butija: Trata-se de um poema encomiástico.
Alunos: Um poema o quê?
Prof Butija: Um poema panegírico.
Alunos: Como assim?
Prof Butija: De caráter enaltecedor.
Alunos (entrando no jogo): De caráter......
Prof Butija (levantando a voz): Laudatório!Alunos esboçam um sorriso mudo.
Prof Butija (sem pausa, em brado retumbante): PUXA SACO!
13 abril 2012
Nomes de bebês da próxima geração
Não sei quem bolou isso. Estou postando aqui para saber onde encontrar. Se achar engraçada, pode dizer que a piada é sua.
Maria Anderlaine Tracinho da Silva
Telaplana Dilédi Digital Aguiar
Francisco Trend Tops de Almeida
Aifonne Tresgê Habilitado de Medeiros
Faicebuque Cutucado da Rocha
Controucê Controuvê Mendes Junior
Googlenice Pendrive de Oitogigas
Fanpage Wireless da Silva Pontocom
Estivejóbson Aiméc de Oliveira Sobrinho
Uebecam Tequepix Pereira Fernandes
Esmartefone de Cincochips Fidalgo
Blurrei Pleier do Romititer Delfino
Dáuloadi do Retuíte Jápranet Junior
Orkutência Becápi da Midia
Maria Tuiteira Racheteg Peixoto
Uessebênio da Conexão Travassos
Navegando Arroba do Emeio
Faireuol do Uaifai Ativado
Espaiuer Raqueado Tavares
Pauerpointe do Uorde Falsiê
Aifone Aipede Tabletti dos Santos
11 abril 2012
Essa situação parece familiar?
Ponha cinco macacos numa jaula, pendure um cacho de bananas no
teto, e deixe uma escada sob as bananas. Logo um dos macacos vai
subir a escada para alcançar a banana. Assim que ele puser os pés na
escada, um chuveiro joga água gelada nos macacos.
Logo depois, um outro macaco vai tentar subir a escada, com o mesmo resultado --- água gelada em cima de todos os macacos.
Desligue a água. Se algum macacos tentar subir as escadas, os outros vão segurá-lo, para evitar receber um balde de água fria na cabeça.
Tire um dos macacos da jaula. Traga um novo macaco para dentro. O macaco vê as bananas e tenta subir as escadas. Os outros macacos o seguram. Após mais uma tentativa, ele aprende que é melhor deixar as bananas onde estão.
Tire um outro macaco dos cinco originais, e traga um sétimo macaco para a jaula. Ele vai à escada, e é agarrado pelos outros macacos, inclusive o sexto, que nunca sido molhado com água fria. Tire mais um macaco e substitua por um macaco novo. Ele é atacado por quatro macacos, dois dos quais não sabem porque é proibido subir as escadas, nem fazem a menor ideia de porque estão batendo no novo macaco.
Depois de substituir o quarto e quinto macacos, nenhum dos macacos na jaula teve a experiência de ser molhado com água gelada. Mesmo assim, nenhum macaco tenta pegar as bananas ou chegar perto da escada. Porque?
"Aqui nós não fazemos as coisas desse jeito."
Logo depois, um outro macaco vai tentar subir a escada, com o mesmo resultado --- água gelada em cima de todos os macacos.
Desligue a água. Se algum macacos tentar subir as escadas, os outros vão segurá-lo, para evitar receber um balde de água fria na cabeça.
Tire um dos macacos da jaula. Traga um novo macaco para dentro. O macaco vê as bananas e tenta subir as escadas. Os outros macacos o seguram. Após mais uma tentativa, ele aprende que é melhor deixar as bananas onde estão.
Tire um outro macaco dos cinco originais, e traga um sétimo macaco para a jaula. Ele vai à escada, e é agarrado pelos outros macacos, inclusive o sexto, que nunca sido molhado com água fria. Tire mais um macaco e substitua por um macaco novo. Ele é atacado por quatro macacos, dois dos quais não sabem porque é proibido subir as escadas, nem fazem a menor ideia de porque estão batendo no novo macaco.
Depois de substituir o quarto e quinto macacos, nenhum dos macacos na jaula teve a experiência de ser molhado com água gelada. Mesmo assim, nenhum macaco tenta pegar as bananas ou chegar perto da escada. Porque?
"Aqui nós não fazemos as coisas desse jeito."
02 abril 2012
Câmeras novas
Desde o início do ano há mais câmeras a venda. Algumas novidades depois que escrevi 4 types of photo cameras são:
Fujifilm X-Pro1: a versão profissional com lente intercambiável da X100. Qualidade excelente, engenharia brilhante, preço de pro. Não tenho justificativa para gastar mais, então vou ficar com a minha X100. Mas é tentador poder carregar uma teleobjetiva leve e rápida.
Olympus OM-D: versão retro e de melhor qualidade das micro four-thirds. Ideal para quem se lembra da OM de verdade e gostou da X100. Várias vantagens em relação à Fuji, incluindo diversas lentes disponíveis, e melhor que as Olympus Pen ou Panasonic. Fotografa na chuva! Único problema: sensor usa tecnologia meio antiquada. Talvez seja o caso de esperar uma OM-D2.
Pentax K-01: o ponto forte é que usa todas a lentes com baioneta K da Pentax, e tem sensor muito melhor que a Pentax Q. Pouca vantagem em relação às reflex: o tamanho e peso não mudam muito. Várias desvantagens por não ter espelho. Design de griffe, mas esqueceram que a forma segue a função. O sujeito que desenhou foi assunto de um artigo espetacularmente mal sincronizado na revista do NYTimes: a matéria saiu no dia do anúncio dessa câmera, que vai afundar a tradicional marca Asahi Pentax de vez. Não dá para uma marca pequena ter 2 linhas de mirrorless, uma pequena demais, outra grande demais. Quando voltar a lembrança dela e de você apenas restar a mesma caixa amarela.
Canon G1 X: sensor grande, lente zoom fixa. É a câmera da Canon. A estratégia da Canon é construir um nome, usando as máquinas profissionais de altíssima qualidade, para vender telefones sem voz e câmeras para amadores que querem se fingir de pro. O problema dessa estratégia é que a faixa mais barata está sendo comida pelos telefones, e a faixa mais cara pelas câmeras sem espelho. Mas a Canon não quer vender câmera sem espelho para não comer sua própria fatia. Então a G1 X, como a Nikon 1, deixa a desejar em relação à X100 ou à OM-D. Mas com certeza é uma boa câmera para quem gosta de Canon. (Não confundir com a G12 que é um telefone mudo.)
Fujifilm X-Pro1: a versão profissional com lente intercambiável da X100. Qualidade excelente, engenharia brilhante, preço de pro. Não tenho justificativa para gastar mais, então vou ficar com a minha X100. Mas é tentador poder carregar uma teleobjetiva leve e rápida.
Olympus OM-D: versão retro e de melhor qualidade das micro four-thirds. Ideal para quem se lembra da OM de verdade e gostou da X100. Várias vantagens em relação à Fuji, incluindo diversas lentes disponíveis, e melhor que as Olympus Pen ou Panasonic. Fotografa na chuva! Único problema: sensor usa tecnologia meio antiquada. Talvez seja o caso de esperar uma OM-D2.
Pentax K-01: o ponto forte é que usa todas a lentes com baioneta K da Pentax, e tem sensor muito melhor que a Pentax Q. Pouca vantagem em relação às reflex: o tamanho e peso não mudam muito. Várias desvantagens por não ter espelho. Design de griffe, mas esqueceram que a forma segue a função. O sujeito que desenhou foi assunto de um artigo espetacularmente mal sincronizado na revista do NYTimes: a matéria saiu no dia do anúncio dessa câmera, que vai afundar a tradicional marca Asahi Pentax de vez. Não dá para uma marca pequena ter 2 linhas de mirrorless, uma pequena demais, outra grande demais. Quando voltar a lembrança dela e de você apenas restar a mesma caixa amarela.
Canon G1 X: sensor grande, lente zoom fixa. É a câmera da Canon. A estratégia da Canon é construir um nome, usando as máquinas profissionais de altíssima qualidade, para vender telefones sem voz e câmeras para amadores que querem se fingir de pro. O problema dessa estratégia é que a faixa mais barata está sendo comida pelos telefones, e a faixa mais cara pelas câmeras sem espelho. Mas a Canon não quer vender câmera sem espelho para não comer sua própria fatia. Então a G1 X, como a Nikon 1, deixa a desejar em relação à X100 ou à OM-D. Mas com certeza é uma boa câmera para quem gosta de Canon. (Não confundir com a G12 que é um telefone mudo.)
30 março 2012
Assassinar pode, Arnaldo?
Estados Unidos, caso Trayvon. Sujeito matou a tiros um jovem preto por usar capuz. Assassino qualificado, nem foi preso porque é branco e membro de bando de matadores. Caso está virando escândalo nacional.
Brasil, caso Bertioga. Sujeito matou criança com jet ski porque estava na praia. Assassino qualificado, mas no Brasil pode porque é empresário e dono de veículo. Ministério público considera pedir que os criminosos por favor prestem serviço comunitário.
Ah, vão dizer que o caso Bertioga é diferente, que o alcoolizado só deu a arma para um menor desabilitado conduzir de maneira irresponsável, que não tinha a intenção de matar aquela criança naquela praia naquele momento. Na Florida com certeza dizem que o caso Traynor é diferente, o cara só atropelou porque se sentiu ameaçado. Mais evidentes são as semelhanças: a lei a favor do mais forte.
Brasil, caso Bertioga. Sujeito matou criança com jet ski porque estava na praia. Assassino qualificado, mas no Brasil pode porque é empresário e dono de veículo. Ministério público considera pedir que os criminosos por favor prestem serviço comunitário.
Ah, vão dizer que o caso Bertioga é diferente, que o alcoolizado só deu a arma para um menor desabilitado conduzir de maneira irresponsável, que não tinha a intenção de matar aquela criança naquela praia naquele momento. Na Florida com certeza dizem que o caso Traynor é diferente, o cara só atropelou porque se sentiu ameaçado. Mais evidentes são as semelhanças: a lei a favor do mais forte.
28 março 2012
A vaga impressão de que não estou na morada
Poeminha Última Vontade
Enterrem meu corpo em qualquer lugar.
Que não seja, porém, um cemitério.
De preferência, mata;
Na Gávea, na Tijuca, em Jacarepaguá.
Na tumba, em letras fundas,
Que o tempo não destrua,
Meu nome gravado claramente.
De modo que, um dia,
Um casal desgarrado
Em busca de sossego
Ou de saciedade solitária,
Me descubra entre folhas,
Detritos vegetais,
Cheiros de bichos mortos
(Como eu).
E, como uma longa árvore desgalhada
Levantou um pouco a laje do meu túmulo
Com a raiz poderosa,
Haja a vaga impressão
De que não estou na morada.
Não sairei, prometo.
Estarei fenecendo normalmente
Em meu canteiro final.
E o casal repetirá meu nome,
Sem saber quem eu fui,
E se irá embora,
Preso à angústia infinita
Do ser e do não ser.
Ficarei entre ratos, lagartos,
Sol e chuva ocasionais,
Estes sim, imortais.
Até que um dia, de mim caia a semente
De onde há de brotar a flor
Que eu peço que se chame
Papáverum Millôr
Peço desculpas pela infração aos direitos autorais. Original em http://www2.uol.com.br/millor/aberto/poemas/059.htm
Enterrem meu corpo em qualquer lugar.
Que não seja, porém, um cemitério.
De preferência, mata;
Na Gávea, na Tijuca, em Jacarepaguá.
Na tumba, em letras fundas,
Que o tempo não destrua,
Meu nome gravado claramente.
De modo que, um dia,
Um casal desgarrado
Em busca de sossego
Ou de saciedade solitária,
Me descubra entre folhas,
Detritos vegetais,
Cheiros de bichos mortos
(Como eu).
E, como uma longa árvore desgalhada
Levantou um pouco a laje do meu túmulo
Com a raiz poderosa,
Haja a vaga impressão
De que não estou na morada.
Não sairei, prometo.
Estarei fenecendo normalmente
Em meu canteiro final.
E o casal repetirá meu nome,
Sem saber quem eu fui,
E se irá embora,
Preso à angústia infinita
Do ser e do não ser.
Ficarei entre ratos, lagartos,
Sol e chuva ocasionais,
Estes sim, imortais.
Até que um dia, de mim caia a semente
De onde há de brotar a flor
Que eu peço que se chame
Papáverum Millôr
Peço desculpas pela infração aos direitos autorais. Original em http://www2.uol.com.br/millor/aberto/poemas/059.htm
27 março 2012
"Edison Illuminated", by Edmund Morris
To: The editors, the NYTimes
Re: "Edison Illuminated", by Edmund Morris, NYTimes Book Review, Sunday March 25
The Institute of Electrical and Electronics Engineers has more than 400 thousand members who are perfectly able to say exactly what electricity is, contrary to what Mr Edmund Morris writes in "Edison Illuminated." Any of us, as well as millions of colleagues in related professions, are perfectly glad to explain this beautiful subject to anyone who is interested in learning.
I ought to add that in our profession we recognize that Steve Jobs led the most innovative corporation of the last few decades. To appreciate the achievements of Thomas Edison, an ad hominem attack on Jobs is not necessary.
Yours,
Felipe Pait
Senior Member, IEEE
University of Sao Paulo
Re: "Edison Illuminated", by Edmund Morris, NYTimes Book Review, Sunday March 25
The Institute of Electrical and Electronics Engineers has more than 400 thousand members who are perfectly able to say exactly what electricity is, contrary to what Mr Edmund Morris writes in "Edison Illuminated." Any of us, as well as millions of colleagues in related professions, are perfectly glad to explain this beautiful subject to anyone who is interested in learning.
I ought to add that in our profession we recognize that Steve Jobs led the most innovative corporation of the last few decades. To appreciate the achievements of Thomas Edison, an ad hominem attack on Jobs is not necessary.
Yours,
Felipe Pait
Senior Member, IEEE
University of Sao Paulo
26 março 2012
Brasileiro se ofende quando você discorda da opinião dele.
Por outro lado, brasileiro não se ofende com ofensas pessoais. Ou pelo menos perdoa rapidamente. Todos cooperam para enganar a Coroa, assim evitam guerras civis, até convivem com o racismo. Por muito menos do que as pessoas ouvem abertamente no Brasil, um europeu ou asiático monta uma milícia fratricida. As relações pessoais fazem parte do país real: esse é bom, revela os melhores instintos; mas o país oficial, esse é caricato e burlesco, como nos ensinou Machado de Assis no Diário do Rio de Janeiro em 29 dezembro 1861.
As relações profissionais são o Brasil oficial. Discordância é subversão à hierarquia, à burocracia, ameaça ao status e aos direitos adquiridos.
Isso ajuda a entender alguns obstáculos para a inovação em ciência e tecnologia no Brasil. Quem quer desenvolver tecnologia na universidade precisa começar rendendo homenagens ao Patinho Feio, ao Pal-M, e ao Corcel II, senão toda a infraestrutura fecha as portas. Empresas grandes têm os mesmos cacoetes. De homenagem em homenagem, de discurso em discurso, a inovação some do centro e é empurrada para a borda.
As relações profissionais são o Brasil oficial. Discordância é subversão à hierarquia, à burocracia, ameaça ao status e aos direitos adquiridos.
Isso ajuda a entender alguns obstáculos para a inovação em ciência e tecnologia no Brasil. Quem quer desenvolver tecnologia na universidade precisa começar rendendo homenagens ao Patinho Feio, ao Pal-M, e ao Corcel II, senão toda a infraestrutura fecha as portas. Empresas grandes têm os mesmos cacoetes. De homenagem em homenagem, de discurso em discurso, a inovação some do centro e é empurrada para a borda.
09 março 2012
Mais ônibus circular da Usp
Passado o riso depois de ler sobre o Instituto de Astrologia da Usp, vale a pena olhar para o mapa para observar a incompetência com a qual foi desenhado o trajeto. Os circulares passam pelas mesmas rotas 2 vezes, na ida e na volta, em direções diferentes. Com isso o trajeto dura o dobro. A vantagem de ter 2 rotas, e a vantagem do trajeto circular, desaparecem.
Com um pouco de raciocínio e de competência por parte dos responsáveis pelo projeto, os circulares poderiam fazer trajetos diferentes. Por exemplo, um pela parte norte do campus, outro pela parte sul. Ou um por um trajeto interno, outro por um trajeto externo. O leitor pode se divertir olhando para os mapas e inventando um trajeto melhor.
A duração da viagem seria a metade. Metade do trânsito, metade do desperdício de combustível, metade do tempo de viagem. O trajeto mais curto, com menos passageiros em cada ônibus em qualquer determinado momento, talvez pudesse até ser feito com microônibus. Se 20 mil usuários gastam 15 minutos a mais por dia, são 1 milhão de horas perdidas em transporte a cada ano. O equivalente a 10 vidas em horas de trabalho desperdiçadas todo ano, por conta da incompetência e descaso com a engenharia de transporte na Usp.
Com um pouco de raciocínio e de competência por parte dos responsáveis pelo projeto, os circulares poderiam fazer trajetos diferentes. Por exemplo, um pela parte norte do campus, outro pela parte sul. Ou um por um trajeto interno, outro por um trajeto externo. O leitor pode se divertir olhando para os mapas e inventando um trajeto melhor.
A duração da viagem seria a metade. Metade do trânsito, metade do desperdício de combustível, metade do tempo de viagem. O trajeto mais curto, com menos passageiros em cada ônibus em qualquer determinado momento, talvez pudesse até ser feito com microônibus. Se 20 mil usuários gastam 15 minutos a mais por dia, são 1 milhão de horas perdidas em transporte a cada ano. O equivalente a 10 vidas em horas de trabalho desperdiçadas todo ano, por conta da incompetência e descaso com a engenharia de transporte na Usp.
08 março 2012
06 março 2012
Criar dificuldades para discutir facilidades
O Laboratório de Automação e Controle do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Escola Politécnica da Universidade de S Paulo.... xi, já perdi meus 3 leitores. Vou começar de novo.
O Lac tem 9 professores ativos, e dá aulas para 35 alunos da opção A&C entre os 135 da engenharia elétrica da Poli. A reitoria autorizou contratação temporária até o final do ano, em tempo parcial, para substituir um colega que infelizmente faleceu prematuramente há quase 2 anos. O concurso será aberto em breve.
Nessas condições - emprego temporário, com pagamento de apenas 12 horas semanais, com prazo curto - é muito difícil atrair candidatos bem qualificados. Em compensação, a burocra da Usp tem a oportunidade de conceder uma vaga agora, outra mais tarde, e de analisar pedidos e aceitar ou não justificativas de mudança do regime de trabalho. Criar dificuldades para discutir facilidades continua sendo o lema da burocra da Usp.
É inútil tentar divulgar a oportunidade de trabalho fora da vizinhança estrita. É extremamente improvável que a vaga interesse a candidatos de fora da cidade de S Paulo, muito menos para quem vem do exterior, porque o salário não paga nem uma fração do custo de vida. Fica garantida a endogenia: quem ocupar uma vaga temporária está em posição natural para conseguir uma vaga permanente, se e quando a concessão desta vier a interessar aos donatários de cargos na reitoria.
De qualquer modo, se algum interessado ler essa página, o aviso está dado. De positivo: o ambiente de trabalho no LAC é excelente. Os professores mais graduados dão todo o apoio para atividades de ensino, pesquisa, e extensão; e a liberdade de investigação é completa.
O Lac tem 9 professores ativos, e dá aulas para 35 alunos da opção A&C entre os 135 da engenharia elétrica da Poli. A reitoria autorizou contratação temporária até o final do ano, em tempo parcial, para substituir um colega que infelizmente faleceu prematuramente há quase 2 anos. O concurso será aberto em breve.
Nessas condições - emprego temporário, com pagamento de apenas 12 horas semanais, com prazo curto - é muito difícil atrair candidatos bem qualificados. Em compensação, a burocra da Usp tem a oportunidade de conceder uma vaga agora, outra mais tarde, e de analisar pedidos e aceitar ou não justificativas de mudança do regime de trabalho. Criar dificuldades para discutir facilidades continua sendo o lema da burocra da Usp.
É inútil tentar divulgar a oportunidade de trabalho fora da vizinhança estrita. É extremamente improvável que a vaga interesse a candidatos de fora da cidade de S Paulo, muito menos para quem vem do exterior, porque o salário não paga nem uma fração do custo de vida. Fica garantida a endogenia: quem ocupar uma vaga temporária está em posição natural para conseguir uma vaga permanente, se e quando a concessão desta vier a interessar aos donatários de cargos na reitoria.
De qualquer modo, se algum interessado ler essa página, o aviso está dado. De positivo: o ambiente de trabalho no LAC é excelente. Os professores mais graduados dão todo o apoio para atividades de ensino, pesquisa, e extensão; e a liberdade de investigação é completa.
Adjetivos pátrios
Talvez vocês conheçam a moda inventada pela esquerda nacionalista: chamar os americanos de estadunidenses. Via @moyzes e @helopait, podemos levar essa brincadeira às últimas consequências, e evitar os nomes próprios em todos os adjetivos pátrios.
O José Serra, eu, e os demais brasileiros nascidos antes do golpe de 64 somos estadunidenses meridionais; vocês jovens são repúblico-federativenses. Quem nasce na Venezuela é repúblico-bolivarense, no Uruguay é oriental-republicano - ou será repúblico-orientalense? Fica a dúvida de como chamar os estadunidenses mexicanos. Tem que usar uma palavra que eles mesmo não usam. Sugestões nos comentários por favor.
Lá no extremo norte da América moram os nunaáticos, a meio caminho dos ilha-gelenses. Continuando para Leste, quem nasce no Reino Unido é reino-unidense; e na Alemanha, bundesrepublicano.
Egito é um termo imperialista grego. Quem nasce na República Árabe do Egito é repúblico-arabense; não confundir com os repúblico-arabenses asiáticos, também conhecidos como sírios. Grego não, desculpe, helênico. Ou melhor, sem usar nome próprio: democrático. Pois entre os helenos se diz democracia, em grego, no lugar de república, um termo romano. Que horror!
O José Serra, eu, e os demais brasileiros nascidos antes do golpe de 64 somos estadunidenses meridionais; vocês jovens são repúblico-federativenses. Quem nasce na Venezuela é repúblico-bolivarense, no Uruguay é oriental-republicano - ou será repúblico-orientalense? Fica a dúvida de como chamar os estadunidenses mexicanos. Tem que usar uma palavra que eles mesmo não usam. Sugestões nos comentários por favor.
Lá no extremo norte da América moram os nunaáticos, a meio caminho dos ilha-gelenses. Continuando para Leste, quem nasce no Reino Unido é reino-unidense; e na Alemanha, bundesrepublicano.
Egito é um termo imperialista grego. Quem nasce na República Árabe do Egito é repúblico-arabense; não confundir com os repúblico-arabenses asiáticos, também conhecidos como sírios. Grego não, desculpe, helênico. Ou melhor, sem usar nome próprio: democrático. Pois entre os helenos se diz democracia, em grego, no lugar de república, um termo romano. Que horror!
04 março 2012
Silly article by Mankiw
Gregory Mankiw has a rather silly article in today's NYTimes. The article itself is not worth reading, but presumably it reflects of the quality of economic advice to and from Mitt Romney. He shows that it is not easy to see the difference between earned income and capital gains. But he is not capable of stating the unavoidable conclusion: that earned and non-earned income should be taxed at the same rate.
I have walked out of lectures for lesser errors.
I have walked out of lectures for lesser errors.
03 março 2012
Conselho do George Washington para o José Serra
Respeito o José Serra. Admiro o José Serra. Gosto do José Serra - até leio os tweets dele com prazer. Mas não vou votar no José Serra para prefeito.
Porque? Em primeiro lugar, porque vou votar no Fernando Haddad. Mas mesmo sem candidato escolhido, haveria outra razão. George Washington saiu dos cargos políticos quando terminou seu 2o mandato. Fernando Henrique também. O 3o mandato é o fim da reputação do político. O desgaste é inevitável, as coisas nunca saem como planejado. Com todos os cargos que já ocupou e eleições que já disputou, o Serra concorrer a prefeito é overplay.
Se o Covas Neto, ou o Matarazzo, perdessem a eleição, ou se um deles ganhasse e fizesse um governo ruim, o prejuízo seria deles, e do eleitor que teria escolhido errado. Na eleição seguinte o partido botava outro candidato. Se o José Serra perder a eleição, ou se ganhar e as administração tiver problemas, os tucanos ficam sem alternativa. É ruim para o Serra, é ruim para o Psdb, é ruim para S Paulo, é ruim para o país.
Por isso o Gilberto Kassab ofereceu apoio ao Haddad. Ele avaliou que, com o apoio do Lula e do prefeito anterior, o Haddad faria uma boa administração. Apoiá-lo seria o melhor para o Kassab, para o partido dele, e para S Paulo. O Haddad não consegui que o PT aceitasse o apoio. Na minha opinião, foi um erro.
02 março 2012
Mais um artigo sobre o "custo" da educação
Dessa vez, no NYTimes. Educação é descrita como custo, ou pior, um fardo ("burden"). Enquanto isso, "vendas de automóveis crescem", "varejo supera expectativas", "melhoras no mercado imobiliário".
"Educação das crianças, saúde das vovós, que triste que isso custa. Desperdiçar dinheiro em ferro, tijolo, e shmates é que seria bom." É a mensagem diária da mídia, de direita e de esquerda, nos Estados Unidos e no Brasil, é só olhar o jornal.
Um dia o povo vai acordar dessa psicose coletiva. Nesse dia vocês vão poder dizer: li aqui primeiro.
"Educação das crianças, saúde das vovós, que triste que isso custa. Desperdiçar dinheiro em ferro, tijolo, e shmates é que seria bom." É a mensagem diária da mídia, de direita e de esquerda, nos Estados Unidos e no Brasil, é só olhar o jornal.
Um dia o povo vai acordar dessa psicose coletiva. Nesse dia vocês vão poder dizer: li aqui primeiro.
20 fevereiro 2012
Eyeglass lens reviews?
There exists no source of independent reviews of eyeglass lenses. Hoya, Zeiss, Essilor, Shamir, Zhetta, Seiko, Trufocals, Kodak, and others - which are good? Why? Which are worth the price?
There are plenty of resources to help decide about consumer goods - www.dpreview.com for photographic equipment just to give an example. A good camera is fun, but not nearly as critical as a good pair of glasses. More people spend more money on eyeglasses then on most consumer goods, almost all of the time without thinking much - roughly, you go to a nearby optician and leave with whatever they sell you. In the United States, in most cases this means a chain optician whose employees have very little knowledge of the product they sell.
Patients are seldom competent to make decisions about medical treatment - this is why "the market" works poorly for health care. But I don't see any reason why consumers would not be able to make informed decisions about eyeglass lenses, the same way they decide on cars and computers.
Maybe this is a market failure that can be corrected. A business opportunity for someone with knowledge of eyeglass optics perhaps?
There are plenty of resources to help decide about consumer goods - www.dpreview.com for photographic equipment just to give an example. A good camera is fun, but not nearly as critical as a good pair of glasses. More people spend more money on eyeglasses then on most consumer goods, almost all of the time without thinking much - roughly, you go to a nearby optician and leave with whatever they sell you. In the United States, in most cases this means a chain optician whose employees have very little knowledge of the product they sell.
Patients are seldom competent to make decisions about medical treatment - this is why "the market" works poorly for health care. But I don't see any reason why consumers would not be able to make informed decisions about eyeglass lenses, the same way they decide on cars and computers.
Maybe this is a market failure that can be corrected. A business opportunity for someone with knowledge of eyeglass optics perhaps?
12 fevereiro 2012
Bolsas da Usp
Sou o professor responsável por um projeto em software livre que tem bolsistas pagos pela Usp. Mensalmente devo cadastrar o número de horas trabalhadas por cada um dos estudantes, para que eles recebam as bolsas. Ao longo de mês, recebo repetidas vezes a seguinte mensagem:
Poste escrito, a bolsa é uma miséria. A Usp tem verba para centenas ou milhares de bolsas com valores irrisórios e pouco atraentes. Quase dá a impressão que a ideia é mesmo tratar o aluno como indigente, só para depois dizer "eu ofereci milhares de bolsas, se vocês não quiseram aceitar minha caridade eu vou para o céu e vocês vão para o inferno".
Prezado(a) Professor(a),O problema é que cada vez que chega a mensagem eu fico em dúvida se já cadastrei as horas trabalhadas daquele mês. Parece pouco, mas o acúmulo dessas pequenas burocracias acaba atrapalhando o trabalho acadêmico. Cansei um pouco da repetição e respondi:
Encerra-se dia "12/02/2012" o cadastro de frequência de seu bolsista para este mês. Se o número de horas, não for cadastrado, os bolsistas sob sua coordenação deixarão de receber o valor da bolsa. Acesse: http://sistemas.usp.br/apolo
Atenciosamente,
Gestor do Aprender com Cultura e Extensão
ATENÇÃO! Este e-mail é apenas informativo, não é necessário respondê-lo.
Caros,Acredito que obterei resposta ignorativa. Afinal facilitar, ou ao menos não atrapalhar, o trabalho de professores e de alunos não parece fazer parte das atribuições funcionais da burocra da Usp.
Já cadastrei as frequências. Seria muito amável e cordial reprogramar o sistema, de forma que os avisos não sejam enviados repetidamente após as frequências terem sido cadastradas.
Não tenho dúvida que esta especial fineza está ao alcance das habilidades de programação do pessoal responsável.
Grato,
Pait
Poste escrito, a bolsa é uma miséria. A Usp tem verba para centenas ou milhares de bolsas com valores irrisórios e pouco atraentes. Quase dá a impressão que a ideia é mesmo tratar o aluno como indigente, só para depois dizer "eu ofereci milhares de bolsas, se vocês não quiseram aceitar minha caridade eu vou para o céu e vocês vão para o inferno".
03 fevereiro 2012
Goodbye Asahi Pentax cameras?
As I recently wrote, it's become fun to follow camera technology. Pentax now has 2 interchangeable lens cameras, besides its line of digital single-lens reflex cameras (with mirrors). The 1st was the Pentax Q format, which is a flop because the sensor is too small, so image quality is not good.
Yesterday the former Asahi Optical Company announced the K-01 camera, which uses the old and excellent Pentax K mount, meaning that it can take advantage of many of the standard Pentax SLR lenses. This is great, but forces a number of technical compromises that may result in inferior performance. Unfortunately the camera is fairly large, despite the absence of the mirror. It has no viewfinder or manual controls. I fear that it is a victory of form over substance - a selling point seems to be the designer's name. Incidentally, the designer was featured in last week's NYTimes magazine, a badly timed piece if his Pentax design has the expected consequences.
One line of garden variety cameras, one line of too-small cameras, one line of too-large cameras. I fear that the old Pentax brand is doomed.
Perhaps Olympus will come out with a worthy successor to the OM-1 using the 4/3 format, despite the financial shenanigans of its managers. Fortunately, Fujifilm is cooking with gas. And there is Sony if you are more into the electronics that the cameras themselves.
Yesterday the former Asahi Optical Company announced the K-01 camera, which uses the old and excellent Pentax K mount, meaning that it can take advantage of many of the standard Pentax SLR lenses. This is great, but forces a number of technical compromises that may result in inferior performance. Unfortunately the camera is fairly large, despite the absence of the mirror. It has no viewfinder or manual controls. I fear that it is a victory of form over substance - a selling point seems to be the designer's name. Incidentally, the designer was featured in last week's NYTimes magazine, a badly timed piece if his Pentax design has the expected consequences.
One line of garden variety cameras, one line of too-small cameras, one line of too-large cameras. I fear that the old Pentax brand is doomed.
Perhaps Olympus will come out with a worthy successor to the OM-1 using the 4/3 format, despite the financial shenanigans of its managers. Fortunately, Fujifilm is cooking with gas. And there is Sony if you are more into the electronics that the cameras themselves.
30 janeiro 2012
Aposentadoria compulsória por idade é inconstitucional
O diretor da Poli, @profcardoso pergunta no Twitter: "O que você acha da aposentadoria compulsória dos juízes passar de 70 para 75 anos? E para os professores da USP?"
A aposentadoria compulsória discrimina por idade e viola um direito garantido pela Constituição do Brasil. Vejam:
Título I - Dos Princípios Fundamentais. Art. 3o Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: ...
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Evidentemente, o Constituinte entende que nenhuma medida legal que restringe o bem de indivíduos por meio de preconceitos de idade é inadmissível. Adicionalmente:
Capítulo II - Dos Direitos Sociais. Art. 7o São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: ...
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
O Constituinte explicita que a discriminação por idade no exercício do trabalho viola direito do trabalhador. É verdade que a aposentadoria compulsória é assunto de leis, decretos, e até da própria Constituição:
Capítulo VII - Da Administração Pública, Seção II - Dos Servidores Públicos. Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios... § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados ...
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição;
Porém o artigo acima está em flagrante contradição com direitos fundamentais garantidos pela Constituição. É portanto necessário corrigir o deslize do Constituinte e eliminar toda e qualquer referência à aposentadoria compulsória por idade da Constituição e de todos os outros diplomas legais.
Alguém vai dizer que essa opinião é irrelevante porque não possuo diploma de advogado. Digam o que disserem, tanto se me dá. O leitor deve lembrar da intenção de certos membros do Congresso Nacional de instituir o voto indireto para o Congresso, em violação à cláusulas pétreas da Constituição. Enquanto a quase totalidade da imprensa e dos juristas se escondiam atrás de filigranas legais para focar a discussão em argumentos partidários, mesquinhos, e politiqueiros, esse blog se insurgiu contra a tentativa de golpe institucional e obteve sucesso completo: a proposta desapareceu das discussões.
Com a publicação deste artigo inicio campanha, deflagrada pela pergunta do Professor Cardoso, para acabar com a discriminação inconstitucional por idade. Espero que a campanha obtenha o mesmo sucesso retumbante que a campanha pela defesa do direito ao voto livre e direto promovida por este blog em 2011.
A aposentadoria compulsória discrimina por idade e viola um direito garantido pela Constituição do Brasil. Vejam:
Título I - Dos Princípios Fundamentais. Art. 3o Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: ...
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Evidentemente, o Constituinte entende que nenhuma medida legal que restringe o bem de indivíduos por meio de preconceitos de idade é inadmissível. Adicionalmente:
Capítulo II - Dos Direitos Sociais. Art. 7o São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: ...
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
O Constituinte explicita que a discriminação por idade no exercício do trabalho viola direito do trabalhador. É verdade que a aposentadoria compulsória é assunto de leis, decretos, e até da própria Constituição:
Capítulo VII - Da Administração Pública, Seção II - Dos Servidores Públicos. Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios... § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados ...
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição;
Porém o artigo acima está em flagrante contradição com direitos fundamentais garantidos pela Constituição. É portanto necessário corrigir o deslize do Constituinte e eliminar toda e qualquer referência à aposentadoria compulsória por idade da Constituição e de todos os outros diplomas legais.
Alguém vai dizer que essa opinião é irrelevante porque não possuo diploma de advogado. Digam o que disserem, tanto se me dá. O leitor deve lembrar da intenção de certos membros do Congresso Nacional de instituir o voto indireto para o Congresso, em violação à cláusulas pétreas da Constituição. Enquanto a quase totalidade da imprensa e dos juristas se escondiam atrás de filigranas legais para focar a discussão em argumentos partidários, mesquinhos, e politiqueiros, esse blog se insurgiu contra a tentativa de golpe institucional e obteve sucesso completo: a proposta desapareceu das discussões.
Com a publicação deste artigo inicio campanha, deflagrada pela pergunta do Professor Cardoso, para acabar com a discriminação inconstitucional por idade. Espero que a campanha obtenha o mesmo sucesso retumbante que a campanha pela defesa do direito ao voto livre e direto promovida por este blog em 2011.
27 janeiro 2012
Stone, steel, and fire
Heard NPR during lunch. Good news first, according to the analysts: more car & truck sales, housing starts. The bad news: rising cost of education & health. Question for the occasional economist visiting this blog: why is it that transactions in the "male" sectors of the economy - steel, fire, and stone - are considered as growth, a positive thing, while transactions in the "female" sectors - health and education - are considered as a drag to growth, a cost to be lowered?
As far as I know this is an invariant of the press coverage of economic news: North and South, right and left, deep or shallow. If you find a counter example in the African or Asian press, or perhaps in distant Northern Europe, please let me know.
I thought the science of economics was supposed to be without a judgement of value on specific products and services - if there is a consumer, a producer, and a market to clear the transaction, then you add to the national accounts without judging the value of the good. Personally I might think that a Cadillac, or a Canon photo camera, or an HP printer, just to give examples, is a pile of junk, worth less than the plastic used to manufacture it; but presumably it satisfies a need of the buyer, so the economist doesn't and shouldn't care.
The exception is the classification of the economy into 2 main sectors: "male" goods, and the "female" service sector which is not so good. (The one exception is the price of gasoline, which counts as a minus even though it is in the "fire" sector, presumably because it gets on the way of car sales. But when more gas is burnt, that's ok, so perhaps it's not a real exception.) Isn't this distinction anti-scientific?
As far as I know this is an invariant of the press coverage of economic news: North and South, right and left, deep or shallow. If you find a counter example in the African or Asian press, or perhaps in distant Northern Europe, please let me know.
I thought the science of economics was supposed to be without a judgement of value on specific products and services - if there is a consumer, a producer, and a market to clear the transaction, then you add to the national accounts without judging the value of the good. Personally I might think that a Cadillac, or a Canon photo camera, or an HP printer, just to give examples, is a pile of junk, worth less than the plastic used to manufacture it; but presumably it satisfies a need of the buyer, so the economist doesn't and shouldn't care.
The exception is the classification of the economy into 2 main sectors: "male" goods, and the "female" service sector which is not so good. (The one exception is the price of gasoline, which counts as a minus even though it is in the "fire" sector, presumably because it gets on the way of car sales. But when more gas is burnt, that's ok, so perhaps it's not a real exception.) Isn't this distinction anti-scientific?
20 janeiro 2012
Kodak
Someone linked to a bad article about Kodak, which reveals more about the writer and the paper that publishes it than about the photo company. Not completely wrong; but "some part of an error is always right" (yes, this is just an excuse to quote Tartakower.
My answer on G+: I found the article nonsense. It's essentially an apology for chief executives, which happens to be precisely the mission statement of Forbes and the WSJ. Sure the remote location in Rochester played a role - a small town lacks the positive externalities of a large own, such as a large and skilled workforce. And companies suffer or disappear when technology changes.
But Kodak was killed by bad management - for comparison, Fujifilm is doing fine; Digital Equipment and Data General were killed by bad management, not by their Boston location. Kodak's current CEO came from the HP printer business, and decided to remake Kodak as a competitor to his previous business - it must have been a decision borne out of personal desires for revenge, who would think of inkjet printing as a growth field in 2005? Sadly the story parallels HP itself - its former chief executive decided to remake HP into a competitor to the software business from which he had been fired, with equally disastrous results. And the destruction from HP follows from hiring a chief executive out of the team that destroyed AT&T and Bell Labs. Here we have a connection between the destruction of the 3 great American technology companies of the 20th century.
Kodak might have reinvented itself as smaller company using its leadership in digital sensors and other technologies - a point that the article ignores, looking only at the consumer camera side. But admitting that would violate the tenets of Forbes and the Journal: that a company has to grow; and that upper management can do no wrong unless it pays attention to the needs of employees, consumers, and society.
A better article by a competent journalist appears in a serious newspaper.
My answer on G+: I found the article nonsense. It's essentially an apology for chief executives, which happens to be precisely the mission statement of Forbes and the WSJ. Sure the remote location in Rochester played a role - a small town lacks the positive externalities of a large own, such as a large and skilled workforce. And companies suffer or disappear when technology changes.
But Kodak was killed by bad management - for comparison, Fujifilm is doing fine; Digital Equipment and Data General were killed by bad management, not by their Boston location. Kodak's current CEO came from the HP printer business, and decided to remake Kodak as a competitor to his previous business - it must have been a decision borne out of personal desires for revenge, who would think of inkjet printing as a growth field in 2005? Sadly the story parallels HP itself - its former chief executive decided to remake HP into a competitor to the software business from which he had been fired, with equally disastrous results. And the destruction from HP follows from hiring a chief executive out of the team that destroyed AT&T and Bell Labs. Here we have a connection between the destruction of the 3 great American technology companies of the 20th century.
Kodak might have reinvented itself as smaller company using its leadership in digital sensors and other technologies - a point that the article ignores, looking only at the consumer camera side. But admitting that would violate the tenets of Forbes and the Journal: that a company has to grow; and that upper management can do no wrong unless it pays attention to the needs of employees, consumers, and society.
A better article by a competent journalist appears in a serious newspaper.
18 janeiro 2012
13 janeiro 2012
Apple University next week?
Apple is planning an education event at the Guggenheim in NYC next week. Judging by how little attention the event is receiving from analysts, it promises to be big.
I believe Apple University will finally be announced. Judging by the lack of attention it has received during the 3 years since the first preparations were made public, Apple university promises to be significant. I guess it will be an educator support system, in the same way that the Apple store supports software developers, and the iTunes store supports musicians. I expect Apple university to include a richer set of educational and multimedia tools, beyond a distribution and sales system, and will not be surprised if, unlike the app and music stores, Apple funds part of the costs out of the generosity of Steve Jobs.
Privatdozenten of the world, rejoice! I am preparing my first two courses. Are you?
I believe Apple University will finally be announced. Judging by the lack of attention it has received during the 3 years since the first preparations were made public, Apple university promises to be significant. I guess it will be an educator support system, in the same way that the Apple store supports software developers, and the iTunes store supports musicians. I expect Apple university to include a richer set of educational and multimedia tools, beyond a distribution and sales system, and will not be surprised if, unlike the app and music stores, Apple funds part of the costs out of the generosity of Steve Jobs.
Privatdozenten of the world, rejoice! I am preparing my first two courses. Are you?
11 janeiro 2012
Why I'm voting for Huntsman in the primaries
If Huntsman is still running in March when Massachusetts holds primaries, he'll have my vote. Reasons include:
0 - I'm a Yankee independent and I can vote for whomsoever I want.
1 - Now that I am a US citizen and can spend as long as I wish outside the country, I don't want to be laughed at when I do.
4 - I don't want my daughters to be ashamed that a person without any morals or principles is running for president in their country.
5 - I am afraid someone who wants to fight the Cold War again, but this time make sure the Free World loses, might actually become president.
6 - I am afraid someone who wants to fight the Second World War again, but this time make sure the Free World loses, might actually become president.
9 - I believe the presidential election should have two candidates who are willing and able to actually think and talk about real issues.
Chances that I would actually vote against President Obama remain negligible.
0 - I'm a Yankee independent and I can vote for whomsoever I want.
1 - Now that I am a US citizen and can spend as long as I wish outside the country, I don't want to be laughed at when I do.
2 - Teddy Roosevelt, the last great Republican president, died of illnesses contracted in Brazil; as an apology I owe him a vote for someone he would at least consider worth shooting, perhaps even shooting with.
3 - I'm voting for my Worker's Party buddy Fernando Haddad for mayor of S Paulo this year, so I should vote right-wing in the Northern Hemisphere to balance.4 - I don't want my daughters to be ashamed that a person without any morals or principles is running for president in their country.
5 - I am afraid someone who wants to fight the Cold War again, but this time make sure the Free World loses, might actually become president.
6 - I am afraid someone who wants to fight the Second World War again, but this time make sure the Free World loses, might actually become president.
7 - I am afraid someone who wants to fight the Civil War again, but this time make sure that that government of the people, by the people, for the people, shall perish from the earth, might actually become president.
8 - I am afraid someone who wants to go back to the good old Depression era, but this time make sure we stay there, might actually become president.9 - I believe the presidential election should have two candidates who are willing and able to actually think and talk about real issues.
Chances that I would actually vote against President Obama remain negligible.
10 janeiro 2012
An engineer goes back to photography
I got stuck at a subtle point while thinking about complex barycenter methods for direct optimization. So I checked out news on the just announced Fujifilm X-Pro1. It is a fascinating piece of engineering.
A year ago I started looking at cameras because I wanted to take pictures again. Except for a toy camera, a gift to Hannah, and the iPhone, I had so far passed on digital photography. Actually I had barely photographed since she was born, my interest turned off by the gift of a Canon Rebel 2000 - a low point in the history of photo technology, the photographic equivalent of Windows Millenium Bug.
In any case, the photo industry has long been rather uninteresting. Engineering progress after the Asahi Pentax Spotmatic and the Olympus OM-1 was evolutionary, and uneven. Electronics was used to make film cameras more foolproof (bakachon in the unpc Japanese expression) with the predictable result that mostly fools wanted to use them. Exposure controls familiar to photographers were replaced by pre-programmed modes designed by marketers; classic rangefinders and focusing screens were killed by dubious autofocus schemes.
Then low-quality light sensors were matched to low-quality optics to start the digital photography revolution. The most successful brands, Canon and Nikon, were concerned with preserving their market share in the single lens reflex market rather than with advancing camera design - not that they didn't have very good engineers. Smaller makers fought the silly megapixel race. European brands abandoned any attempt at innovation for some notion of prestige - only Leica is left, catering to people stuck with pricey legacy lenses.
But things are changing. From unexpected corners: large Japanese corporations without a heavy commitment to the DSLR format, which is a lousy compromise that doesn't take good advantage of modern technology. Sony matched their electronics with optics and camera designs from traditional manufacturers. Fuji realized that the film business was disappearing, and made the best out of their technological expertise (unfortunately Kodak, which had a bigger lead, was occupied by HP executives who were passed over in the quest to destroy HP and proceeded to destroy Kodak instead). The new Fuji expands and explains the engineering design ideas that were present in the X100, the best camera ever made. Optics, electronics, materials science, mechanical design, signal processing, software and interfaces - it's all there. Read about it!
This all happened in the last year or so. Before that, both Sony and Fujifilm produced nondescript cameras. Olympus and Panasonic have the interesting 4/3 standard, but Sony and Fuji seem to be far ahead of everyone else. Nikon and Canon may be waking up - they have great engineering, but still fear that good designs will cannibalize their market share.
Meanwhile the pace of computer innovation is likely to slow. An interesting time for an engineer to go back to photography.
A year ago I started looking at cameras because I wanted to take pictures again. Except for a toy camera, a gift to Hannah, and the iPhone, I had so far passed on digital photography. Actually I had barely photographed since she was born, my interest turned off by the gift of a Canon Rebel 2000 - a low point in the history of photo technology, the photographic equivalent of Windows Millenium Bug.
In any case, the photo industry has long been rather uninteresting. Engineering progress after the Asahi Pentax Spotmatic and the Olympus OM-1 was evolutionary, and uneven. Electronics was used to make film cameras more foolproof (bakachon in the unpc Japanese expression) with the predictable result that mostly fools wanted to use them. Exposure controls familiar to photographers were replaced by pre-programmed modes designed by marketers; classic rangefinders and focusing screens were killed by dubious autofocus schemes.
Then low-quality light sensors were matched to low-quality optics to start the digital photography revolution. The most successful brands, Canon and Nikon, were concerned with preserving their market share in the single lens reflex market rather than with advancing camera design - not that they didn't have very good engineers. Smaller makers fought the silly megapixel race. European brands abandoned any attempt at innovation for some notion of prestige - only Leica is left, catering to people stuck with pricey legacy lenses.
But things are changing. From unexpected corners: large Japanese corporations without a heavy commitment to the DSLR format, which is a lousy compromise that doesn't take good advantage of modern technology. Sony matched their electronics with optics and camera designs from traditional manufacturers. Fuji realized that the film business was disappearing, and made the best out of their technological expertise (unfortunately Kodak, which had a bigger lead, was occupied by HP executives who were passed over in the quest to destroy HP and proceeded to destroy Kodak instead). The new Fuji expands and explains the engineering design ideas that were present in the X100, the best camera ever made. Optics, electronics, materials science, mechanical design, signal processing, software and interfaces - it's all there. Read about it!
This all happened in the last year or so. Before that, both Sony and Fujifilm produced nondescript cameras. Olympus and Panasonic have the interesting 4/3 standard, but Sony and Fuji seem to be far ahead of everyone else. Nikon and Canon may be waking up - they have great engineering, but still fear that good designs will cannibalize their market share.
Meanwhile the pace of computer innovation is likely to slow. An interesting time for an engineer to go back to photography.
09 janeiro 2012
Randall Stross's columns
Letter to the NYTimes:
Dears,
I'm an avid reader of the Times. I am also a professor of electrical engineering.
If you would like my advice, I'm writing to say that Randall Stross's columns are mixture of the obvious with the obviously wrong. Some people may disagree, but his writing is well below the NYTimes' standard. It pains me that no one seems to have noticed that a paper that prints columns by Paul Krugman and David Pogue, among others, could do a lot better in the area of internet and digital communications.
Thanks for considering the opinions of your readers!
Sincerely, Felipe Pait
Dears,
I'm an avid reader of the Times. I am also a professor of electrical engineering.
If you would like my advice, I'm writing to say that Randall Stross's columns are mixture of the obvious with the obviously wrong. Some people may disagree, but his writing is well below the NYTimes' standard. It pains me that no one seems to have noticed that a paper that prints columns by Paul Krugman and David Pogue, among others, could do a lot better in the area of internet and digital communications.
Thanks for considering the opinions of your readers!
Sincerely, Felipe Pait
08 janeiro 2012
Bode's integral formula
Bode's integral formula can be useful for:
a) People who can't keep a plan, and continue making phone calls until there is a communication failure.
b) People who check their GPS repeatedly until they get lost.
07 janeiro 2012
Denúncia de corrupção no futebol
Só tenho uma coisa a dizer, correndo o risco de ser repetitivo:
O Corinthians quando ganha,
Alegria do povão.
O Corinthians quando perde,
O juiz é que é ladrão!
Se a vitória é roubada,
Alegria é dobrada.
Se a derrota merecida,
Pega os porco na saída!
O Corinthians quando ganha,
Alegria do povão.
O Corinthians quando perde,
O juiz é que é ladrão!
Se a vitória é roubada,
Alegria é dobrada.
Se a derrota merecida,
Pega os porco na saída!
06 janeiro 2012
Joint Mathematics Meeting seen by an engineer
I am attending the Joint Mathematics Meeting as a form of vacation, and will share some observations with the three of you. It is much larger than the IEEE Control and Decision Conference. The crowd is a lot more diverse than the usual bunch of engineers. Mathematics is a much wider subject.
I am mostly attending plenary talks (called invited addresses). The regular sessions are very specialized, not unlike a controls conference, and probably incomprehensible for the uninitiated - a category that for many talks includes pretty much anyone but the coauthors.
Some addresses are very good, and a good fraction are given by women. Conjecture: the 2 facts are related. However they are not heavily attended. Perhaps because the math community is more fragmented, and because there are parallel sessions simultaneous with the plenaries. In general the schedule is a non Cartesian mess. The sessions are not synchronized, and the presentation timing is not uniform. Session hopping would be a challenge. Brings to mind the schedule that an Usp student has to fight against.
The best engineering work holds its intellectual ground compared to the mathematics presentations, but there may be a higher proportion of high level work in mathematics. Control theory in the math community seems to occupy a small corner of math, and cover a small corner of controls. Mathematical control theory at an engineering conference is richer.
The PC is dead. Mostly you see Macs around, many iPads, and a few PC, probably mostly running some sort of Linux. Windows is becoming a niche product for people under the yoke of corrupt and incompetent information technology managers, or left-wingnut government trade protectionists.
The exhibits are incomparably better than at a control conference. More better books by many more publishers, plus puzzles, artwork, t-shirts, and the like. Unfortunately the scarves for sale do not have mathematical motives or patterns - it is cold in Boston.
I am mostly attending plenary talks (called invited addresses). The regular sessions are very specialized, not unlike a controls conference, and probably incomprehensible for the uninitiated - a category that for many talks includes pretty much anyone but the coauthors.
Some addresses are very good, and a good fraction are given by women. Conjecture: the 2 facts are related. However they are not heavily attended. Perhaps because the math community is more fragmented, and because there are parallel sessions simultaneous with the plenaries. In general the schedule is a non Cartesian mess. The sessions are not synchronized, and the presentation timing is not uniform. Session hopping would be a challenge. Brings to mind the schedule that an Usp student has to fight against.
The best engineering work holds its intellectual ground compared to the mathematics presentations, but there may be a higher proportion of high level work in mathematics. Control theory in the math community seems to occupy a small corner of math, and cover a small corner of controls. Mathematical control theory at an engineering conference is richer.
The PC is dead. Mostly you see Macs around, many iPads, and a few PC, probably mostly running some sort of Linux. Windows is becoming a niche product for people under the yoke of corrupt and incompetent information technology managers, or left-wingnut government trade protectionists.
The exhibits are incomparably better than at a control conference. More better books by many more publishers, plus puzzles, artwork, t-shirts, and the like. Unfortunately the scarves for sale do not have mathematical motives or patterns - it is cold in Boston.
27 dezembro 2011
Cabral e a longitude
Comecei a ler Longitude, de Dava Sobel, e logo no começo aprendi uma coisa. É perfeitamente plausível que Cabral tenha se perdido no meio do Atlântico e não soubesse que estava a mais de 30 graus de longitude oeste da costa da África. A tecnologia da época não fornecia medidas de longitude, que em alto mar só podia ser estimada a partir de medidas de velocidade. Os erros da medida de velocidade iam se somando ao calcular a posição - fenômeno bem conhecido de quem estuda navegação inercial - e causaram desastres piores do que a descoberta do Brasil ;-)
As navegações portuguesas se orientavam pela costa da África, e seguiam a Volta do Mar que aproveitava os ventos permanentes favoráveis no meio do Atlântico. Na falta de vento, a localização em alto mar era incerta.
No meu tempo de escola ensinavam que não era plausível um engano dessa magnitude. Isso demonstrava que a viagem de Cabral que resultou na assim-chamada descoberta do Brasil tinha sido algum tipo de conspiração de forças ocultas. A explicação não era muito coerente com a curta estadia de Cabral no Brasil - 2 semanas, tempo para reabastecer e rezar 2 missas - mas o atrativo da teoria da conspiração era irresistível. Não sei como explicam na escola hoje - não caiu no vestibular - mas a versão da Wikipedia é mais cautelosa e apenas indica que o desvio de rota pode ter sido intencional. A teoria de conspiração não resiste ao estudo da história, que de qualquer forma é muito mais interessante.
As navegações portuguesas se orientavam pela costa da África, e seguiam a Volta do Mar que aproveitava os ventos permanentes favoráveis no meio do Atlântico. Na falta de vento, a localização em alto mar era incerta.
No meu tempo de escola ensinavam que não era plausível um engano dessa magnitude. Isso demonstrava que a viagem de Cabral que resultou na assim-chamada descoberta do Brasil tinha sido algum tipo de conspiração de forças ocultas. A explicação não era muito coerente com a curta estadia de Cabral no Brasil - 2 semanas, tempo para reabastecer e rezar 2 missas - mas o atrativo da teoria da conspiração era irresistível. Não sei como explicam na escola hoje - não caiu no vestibular - mas a versão da Wikipedia é mais cautelosa e apenas indica que o desvio de rota pode ter sido intencional. A teoria de conspiração não resiste ao estudo da história, que de qualquer forma é muito mais interessante.
21 dezembro 2011
Sinclair, BBC, and Acorn computers
Acorn Computers grew in Cambridge, England. It evolved in cooperation and competition with products such as the Sinclair home computer, a ludicrously inexpensive machine from the time of the Apple II and the TRS 80. Acorn's defining product was the BBC computer - developed and marketed in cooperation with the British broadcaster.
To improve on the BBC computer's 6502 processor, Acorn developed an architecture called the Acorn Risc Machine. I wrote previously about the Risc x Cisc war, which the former is winning decisively though somewhat belatedly. Acorn doesn't exist anymore; but its Risc architecture, owned by a former subsidiary called ARM, has a 95% market share of smartphone processors.
ARM is the only relevant alternative to the Intel processor architecture, despite (or because) its socialist taxpayer-funded state-owned origins. It is always instructive to remember the history of the computer industry. Wikipedia links are provided for the benefit of the younger, the forgetful, and the non-geeks.
To improve on the BBC computer's 6502 processor, Acorn developed an architecture called the Acorn Risc Machine. I wrote previously about the Risc x Cisc war, which the former is winning decisively though somewhat belatedly. Acorn doesn't exist anymore; but its Risc architecture, owned by a former subsidiary called ARM, has a 95% market share of smartphone processors.
ARM is the only relevant alternative to the Intel processor architecture, despite (or because) its socialist taxpayer-funded state-owned origins. It is always instructive to remember the history of the computer industry. Wikipedia links are provided for the benefit of the younger, the forgetful, and the non-geeks.
19 dezembro 2011
Adeus Saab
Num passado muito remoto, numa galáxia distante, minha escola primária, o Externato Pequeno Príncipe, fez uma excursão para as Minas Gerais. Visitamos as cidades históricas, a gruta de Maquiné, ficamos alojados no Mineirão infestado de pernilongos. Mas esse post é sobre outro tipo de nostalgia - o saudosismo tecnológico.
O motorista que nos levou tinha muito orgulho de seu ônibus Scania Vabis. Recordo bem do motorista, encostado nas escadas do ônibus em uma parada na estrada, contando aos meninos do grupo que o Mercedes era o Fusca das estradas; mas ônibus de qualidade mesmo era o Scania. Nunca vou dirigir um ônibus, mas gostaria de ter dirigido um Saab-Scania - um carro escandinavo originado na Escânia. O Saab nunca foi vendido a sério no Brasil; e nas 2 oportunidades que tive para comprar um carro nos Estados Unidos, por motivos práticos as escolhas foram Renault e Volkswagen.
Nos anos 90 a fabricante de carros Saab se separou da Scania e se juntou à GM. O início do fim de uma fabricante pequena e inventiva. Agora a Saab fechou de vez. Não terei a oportunidade de ser motorista de um Scania Vabis. Nem de viajar no último dos vapores transatlânticos - o Eugênio C foi para Alang em 2005.
O motorista que nos levou tinha muito orgulho de seu ônibus Scania Vabis. Recordo bem do motorista, encostado nas escadas do ônibus em uma parada na estrada, contando aos meninos do grupo que o Mercedes era o Fusca das estradas; mas ônibus de qualidade mesmo era o Scania. Nunca vou dirigir um ônibus, mas gostaria de ter dirigido um Saab-Scania - um carro escandinavo originado na Escânia. O Saab nunca foi vendido a sério no Brasil; e nas 2 oportunidades que tive para comprar um carro nos Estados Unidos, por motivos práticos as escolhas foram Renault e Volkswagen.
Nos anos 90 a fabricante de carros Saab se separou da Scania e se juntou à GM. O início do fim de uma fabricante pequena e inventiva. Agora a Saab fechou de vez. Não terei a oportunidade de ser motorista de um Scania Vabis. Nem de viajar no último dos vapores transatlânticos - o Eugênio C foi para Alang em 2005.
18 dezembro 2011
Barça
Não consegui assistir o baile, mas fica claro que o futebol europeu está em grande fase: 30 anos depois de começarem a importar craques como Falcão e o Dr Sócrates, os europeus estão aprendendo a jogar futebol. Venceram 2 copas do mundo em seguida, pela 1a vez em 3 gerações; e sem roubar, pela 1a vez desde....... (quantas vezes algum país europeu tinha vencido a copa do mundo usando talentos futebolísticos mais do que os talentos de prata?). Clubes europeus ganharam 5 copas da Fifa seguidas, e estão se aproximando dos sul-americanos em títulos interclubes intercontinentais.
O Barça do Cruyff, o maior futebolista europeu, é mesmo um timaço. Uma democracia corintiana que deu certo.
07 dezembro 2011
Prêmio Excelência, 2011
Poste escrito sobre o Prêmio Excelência Acadêmica Institucional USP. O prêmio não foi pago pelo ano 2010, com o pretexto que algum índice caiu - tem mais índice de desempenho do que universidade no mundo, então sempre tem um que sobe, outro que desce. Para 2011 vamos receber dobrado, e mais uma explicação de cafezinho: além de algum índice ter subido, não houve greve. Já sabemos o critério para premiar todo mundo igualmente!
4 types of photo camera
I did some research and I'd say there are now 4 types of camera. At the high end, professional cameras with large sensors (APSC or larger), meant to be used with several lenses: fast normal, telephoto, wide-angle, and macro. At the low end, telephones are always in your pocket. Cameras that have small sensors but don't make phone calls no longer make sense, even if they are cheap. Note that the main spec that affects picture quality is sensor size, assuming that you have the camera with you - a large and heavy camera that stays at home doesn't take any pictures, good or bad.
In the middle there are 2 types: cameras that amateurs use when they want to look like pros, and cameras that pros use when they are not on assignment. The first are prosumer digital SLRs. If you carry only one zoom lens the advantage of a large sensor is unclear, but the weight is still there. The latter are the interesting ones: the ones we should reserve the word "camera" for. They all try to be more or less like Leica rangefinders. Choices include Fujifilm X100; Leica X1; Olympus and Panasonic micro 4/3 mirrorless cameras; and Sony NEX. The Nikon 1 cameras are in the low end of the range, because their sensor is barely large enough to get them out of the "telephone" category. In fact the Nikon 1 format is pretty much the only sensor with intermediate size. The Fujifilm X10 is nice but not quite there. I still like Pentax but I believe their Q format is a flop.
All have prices in the range of a prosumer digital single lens reflex. Among them I think it's a question of personal preference. I find the X100, with manual controls and a hybrid viewfinder, the most interesting one, although it has a fixed non-zoom non-image stabilized lens. Or because of that - zoom with your feet and stabilize with your hands. The Leica is a Leica. Micro 4/3 has more lenses available. I bet that Sony will be the most successful in the market. And Nikon knows what they are doing, even with a smaller sensor.
(Reposted from a comment on And now for something completely different… Cameras!)
In the middle there are 2 types: cameras that amateurs use when they want to look like pros, and cameras that pros use when they are not on assignment. The first are prosumer digital SLRs. If you carry only one zoom lens the advantage of a large sensor is unclear, but the weight is still there. The latter are the interesting ones: the ones we should reserve the word "camera" for. They all try to be more or less like Leica rangefinders. Choices include Fujifilm X100; Leica X1; Olympus and Panasonic micro 4/3 mirrorless cameras; and Sony NEX. The Nikon 1 cameras are in the low end of the range, because their sensor is barely large enough to get them out of the "telephone" category. In fact the Nikon 1 format is pretty much the only sensor with intermediate size. The Fujifilm X10 is nice but not quite there. I still like Pentax but I believe their Q format is a flop.
All have prices in the range of a prosumer digital single lens reflex. Among them I think it's a question of personal preference. I find the X100, with manual controls and a hybrid viewfinder, the most interesting one, although it has a fixed non-zoom non-image stabilized lens. Or because of that - zoom with your feet and stabilize with your hands. The Leica is a Leica. Micro 4/3 has more lenses available. I bet that Sony will be the most successful in the market. And Nikon knows what they are doing, even with a smaller sensor.
(Reposted from a comment on And now for something completely different… Cameras!)
03 dezembro 2011
Questões erradas na Fuvest 2012
Havia 3 questões erradas na prova da Fuvest 2012. O tipo de erro era semelhante: a questão podia ser resolvida seguindo os passos que se espera do estudante, levando a uma das alternativas apresentadas, mas a resposta era incompatível com o mundo real.
A questão 62 da prova V pedia cálculos sobre os ângulos de um hexágono convexo. Os cálculos mostravam que pelo menos um ângulo do polígono era maior ou igual a 180°, portanto não podia ser um hexágono convexo. Matemática sendo um assunto relativamente fácil, os professores de cursinho descobriram o erro e a questão foi anulada. Note que não falei que a prova de matemática era fácil - pelo contrário, achei de longe a prova mais difícil.
A questão 74 da prova V trazia um texto cuja interpretação era dada na alternativa E: "o principal motivo da adoção da mão de obra de origem africana era o fato de que esta precisava ser transportada de outro continente, o que implicava a abertura de um rentável comércio para a metrópole...". De fato o texto afirmava isso, portanto como questão de interpretação de texto a alternativa está correta. Porém a afirmação não faz sentido. A escravidão no Brasil só foi estabelecida pelos colonizadores porque a venda dos produtos do trabalho escravo na Europa era rentável. Caso contrário, o tráfico de escravos africanos não traria qualquer lucro. Um estudante que raciocinasse a respeito da alternativa, sem estar inoculado contra o viés ideológico que produz esse tipo de explicação absurda, não encontraria nenhuma alternativa correta. Talvez pela maior complexidade do tema, o erro não foi detectado pelos professores de cursinho.
Finalmente, segundo a resposta "correta" da questão 22 da prova V: "Uma das consequências do “efeito estufa” é o aquecimento dos oceanos. Esse aumento de temperatura provoca .... menor dissolução de CO2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de menor quantidade desse gás pelo fitoplâncton, contribuindo, assim, para o aumento do efeito estufa global." O estudante poderia lembrar que a absorção de CO2 pelos oceanos ajuda a diminuir o o efeito estufa, que é causado em grande parte pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera. A maior concentração de CO2 no ar aumenta a proporção de CO2 entre os gases absorvidos pelos oceanos, um efeito contrário à diminuição da dissolução de ar na água devida ao aumento da temperatura. O efeito descrito na questão, embora seja a resposta "correta", é menos importante. Esse erro também não levou a anulação da questão.
Conclusão: a prova de matemática é a mais difícil, apesar de matemática ser a ciência mais fácil.
A questão 62 da prova V pedia cálculos sobre os ângulos de um hexágono convexo. Os cálculos mostravam que pelo menos um ângulo do polígono era maior ou igual a 180°, portanto não podia ser um hexágono convexo. Matemática sendo um assunto relativamente fácil, os professores de cursinho descobriram o erro e a questão foi anulada. Note que não falei que a prova de matemática era fácil - pelo contrário, achei de longe a prova mais difícil.
A questão 74 da prova V trazia um texto cuja interpretação era dada na alternativa E: "o principal motivo da adoção da mão de obra de origem africana era o fato de que esta precisava ser transportada de outro continente, o que implicava a abertura de um rentável comércio para a metrópole...". De fato o texto afirmava isso, portanto como questão de interpretação de texto a alternativa está correta. Porém a afirmação não faz sentido. A escravidão no Brasil só foi estabelecida pelos colonizadores porque a venda dos produtos do trabalho escravo na Europa era rentável. Caso contrário, o tráfico de escravos africanos não traria qualquer lucro. Um estudante que raciocinasse a respeito da alternativa, sem estar inoculado contra o viés ideológico que produz esse tipo de explicação absurda, não encontraria nenhuma alternativa correta. Talvez pela maior complexidade do tema, o erro não foi detectado pelos professores de cursinho.
Finalmente, segundo a resposta "correta" da questão 22 da prova V: "Uma das consequências do “efeito estufa” é o aquecimento dos oceanos. Esse aumento de temperatura provoca .... menor dissolução de CO2 nas águas oceânicas, o que leva ao consumo de menor quantidade desse gás pelo fitoplâncton, contribuindo, assim, para o aumento do efeito estufa global." O estudante poderia lembrar que a absorção de CO2 pelos oceanos ajuda a diminuir o o efeito estufa, que é causado em grande parte pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera. A maior concentração de CO2 no ar aumenta a proporção de CO2 entre os gases absorvidos pelos oceanos, um efeito contrário à diminuição da dissolução de ar na água devida ao aumento da temperatura. O efeito descrito na questão, embora seja a resposta "correta", é menos importante. Esse erro também não levou a anulação da questão.
Conclusão: a prova de matemática é a mais difícil, apesar de matemática ser a ciência mais fácil.
28 novembro 2011
Fuvest 2012
O vestibular se repete como farsa. Três décadas mais um ano após a Fuvest 1980, que 2 dos 3 leitores devem lembrar, fui ontem fazer vestibular.
Porque? Um dia tomando cafezinho na Usp, ou talvez durante alguma reunião, um colega diz: "O problema da Usp é o vestibular, que não seleciona os melhores alunos" ou qualquer coisa assim. Será? Fui conferir. Da próxima vez, se não puder trazer o McLuhan para a conversa, pelo menos posso dizer "Há quanto tempo o lídimo colega não faz vestibular?"
Antes que perguntem: não vou fazer a 2a fase, não vou tirar vaga de ninguém, não vou fazer Usp de novo.
Fiz o exame na Fac S Judas, do lado do metrô Butantã. As salas de aula são limpas, com iluminação adequada e ventiladores silenciosos. Como cortesia a faculdade distribuiu de brinde uma caneta azul e um lápis verde, inútil durante a prova. A prova começou com 40 minutos de atraso "porque o coordenador teve que resolver um problema com um aluno". Não houve outros problemas de organização.
A prova com 90 questões é difícil, mas me pareceu muito bem feita. Nenhuma questão errada; 1 ou 2 com respostas dúbias, baseadas em teorias históricas marxistas vulgares ou coisa assim, que revelam mais sobre a filosofia uspiana do que comprometem o vestibular. Uma em 10 questões, talvez menos, recaem na "decoreba": saber o nome de uma ou outra organela celular, tratado de Methuen, ou nomes de personagens de romances.
Surpresa: de longe a prova mais difícil é matemática. Tinha que achar a soma dos ângulos internos de um hexágono. Era para os alunos saberem ou deduzirem? Falta espaço para fazer as contas intermediárias na margem. Talvez eles esperem que os vestibulandos usem atalhos e fórmulas que eu não lembro. Quase todas as questões exigem pensar em diversos passos intermediários. Não me parece que a dificuldade da prova é desejável. O assunto em que todos acertam menos é um assunto que faz menos diferença na classificação. Dá mais um motivo para o pessoal estudar menos matemática. Mas as questões em si são bem feitas.
Física é bem mais fácil, não caem exercícios trabalhosos com máquinas de Rube Goldberg. Química eu sei menos, e biologia não sei, mas dá para sentir que as provas são razoáveis. Tinha uma questão discriminatória contra pessoas de uma certa idade, perguntando o que acontece com o cristalino quando o olho muda o foco de longe para perto. Com o meu, não acontece nada. Vou pedir um ponto a mais para os presbíopes ;-)
História e geografia são as partes mais fáceis. É mais interpretação de texto do que lembrar um lista longa de fatos históricos. Não caiu a guerra do Peloponeso. Quem lê jornal, passa. A prova de inglês é curta e bem feita - interpretação de textos jornalísticos. Português tem uma coisa estranha: diversas perguntas sobre detalhes dos livros do ano. É uma opção da Fuvest. Quem faz a prova fora do contexto pergunta: porque esses livros e não outros? Uns não li, outros não lembro. Mas para o vestibulando não é difícil: um ano para ler uma dúzia de livros. Uma boa preparação para a universidade. Não cai aquela inútil gramática de vestibular.
O total geral é que a prova é cansativa. Acho que deve ser mais fácil aos 18 anos. Mas 5 horas sentado na carteira dura pensando e escrevendo não é moleza. Acho que a prova poderia ter 60 a 70 questões sem prejuízo da avaliação. Decerto o que acontece é que cada um quer incluir sua parte, e não enxergam a desvantagem da prova longa. Então está aí porque fiz a prova: só sentando lá você sabe como é a vida do aluno.
Na saída, por alegre coincidência, encontrei 2 amigos, pais de estudantes que faziam a prova no mesmo lugar. Boa sorte para todos, que encontrem uma escola onde serão felizes. Outra hora confiro o gabarito.
Porque? Um dia tomando cafezinho na Usp, ou talvez durante alguma reunião, um colega diz: "O problema da Usp é o vestibular, que não seleciona os melhores alunos" ou qualquer coisa assim. Será? Fui conferir. Da próxima vez, se não puder trazer o McLuhan para a conversa, pelo menos posso dizer "Há quanto tempo o lídimo colega não faz vestibular?"
Antes que perguntem: não vou fazer a 2a fase, não vou tirar vaga de ninguém, não vou fazer Usp de novo.
Fiz o exame na Fac S Judas, do lado do metrô Butantã. As salas de aula são limpas, com iluminação adequada e ventiladores silenciosos. Como cortesia a faculdade distribuiu de brinde uma caneta azul e um lápis verde, inútil durante a prova. A prova começou com 40 minutos de atraso "porque o coordenador teve que resolver um problema com um aluno". Não houve outros problemas de organização.
A prova com 90 questões é difícil, mas me pareceu muito bem feita. Nenhuma questão errada; 1 ou 2 com respostas dúbias, baseadas em teorias históricas marxistas vulgares ou coisa assim, que revelam mais sobre a filosofia uspiana do que comprometem o vestibular. Uma em 10 questões, talvez menos, recaem na "decoreba": saber o nome de uma ou outra organela celular, tratado de Methuen, ou nomes de personagens de romances.
Surpresa: de longe a prova mais difícil é matemática. Tinha que achar a soma dos ângulos internos de um hexágono. Era para os alunos saberem ou deduzirem? Falta espaço para fazer as contas intermediárias na margem. Talvez eles esperem que os vestibulandos usem atalhos e fórmulas que eu não lembro. Quase todas as questões exigem pensar em diversos passos intermediários. Não me parece que a dificuldade da prova é desejável. O assunto em que todos acertam menos é um assunto que faz menos diferença na classificação. Dá mais um motivo para o pessoal estudar menos matemática. Mas as questões em si são bem feitas.
Física é bem mais fácil, não caem exercícios trabalhosos com máquinas de Rube Goldberg. Química eu sei menos, e biologia não sei, mas dá para sentir que as provas são razoáveis. Tinha uma questão discriminatória contra pessoas de uma certa idade, perguntando o que acontece com o cristalino quando o olho muda o foco de longe para perto. Com o meu, não acontece nada. Vou pedir um ponto a mais para os presbíopes ;-)
História e geografia são as partes mais fáceis. É mais interpretação de texto do que lembrar um lista longa de fatos históricos. Não caiu a guerra do Peloponeso. Quem lê jornal, passa. A prova de inglês é curta e bem feita - interpretação de textos jornalísticos. Português tem uma coisa estranha: diversas perguntas sobre detalhes dos livros do ano. É uma opção da Fuvest. Quem faz a prova fora do contexto pergunta: porque esses livros e não outros? Uns não li, outros não lembro. Mas para o vestibulando não é difícil: um ano para ler uma dúzia de livros. Uma boa preparação para a universidade. Não cai aquela inútil gramática de vestibular.
O total geral é que a prova é cansativa. Acho que deve ser mais fácil aos 18 anos. Mas 5 horas sentado na carteira dura pensando e escrevendo não é moleza. Acho que a prova poderia ter 60 a 70 questões sem prejuízo da avaliação. Decerto o que acontece é que cada um quer incluir sua parte, e não enxergam a desvantagem da prova longa. Então está aí porque fiz a prova: só sentando lá você sabe como é a vida do aluno.
Na saída, por alegre coincidência, encontrei 2 amigos, pais de estudantes que faziam a prova no mesmo lugar. Boa sorte para todos, que encontrem uma escola onde serão felizes. Outra hora confiro o gabarito.
15 novembro 2011
Eleição para prefeito
Vai ser uma boa eleição para prefeito em S Paulo ano que vem.
1 - Gilberto Kassab tem sido um bom prefeito: administrou a cidade de forma decente e mostrou coragem ao enfrentar o lobby dos donos de automóvel e vetar a lei pró homofobia. Quem tiver o apoio dele merece ao menos consideração.
2 - O melhor grande partido em S Paulo e no Brasil é o Psdb. O candidato tucano, seja lá quem for, em princípio é um bom candidato.
3 - O partido com as melhores propostas, as mais relevantes para o bem estar do cidadão, é o partido Verde.
4 - O velho Partidão é hoje coerente, honesto, e desempenha um papel muito construtivo. Soninha é mais uma boa candidata.
5 - Não tenho como não votar no Haddad, amigo pessoal de longa data, o melhor ministro de 3 governos bem sucedidos. Os outros candidatos do Pt eram ruins, o Lula acertou em impor sua preferência.
No total, talvez 5 candidatos que prometem, ou pelo menos não assustam. Vamos dar um desconto, porque nos próximos meses é bem provável que alguns desses partidos façam uma escolha infeliz. Mesmo assim, o Brasil está realmente mudando para melhor, antigamente era raro ter mais de uma escolha não nefasta. Infelizmente o mesmo não se pode dizer dos demais países do G20 ;-)
22 outubro 2011
Jacaré - para a 317 Band 80
Apesar do quórum nulo, logaritmicamente falando, fui testar e aprovar o Jacaré, um boteco já estabelecido na V Madalena há 4 lustros. Apesar de mais recente que a 317 Bandeirantes 1980, depois que o Bartolo fechou é um dos mais antigos do pedaço. Frequentei outrora com a Susanna, quando éramos jovens apaixonados.
Sem empinar ares, é sempre bem procurado por uma clientela variada. O ambiente é correto, o som não ensurdece embora tenha mais volume que melodia.
A comida de bar é caprichada. Pedi uma alheira, afinal hoje é shabbat. Servida de forma apropriada: acompanhada de pão, molho de cebola, farofa, ovo, e verdura, de forma que comer no bar não significa abrir mão de uma refeição saudável. O contrário do que se vê em estabelecimentos voltados para um público emergente ou em bairros nouveau riche, onde a clientela tende a deglutir quase que exclusivamente alimentos outrora considerados de maior prestígio pelas pessoas que tem a necessidade de afirmar seu status através da mesa - nesses as porções são compostas quase que exclusivamente por carne.
Se optarem pelo Jacaré para o próximo evento, só não recomendo a Brahma Extra, uma cerveja meio aguada, sem arestas, de sabor pouco definido, mais ao gosto de emergentes que tentam imitar os sabores padronizados norte-americanos ou talvez alemães. A Brahma comum tem um sabor característico de antigamente, e deve ser preferida em qualquer ocasião.
O Jacaré continua movimentado após a virar a madrugada. A noite está bonita, eu voltei para casa.
19 outubro 2011
A Usp pequena
Praça do Por do Sol. Em cima da velha Estrada da Boiada. O único lugar de onde se vê como a Usp é pequena.
10 outubro 2011
Linear systems theory wins economics Nobel
I teach the introductory graduate linear systems theory course at Usp. I also talk about system identification in a 5th year undergraduate controls course. I find the 2011 Nobel prize in economics pathetic. How do you say "vergonha alheia" in English?
As far as I can tell the prize went for an application of linear systems and the Kalman filter. It's all in Eduardo Sontag's, or maybe better in Ljung's book, there's some statistics thrown in. Linear systems applied to the economy give spectacularly bad predictions - the economy is inherently nonlinear, as the presence of multiple equilibria shows. To a non-economist, giving a Nobel for linear systems theory appears similar to rewarding an explanation of gravitation that relies on Galilean transformation, instead of on Lorenz transformations the way Einstein did it.
I am indignant. But then I am not an economist. And Einstein didn't receive a Nobel for relativity. Maybe economists know better. Alright, I'm exaggerating a little, and maybe they did something else that I don't know about. I posted my opinion in blogs of people who know a lot more than I do and whom I deeply respect and admire. I may well be wrong. Links below.
NYTimes
Mão visível
Mão visível Its is also in my grad course's Moodle (not public, copied below):
As far as I can tell the prize went for an application of linear systems and the Kalman filter. It's all in Eduardo Sontag's, or maybe better in Ljung's book, there's some statistics thrown in. Linear systems applied to the economy give spectacularly bad predictions - the economy is inherently nonlinear, as the presence of multiple equilibria shows. To a non-economist, giving a Nobel for linear systems theory appears similar to rewarding an explanation of gravitation that relies on Galilean transformation, instead of on Lorenz transformations the way Einstein did it.
I am indignant. But then I am not an economist. And Einstein didn't receive a Nobel for relativity. Maybe economists know better. Alright, I'm exaggerating a little, and maybe they did something else that I don't know about. I posted my opinion in blogs of people who know a lot more than I do and whom I deeply respect and admire. I may well be wrong. Links below.
NYTimes
Mão visível
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PTC5820 - 5 » Fóruns » Fórum de notícias » Nobel de economia Nobel de economia por Felipe Pait - segunda, 10 outubro 2011, 11:01 O Nobel de economia desse ano foi para a teoria de sistemas lineares. http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/economics/laureates/2011/ecoadv11.pdf Na verdade uma versão light do nosso curso, até onde eu percebo pouco além do trabalho do Kalman. Eu acho que não valia um Nobel. Sistemas lineares aplicados à economia resultam em previsões espetacularmente erradas, porque os fenômenos fundamentais são inerentemente não-lineares. Seria como uma teoria da gravitação usando transformações de Galileu, em vez das transformações de Lorenz que o Einstein usou. Mas eu não sou economista. E o Einstein não ganhou prêmio Nobel pela relatividade. Então talvez os economistas e os suecos estejam corretos. Talvez os premiados tenham feito alguma outra coisa. São brancos, que se entendam.
01 outubro 2011
Redução de aulas de português e matemática
A secretaria de educação do estado de S Paulo estuda reduzir o número de horas de aula de português e matemática. Faz sentido.
Não é bom aumentar o número de horas de aula. Muitas horas na sala de aula são contraproducentes. Só servem para cansar e desmotivar o aluno, e para reduzir a possibilidade de pensamento independente. Alunos não prestam atenção a aulas em excesso, e em geral simplesmente cabulam. Quem acha que os alunos não faltam porque há controle de presença é só quem dá aulas de costas para a sala.
Os melhores meios de aprender português e matemática não são aulas de gramática e aritmética. Estudar ciência e história é muito mais eficaz e motivante. Gramática e redações de colégio são uma chatice, pouco conectadas com a língua viva, e infelizmente a álgebra do colégio também é ensinada assim. Discorda? Pergunte para algum aluno de colégio sobre o determinante da matriz de Vandermonde.
O lado ruim é o que se propõe no lugar. Ensino de espanhol é picaretagem. É um fato conhecido que quem sabe o português direito se comunica perfeitamente com quem sabe o espanhol direito. Quem lê português tem acesso a toda a literatura e jornalismo em língua espanhola internacionais. Umas aulinhas tipo "El libro está sobre la mesa" vão ser uma regressão. Com o inglês não é assim. E o inglês é a língua franca para a maior parte da humanidade, que não tem outra língua em comum. Aulas de inglês são muito mais úteis.
Sociologia e filosofia vão ser aulas de doutrinação ideológica pela máfia dos sindicatos e das faculdades de educação. Com provinhas para ver se os alunos pensam certo. Na melhor da hipóteses, uma perda de tempo federal. Não são disciplinas que se prestam ao ensino médio, certamente não com os professores que estão por aí. Já a história é fascinante, e imprescindível no mundo conectado. Quase ninguém no Brasil conhece história bizantina ou do sudeste da Ásia, por exemplo. Deviam. Nem história da China, nem história dos povos originais do nosso continente. No caso da história, isso é bom. Os estudantes vão ler algum dos excelentes livros de história, e rapidamente saber mais que os professores. Nada mais motivante! Da leitura para a escrita, é meio passo.
Repetindo: mais aulas de história, geografia, física, e biologia no lugar da gramática e da álgebra seriam bem vindas. Melhor ensinar a física de Newton antes de esperar o estudante passar pelo cálculo, melhor ensinar física quântica do que começar por matrizes e logaritmos. Melhor ler Braudel e Sérgio Buarque do que manuais de gramática. Mas se for para piorar, deixem como está.
Não é bom aumentar o número de horas de aula. Muitas horas na sala de aula são contraproducentes. Só servem para cansar e desmotivar o aluno, e para reduzir a possibilidade de pensamento independente. Alunos não prestam atenção a aulas em excesso, e em geral simplesmente cabulam. Quem acha que os alunos não faltam porque há controle de presença é só quem dá aulas de costas para a sala.
Os melhores meios de aprender português e matemática não são aulas de gramática e aritmética. Estudar ciência e história é muito mais eficaz e motivante. Gramática e redações de colégio são uma chatice, pouco conectadas com a língua viva, e infelizmente a álgebra do colégio também é ensinada assim. Discorda? Pergunte para algum aluno de colégio sobre o determinante da matriz de Vandermonde.
O lado ruim é o que se propõe no lugar. Ensino de espanhol é picaretagem. É um fato conhecido que quem sabe o português direito se comunica perfeitamente com quem sabe o espanhol direito. Quem lê português tem acesso a toda a literatura e jornalismo em língua espanhola internacionais. Umas aulinhas tipo "El libro está sobre la mesa" vão ser uma regressão. Com o inglês não é assim. E o inglês é a língua franca para a maior parte da humanidade, que não tem outra língua em comum. Aulas de inglês são muito mais úteis.
Sociologia e filosofia vão ser aulas de doutrinação ideológica pela máfia dos sindicatos e das faculdades de educação. Com provinhas para ver se os alunos pensam certo. Na melhor da hipóteses, uma perda de tempo federal. Não são disciplinas que se prestam ao ensino médio, certamente não com os professores que estão por aí. Já a história é fascinante, e imprescindível no mundo conectado. Quase ninguém no Brasil conhece história bizantina ou do sudeste da Ásia, por exemplo. Deviam. Nem história da China, nem história dos povos originais do nosso continente. No caso da história, isso é bom. Os estudantes vão ler algum dos excelentes livros de história, e rapidamente saber mais que os professores. Nada mais motivante! Da leitura para a escrita, é meio passo.
Repetindo: mais aulas de história, geografia, física, e biologia no lugar da gramática e da álgebra seriam bem vindas. Melhor ensinar a física de Newton antes de esperar o estudante passar pelo cálculo, melhor ensinar física quântica do que começar por matrizes e logaritmos. Melhor ler Braudel e Sérgio Buarque do que manuais de gramática. Mas se for para piorar, deixem como está.
23 setembro 2011
Progressão na carreira docente
A Usp está embarcando em mais uma discussão medíocre e infrutífera sobre um assunto completamente irrelevante para o ensino e a pesquisa, que é a progressão continuada na carreira docente, ou promoção horizontal. Atualmente existem 3 níveis do cargo de professor: doutor, associado, e titular. A Usp resolveu criar 1 nível intermediário entre doutor e associado, e 2 níveis entre associado e titular. Para administrar tudo isso vão surgir a Comissão Central de Avaliação para Progressão de Nível na Carreira Docente e as Comissões Setoriais Temáticas. É difícil imaginar de que maneira o trabalho dessas comissões vai beneficiar a ciência e a educação.
Eu não tinha prestado atenção à discussão até que ela chegou aos professores-soldados. Quem quer receber um aumento tem que entregar um memorial no mês que vem. Como não há recursos extras para pagar as promoções horizontais, quem não receber aumento terá uma diminuição, não no salário nominal mas certamente em relação ao salário que receberia sem as promoções horizontais. Os critérios para promoção ainda não foram definidos. Os diversos departamentos e áreas da Poli produziram 4 propostas diferentes, cada um usando um recurso diferente do Microsoft Office: Word, Powerpoint, Excel, além de pdf, num total de mais de 30 páginas. Quantas páginas de propostas virão das outras unidades da Usp?
O maior problema salarial da Usp é que a recompensa financeira pela dedicação ao ensino e à pesquisa é limitada. Professores doutores e associados podem ser promovidos por concurso, mas um professor titular só recebe aumentos por tempo de serviço, pela desincumbência de atividades administrativas, ou por trabalhos de extensão pagos por terceiros. Isso não ajuda a atrair e motivar pesquisadores e professores que se destacam.
Os aumentos sem "promoção vertical" não têm impacto nesse sentido, porque apenas criam faixas salariais intermediárias. Como a promoção horizontal depende apenas de análise de memorial, e deve ser menos trabalhosa do que a concurso de livre docência e menos disputada do que o concurso de titular, a tendência é os professores se concentrarem nas faixas doutor 2 e associado 3, achatando mais os salários. As diferenças de salário entre professor associado 1, 2, e 3 não são grande, e a análise das promoções é mais uma tarefa burocrática que rouba tempo dos professores e não traz benefício para o contribuinte paulista. Em resumo, uma solução que não funciona para um problema que não existe.
Eu não tinha prestado atenção à discussão até que ela chegou aos professores-soldados. Quem quer receber um aumento tem que entregar um memorial no mês que vem. Como não há recursos extras para pagar as promoções horizontais, quem não receber aumento terá uma diminuição, não no salário nominal mas certamente em relação ao salário que receberia sem as promoções horizontais. Os critérios para promoção ainda não foram definidos. Os diversos departamentos e áreas da Poli produziram 4 propostas diferentes, cada um usando um recurso diferente do Microsoft Office: Word, Powerpoint, Excel, além de pdf, num total de mais de 30 páginas. Quantas páginas de propostas virão das outras unidades da Usp?
O maior problema salarial da Usp é que a recompensa financeira pela dedicação ao ensino e à pesquisa é limitada. Professores doutores e associados podem ser promovidos por concurso, mas um professor titular só recebe aumentos por tempo de serviço, pela desincumbência de atividades administrativas, ou por trabalhos de extensão pagos por terceiros. Isso não ajuda a atrair e motivar pesquisadores e professores que se destacam.
Os aumentos sem "promoção vertical" não têm impacto nesse sentido, porque apenas criam faixas salariais intermediárias. Como a promoção horizontal depende apenas de análise de memorial, e deve ser menos trabalhosa do que a concurso de livre docência e menos disputada do que o concurso de titular, a tendência é os professores se concentrarem nas faixas doutor 2 e associado 3, achatando mais os salários. As diferenças de salário entre professor associado 1, 2, e 3 não são grande, e a análise das promoções é mais uma tarefa burocrática que rouba tempo dos professores e não traz benefício para o contribuinte paulista. Em resumo, uma solução que não funciona para um problema que não existe.
13 setembro 2011
Rabbits in New England
A very fundamental change seems to have happened to the United States in the last quarter century. The United States is no longer a high labor cost country. I'm sure some economist has written about this change, but it is not part of public debate.
First let me clarify what I mean. Labor in a few countries has been more expensive than the US for a while, and many countries still have much lower labor costs. However a defining trait of US economy and society has ALWAYS - I mean since the early colonial times in the 17th century - been the fact that labor was scarce and expensive. Any labor saving device was welcome, any extra capital or land welcome.
The reason why labor was scarce in the US has to be found in the lower population densities of the original peoples, and especially in the populational collapse that started even before the first European colonies were established in North America. Without getting into a cause-and-effect argument, we can relate to the scarcity of labor and to abundance of natural resources many aspects of US history which we tend to think as having cultural, institutional, or sociological roots: openness to immigration, the fierce defense of slavery by plantation owners, class mobility, less pronounced class divisions than pretty much anywhere else in the world, the lack of permanent elites, universal public education already in the 19th century, yankee ingenuity for sure, perhaps even the relatively open political system.
The US no longer leads the world in labor scarcity and cost. How do we know that, without looking into detailed statistics? Toll collectors in highways. Restaurant staff and caterers at private events. Tram conductors. Compare, not to Europe, whose labor costs have surpassed American ones a while ago, nor to booming China - in fact the rapid pace of change in China may obscure the fact that something is happening in the US - but to Brazil. A few years ago, the least part of the cost of anything in Brazil was personnel. Domestic workers were the norm in any middle class home. Now it seems to me that the supply of labor, if not the actual hourly rate, is more constrained in Brazil than in the US. I'll let a good econometrist dig the data, but organizing a bat mitzvah party in Brazil one month after one in the US has made the change very clear to me. Believe me, I have been commuting between Brazil and the US for almost 25 years. The lack of progress in the US is not as obvious as the changes in Brazil, but it is no less real.
Why has this happened? Several factors come to mind. Immigration and populational growth have made resources comparatively less abundant. Education progress has slowed down significantly in the last quarter century. Infrastructure is dated and in bad state of repair, and has become a drag on productivity. Government policies and the tax code have been changed against workers and to benefit the rich. Technological changes and globalization have favored concentration of wealth. Cheap manufacturing abroad has diminished the need for workers.
What has been the impact of lower labor costs in the country? A few suggestions, in a somewhat circular feedback loop. The improvement of mass education has become less of a priority. Investment in infrastructure seems less urgent. Class divisions are more pronounced. The wealthy have acquired a disproportional control over the political process. Political ideologies follow more closely the interests of the rich. More efficient production is no longer the route to business success, and scientific knowledge and research has lost status and has less impact. The ruling classes have lost some of their traditional patriotism, and are happy to have the children of the poor fight their wars.
It looks like a vicious cycle.
It looks like a vicious cycle.
On another anecdote, rabbits seem to have become easier to find in New England. I had thought that basically one saw rabbits in Philadelphia and squirrels in Boston. A sign of climate change?
02 setembro 2011
Não tem preço
Custo para os países da NATO da guerra contra o Qaddafi: uns $2 bilhões de dólares por 6 meses.
Custo para o contribuinte brasileiro do blog do Nassif: $1 conto de réis por cada contrato de 6 meses.
Ver a assim-chamada "imprensa alternativa" chorando o fim do regime do Qaddafi: não tem preço.
Custo para o contribuinte brasileiro do blog do Nassif: $1 conto de réis por cada contrato de 6 meses.
Ver a assim-chamada "imprensa alternativa" chorando o fim do regime do Qaddafi: não tem preço.
28 agosto 2011
Estadão perde credibilidade com foto falsificada
O Estadão perdeu vários pontos na minha avaliação de credibilidade ao publicar uma foto falsificada do Steve Jobs na edição de ontem. 1o, pelo sensacionalismo indigno de um bom jornal. 2o, pelo desrespeito a um cidadão que claramente preza sua privacidade. 3o, pelo descuido em verificar a origem de uma fonte antes de publicar. E finalmente, pela falta de profissionalismo em não publicar um pedido de desculpas humilíssimo para o leitor enganado pela má fé de algum jornalista incompetente. Não vou sujar o blogspot com link.
26 agosto 2011
Viva Zapata! as retold by Henrique Pait
Emiliano Zapata leads a delegation of peasants bringing a grievance to the president of Mexico. The president listens politely. After they leave, the president asks an adviser for the name of the leader. "Emiliano Zapata, señor."
"Brilliant fellow. Very well spoken, well meaning."
And then gestures towards the adviser with his hand cutting across his throat.
Fast forward to the end of the movie. A peasant leads a delegation to now President Zapata, who listens attentively. After he leaves, President Zapata asks for the name of the leader.
"Brilliant fellow. Very well spoken, well meaning."
And then gestures towards the adviser with his hand cutting across his throat.
Fast forward to the end of the movie. A peasant leads a delegation to now President Zapata, who listens attentively. After he leaves, President Zapata asks for the name of the leader.
"Manuel Sánchez, señor." (or whatever)
"Brilliant fellow. He has a future."
And then gestures towards the adviser with his hand cutting across his throat.
As retold by my father, who had a very creative memory. I don't know how accurate, but for sure almost better than the version by John Steinbeck, Elia Kazan, Marlon Brando and the like ;-) Which I don't recall, have to watch with the kids one day.
14 agosto 2011
Tablet computer, made in Brazil
Fábrica de tablets no Brasil. Faz sentido? Vejamos o breakdown do iPad original mais barato, via iSuppli. Preços redondos em dólares.
Custo de materiais e componentes: $220.
Custo de fabricação: $10.
Preço de venda: $500.
Preço de venda no Brasil: $1000.
A suposta "fábrica da Apple no Brasil" que põe saliva na boca de políticos dirigistas, empresários do apoio oficial, e economistas campineiros iria competir com as fábricas da Foxconn na China pelos $10 da manufatura. Em troca desse valioso serviço e de gerar empregos responsáveis por uns 2% do valor total do produto, o "fabricante nacional" decerto vai querer vender o aparelho pelo preço do importado.
A fatia de $270 da Apple não desperta o interesse de nossos desenvolvimentistas. O mercado, potencialmente muito maior, de software e midia que seguem cada tablet vendido, desse então nem se fala. Coitadinho, sufocado pela proteção à "manufatura".
Custo de materiais e componentes: $220.
Custo de fabricação: $10.
Preço de venda: $500.
Preço de venda no Brasil: $1000.
A suposta "fábrica da Apple no Brasil" que põe saliva na boca de políticos dirigistas, empresários do apoio oficial, e economistas campineiros iria competir com as fábricas da Foxconn na China pelos $10 da manufatura. Em troca desse valioso serviço e de gerar empregos responsáveis por uns 2% do valor total do produto, o "fabricante nacional" decerto vai querer vender o aparelho pelo preço do importado.
A fatia de $270 da Apple não desperta o interesse de nossos desenvolvimentistas. O mercado, potencialmente muito maior, de software e midia que seguem cada tablet vendido, desse então nem se fala. Coitadinho, sufocado pela proteção à "manufatura".
07 agosto 2011
As prioridades da Usp
Recursos gastos na aquisição de livros para as bibliotecas da Usp em 2010: quase 2 contos (2 milhões de réis, para os mais novos). Para a biblioteca da Escola Politécnica: 110 milréis.
Informações do anuário da Usp.
Custo da repavimentação do estacionamento da elétrica: 300 milréis. Não sei dizer se vai sair mais caro, considerando que a obra planejada para durar 2 meses já atrasou 3 semanas. Como já disse o grande professor Chapéus, ensinar é construir estacionamentos.
Da vontade de ver como são as coisas na quasi-homônima USP, a University of South Pacific.
Informações do anuário da Usp.
Custo da repavimentação do estacionamento da elétrica: 300 milréis. Não sei dizer se vai sair mais caro, considerando que a obra planejada para durar 2 meses já atrasou 3 semanas. Como já disse o grande professor Chapéus, ensinar é construir estacionamentos.Da vontade de ver como são as coisas na quasi-homônima USP, a University of South Pacific.
27 julho 2011
Why don't US right wingers go to grad school?
As one of you may know and the other will guess, I consider NYTimes writer James Tierney an idiot. In his latest column The Left-Leaning Tower he makes an effort to support the theory that conservatives don't go to graduate school because academia in the United States leans left. First he quotes careful surveys that disprove most aspects of his argument, then he turns to the usual ideologues, who claim that the theory is correct because it must be, no matter the facts, and repeat a few anecdotes about the liberal bias of social scientists.
So, does academia have a liberal bias, or do conservatives have an antiscientific bias? I think one should look for the answers in the science departments. The overwhelming majority of scientists are liberals, in the American definition. An overwhelming majority of engineering and mathematics professors, a fairly conservative (in the sense of cautious) bunch altogether, are Democrats. So are almost 100% of biologists, a branch of science without a political bias if there is one. Even the majority of economists and business professors are liberals.
Thus 1) Republicans do not go to graduate school because they are against scientific reason; 2) John Tierney is a fool. QED.
So, does academia have a liberal bias, or do conservatives have an antiscientific bias? I think one should look for the answers in the science departments. The overwhelming majority of scientists are liberals, in the American definition. An overwhelming majority of engineering and mathematics professors, a fairly conservative (in the sense of cautious) bunch altogether, are Democrats. So are almost 100% of biologists, a branch of science without a political bias if there is one. Even the majority of economists and business professors are liberals.
Thus 1) Republicans do not go to graduate school because they are against scientific reason; 2) John Tierney is a fool. QED.
15 julho 2011
The paper is difficult to read because the results are novel
"It's obvious, it's wrong, and I've published it before." This kind of rejection I know. But "the paper is difficult to read because the results are novel" is a type of argument I had not yet seen used to reject a paper.
11 julho 2011
Decisão por pênaltis é o anti-futebol
Meta-comentários sobre a copa do mundo de futebol que terminou ontem (é isso que vocês leram; por definição copa do mundo termina quando o time do Brasil vai para casa, sejam os homens ou as mulheres).
1 - Decisão por pênaltis é o anti-futebol. No futebol de verdade quando os dois times marcam o mesmo número de gols o jogo termina empatado. Os cartolas que não têm competência para bolar um campeonato com as regras corretas estragam o torneio. Há muitas formas de fazer um torneio corretamente: pontos corridos, todos contra todos, eliminação múltipla com colchetes, chaves, sistema suíço.... O pior de todos é o "mata-mata", que ofende a essência do esporte. Até os corruptos da CBF têm aquele mínimo de competência necessário para fazer a tabela de um torneio de futebol, mas a FIFA não.
2 - Quando um time profissional faz coisas completamente inexplicáveis dá a impressão de que existe uma explicação que a gente não conhece. Uma americana pegou a bola com a mão, a outra derrubou a atacante brasileira dentro da área. Só no 2o caso houve o pênalti e a expulsão; será que o time achava que para esse jogo as regras tinham mudado? O que estava na cabeça do time alemão, que deixou as 2 melhores atacantes no banco no jogo contra o Japão?
3 - Futebol é como política: não brigue com seus amigos por causa dele. Os jogadores fazem as pazes e você perde um amigo.
1 - Decisão por pênaltis é o anti-futebol. No futebol de verdade quando os dois times marcam o mesmo número de gols o jogo termina empatado. Os cartolas que não têm competência para bolar um campeonato com as regras corretas estragam o torneio. Há muitas formas de fazer um torneio corretamente: pontos corridos, todos contra todos, eliminação múltipla com colchetes, chaves, sistema suíço.... O pior de todos é o "mata-mata", que ofende a essência do esporte. Até os corruptos da CBF têm aquele mínimo de competência necessário para fazer a tabela de um torneio de futebol, mas a FIFA não.
2 - Quando um time profissional faz coisas completamente inexplicáveis dá a impressão de que existe uma explicação que a gente não conhece. Uma americana pegou a bola com a mão, a outra derrubou a atacante brasileira dentro da área. Só no 2o caso houve o pênalti e a expulsão; será que o time achava que para esse jogo as regras tinham mudado? O que estava na cabeça do time alemão, que deixou as 2 melhores atacantes no banco no jogo contra o Japão?
3 - Futebol é como política: não brigue com seus amigos por causa dele. Os jogadores fazem as pazes e você perde um amigo.
06 julho 2011
Bellman's curse of dimensionality destroyed Friendster
It is instructive to learn why some social networks proper, and others tank. Social network pioneer Friendster was killed by Bellman's curse of dimensionality, with help of businessmen. Link, but don't open with Safari.
Apparently the algorithms didn't scale well. The businesspeople invested in more hardware and more expensive marketing instead of fixing the technical problem. MySpace took over, until News Corp destroyed it. Its story is less interesting; Murdoch wanted to make money fast. Now the race is between Facebook, Twitter, and G+.
Apparently the algorithms didn't scale well. The businesspeople invested in more hardware and more expensive marketing instead of fixing the technical problem. MySpace took over, until News Corp destroyed it. Its story is less interesting; Murdoch wanted to make money fast. Now the race is between Facebook, Twitter, and G+.
29 junho 2011
Vote NO on clamshell containers!
In Massachusetts, independents can vote in any party's primary, and there will not be a Democratic primary. Believe it or not, it crossed my mind to vote for Huntsman in the Republican primary, just so that Rosa and Hannah don't have to be ashamed of whichever meshuga the Republicans come up with to run for president of their country.
Now Susanna, who read the NYTimes magazine article on Huntsman - I didn't have the patience - tells me that his wealth comes from his father's invention of the Big Mac clamshell container. I hate those containers! They contain everything that is wrong in America: self-indulgence, bad food, trash, pollution, waste of energy, lazyness, all in the service of poor work and personal habits.
I hate those containers more than Sarah Palin. If Huntsman was counting on my vote, he lost it.
Clarificação sobre redes sociais
Uso muito pouco o Linkedin, mas aceito conexões de qualquer pessoa contanto que eu reconheça o nome, e a mensagem contenha algum texto no lugar do "fulano quer ser seu amigo no Linkedin". Quem conecta sem escrever uma mísera linha é spammer.
I don't get Facebook. A interface não faz nenhum sentido para mim. Vejo um monte de posts repetidos, porém os posts desaparecem depois de poucos dias, então não sei o que perdi. (I think I have a bad rapport with software written by Harvard dropouts.) I use it because you use it. I tend not to friend students on Facebook. Motivo: não quero unfriend ninguém, e aparecem posts além da minha capacidade de ler. Don't take it personally. I also don't friend suggestions, for the same reason. The fact that I have friended one student shall not be misconstrued as implying that I had any additional reasons to not friend another.
Twitter: I like twitter and I tend to follow anyone who doesn't tweet too much about things that are not relevant to me. When tweets become "too much" is a subjective decision.
Orkut: só não saio do Orkut porque para sair tem que entrar.
A melhor rede social é mathoverflow. Só se fala sobre coisas que interessam. Mas não é para todos.
Of course, all this may change if Google+ takes off. The idea of separate groups of friends makes a lot of sense. However social networks are a natural monopoly: I use what everyone uses. So unless everyone joins Google+, it will be irrelevant.
I don't get Facebook. A interface não faz nenhum sentido para mim. Vejo um monte de posts repetidos, porém os posts desaparecem depois de poucos dias, então não sei o que perdi. (I think I have a bad rapport with software written by Harvard dropouts.) I use it because you use it. I tend not to friend students on Facebook. Motivo: não quero unfriend ninguém, e aparecem posts além da minha capacidade de ler. Don't take it personally. I also don't friend suggestions, for the same reason. The fact that I have friended one student shall not be misconstrued as implying that I had any additional reasons to not friend another.
Twitter: I like twitter and I tend to follow anyone who doesn't tweet too much about things that are not relevant to me. When tweets become "too much" is a subjective decision.
Orkut: só não saio do Orkut porque para sair tem que entrar.
A melhor rede social é mathoverflow. Só se fala sobre coisas que interessam. Mas não é para todos.
Of course, all this may change if Google+ takes off. The idea of separate groups of friends makes a lot of sense. However social networks are a natural monopoly: I use what everyone uses. So unless everyone joins Google+, it will be irrelevant.
16 junho 2011
I have been completely unproductive in the past few days, so let's tell jokes.
A friend tells a story he got from his Japanese teacher. Not sure if the teacher saw it or just heard about it.
Japanese Go club, full of strong amateurs and several pros. Anyone under 5 dan is there for lessons. One regular is a well-known 9-dan pro. Everyone knows everyone else here, and most of the other strong players around.
One day, someone nobody recognises walks in, immediately sits down with the 9-dan, takes two stones, and loses by a narrow margin. Observers are amazed.
After he leaves, someone gets up the courage to ask "Sensei, who the devil was that?" "My elder brother. I learned Go from him and did not win a game against him until I was 18, but I turned pro and he went into business."The forgot to tell the rest of the dialogue:
"Sensei, are you all that strong in your family?"
"No, our younger brother wins against both of us even."
"So why doesn't he play?"
"He stopped when grandma learned to play. She beat him with 4 stones handicap."
09 junho 2011
Morumbi contra o metrô
Li no jornal hoje que os bacanas do Morumbi estão em pé de guerra contra uma nova linha do metrô. O motivo é que a linha 17 Ouro vai passar perto da favela. O pretexto é ambiental. (Estou vendendo o bondinho do Pão de Açúcar a preço especial para quem concorda com eles que o metrô faz mais fumaça e barulho que carro.)
Previsão: a imprensa alternativa e os movimentos sociais não vão fazer muito escândalo nesse caso, ao contrário do caso da estação em Higienópolis. Será porque não tem simpatia pelo povo que vai se beneficiar da nova linha, ou porque não vão conseguir encontrar um grupo étnico para culpar?
Previsão: a imprensa alternativa e os movimentos sociais não vão fazer muito escândalo nesse caso, ao contrário do caso da estação em Higienópolis. Será porque não tem simpatia pelo povo que vai se beneficiar da nova linha, ou porque não vão conseguir encontrar um grupo étnico para culpar?
Oportunidade: esticar a linha uns 2km traria o metrô para dentro da Usp, remediando em parte a oportunidade perdida com o traçado da linha Amarela.
07 junho 2011
Mileage may vary
The NYTimes states, in an otherwise impeccable editorial about fuel consumption standards, that
"actual highway mileage, as with all vehicles, is lower [than the EPA rating], in [the case of Ford Fusion S model with a rated mileage of 34.9 m.p.g.] about 27 m.p.g."
There is at least one exception to the rule. My 2002 Volkswagen Jetta 1.8T is rated by the EPA at 21 miles per gallon city, 29 highway. I thought it was to 24-31, but Edmund's site has 21-29. In any case, my car runs about 30 miles per gallon in mixed driving, 28 in the city, and above 32 on the highway. A site called Buzztrader confirms my numbers.
I suspect that the EPA tests are designed to overstate mileage of cars with large engines and automatic transmissions, so perhaps they overestimate fuel usage of a turbo engine with manual transmission. Or maybe the red color causes an hitherto unsuspected Doppler effect on efficiency.
"actual highway mileage, as with all vehicles, is lower [than the EPA rating], in [the case of Ford Fusion S model with a rated mileage of 34.9 m.p.g.] about 27 m.p.g."
There is at least one exception to the rule. My 2002 Volkswagen Jetta 1.8T is rated by the EPA at 21 miles per gallon city, 29 highway. I thought it was to 24-31, but Edmund's site has 21-29. In any case, my car runs about 30 miles per gallon in mixed driving, 28 in the city, and above 32 on the highway. A site called Buzztrader confirms my numbers.
I suspect that the EPA tests are designed to overstate mileage of cars with large engines and automatic transmissions, so perhaps they overestimate fuel usage of a turbo engine with manual transmission. Or maybe the red color causes an hitherto unsuspected Doppler effect on efficiency.
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