Procuradores da república tomam partido da KGB em sua perseguição contra o dono do Corinthians. Decretam prisão do asilado político Berezovski e de seu laranja Kia, seguindo acusações dos policiais da KGB que hoje dominam o Kremlin. Enquanto isso, centenas de peemedebistas e outros ladrões continuam soltos no congresso. Leiam a notícia na Folha de S. Paulo (exige assinatura) ou no Estadão:
http://www.estadao.com.br/esportes/futebol/noticias/2007/jul/12/180.htm
Veja também a defesa dos acusados para os jornais ingleses:
Russia moved closer to getting its hands on President Vladimir Putin's arch foe, Boris Berezovsky, yesterday after a Brazilian judge issued a warrant for the London-based billionaire's arrest on money laundering charges. (...) Mr Berezovsky swiftly denied the allegations.
"I have no doubt that the Brazilian story is an extension of the Kremlin's politicised campaign against me," he said.
13 julho 2007
Carta à Folha de S. Paulo
Prezados,
O argumento apresentado no artigo "A disfuncionalidade da universidade pública" pelo Prof Dagnino é contraditório e usa dados falsos.
Segundo o autor, "a universidade acompanha uma tendência mundial em que 70% do gasto em pesquisa é privado (deste, 70% é realizado por multinacionais)". Essa afirmação é errônea. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 60% dos fundos para pesquisa realizada em universidades vêm do governo federal (dados obtidos no documento National Patterns of R&D Resources: 2004 Data Update, NSF 06-327 | September 2006, disponível em http://www.nsf.gov/statistics/nsf06327/). No Brasil a fração dos fundos de pesquisa provenientes de fontes governamentais é muito maior.
Porém, caso fosse verdadeira, a afirmação feita pelo autor serviria para contradizer o argumento principal do artigo, que pode ser resumido usando suas próprias palavras:
"a universidade periférica não serve nem à elite econômica e política, que a ocupa e controla, nem ao que se vem chamando de movimentos sociais (...) "disfuncionalidade", que se traduz no fato de as empresas hoje pouco demandarem conhecimento localmente produzido..."
As duas afirmações centrais do artigo, que 1) a universidade não serve aos interesses do setor privado; e 2) é o setor privado que financia a pesquisa na universidade, estão em flagrante contradição. Adicionalmente, a afirmação de que estamos numa "economia que cresce sem empregar" é falsa, como sabem os leitores do noticiário econômico dessa Folha.
Numa coisa o autor tem porém razão: as "elites" que se interessam pela manutenção do modelo de universidade pública vigente são mesmo os burocratas encastelados em seus feudos departamentais. A exemplo do Dr Dagnino, esses intelectuais se acomodam em repetir disparates evidentes em jargão pseudomarxista, em lugar de se dedicar ao trabalho sério de realizar estudos que tenham relevância para o progresso da ciência ou para o povo brasileiro.
Sinceramente,
Felipe Pait
R Paulistânia 520-131
05440-001 S Paulo SP
3813-4946
O argumento apresentado no artigo "A disfuncionalidade da universidade pública" pelo Prof Dagnino é contraditório e usa dados falsos.
Segundo o autor, "a universidade acompanha uma tendência mundial em que 70% do gasto em pesquisa é privado (deste, 70% é realizado por multinacionais)". Essa afirmação é errônea. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 60% dos fundos para pesquisa realizada em universidades vêm do governo federal (dados obtidos no documento National Patterns of R&D Resources: 2004 Data Update, NSF 06-327 | September 2006, disponível em http://www.nsf.gov/statistics/nsf06327/). No Brasil a fração dos fundos de pesquisa provenientes de fontes governamentais é muito maior.
Porém, caso fosse verdadeira, a afirmação feita pelo autor serviria para contradizer o argumento principal do artigo, que pode ser resumido usando suas próprias palavras:
"a universidade periférica não serve nem à elite econômica e política, que a ocupa e controla, nem ao que se vem chamando de movimentos sociais (...) "disfuncionalidade", que se traduz no fato de as empresas hoje pouco demandarem conhecimento localmente produzido..."
As duas afirmações centrais do artigo, que 1) a universidade não serve aos interesses do setor privado; e 2) é o setor privado que financia a pesquisa na universidade, estão em flagrante contradição. Adicionalmente, a afirmação de que estamos numa "economia que cresce sem empregar" é falsa, como sabem os leitores do noticiário econômico dessa Folha.
Numa coisa o autor tem porém razão: as "elites" que se interessam pela manutenção do modelo de universidade pública vigente são mesmo os burocratas encastelados em seus feudos departamentais. A exemplo do Dr Dagnino, esses intelectuais se acomodam em repetir disparates evidentes em jargão pseudomarxista, em lugar de se dedicar ao trabalho sério de realizar estudos que tenham relevância para o progresso da ciência ou para o povo brasileiro.
Sinceramente,
Felipe Pait
R Paulistânia 520-131
05440-001 S Paulo SP
3813-4946
03 julho 2007
Proposta de regimento de pós-graduação da USP
Recebi de um colega a proposta da pró-reitoria de pós-graduação para o novo regimento da USP para a pós-graduação, documento que já foi discutido em uma primeira reunião na CPG/EPUSP. Abaixo segue uma mensagem que enviei aos colegas sobre o assunto. A proposta me parece absolutamente desastrosa. Embora esse tipo de literatura não seja exatamente do meu agrado, estou achando bom levantar o assunto porque imagino que muitos colegas tenham uma opinião parecida com a minha. Então ponho no blog. A proposta mesmo não diz nada que mereça uma leitura mais demorada, o que ela não diz é o mais esclarecedor.
Prezados,
A proposta omite vários aspectos fundamentais, dos quais vou dar quatro exemplos.
1 - Idioma. A proposta aparentemente reconhece a importância do intercâmbio internacional, assunto do Capítulo 3 Título 5. Um obstáculo à cooperação internacional é o idioma da redação de teses e dissertações. A maioria das universidades bem sucedidas internacionalmente têm tendido à flexibilização nesse ponto. Os argumentos contra a aceitação de outras línguas são quase todos irrelevantes, e o maior cuidado deve ser aceitar apenas línguas que não diminuam significativamente o universo de pesquisadores habilitados a avaliar as contribuições. Proponho a seguinte redação:
"Serão aceitas teses e dissertações nas quatro línguas mais difundidas nos meios acadêmicos do continente americano, a saber, português, inglês, espanhol, e francês. Quando apropriado serão aceitas também nas línguas indígenas nativas do Brasil."
A segunda frase me parece o mínimo absoluto que a pós-graduação da USP pode fazer pela inclusão de membros de etnias que têm difícil acesso à universidade. As exigências de que o candidato "estrangeiro" demonstre proficiência em português e de que as teses em dupla titulação sejam redigidas em português são especialmente disparatadas.
2 - Procedimento para queixas e solução de disputas. A proposta não contempla um procedimento oficial para queixas e solução de problemas. Devemos lembrar que na pós graduação o poder dos orientadores sobre os estudantes é quase absoluto. Em raros casos ocorre a percepção de que há abuso desse poder. Não imagino que as queixas seriam freqüentes, mas a simples possibilidade de recurso a uma "ouvidoria" iria contribuir muito para que o sistema seja visto como imparcial e justo por todos os integrantes, o que atualmente não é o caso.
3 - Liberdade de expressão. Não há no documento nenhuma menção à liberdade de expressão, que é o valor principal da academia. Talvez para alguns colegas nas áreas científicas e de engenharia esse conceito possa parecer remoto, porém existem muitos relatos de trabalhos de pós-graduação que foram prejudicados por contrariarem os dogmas vigentes em um ou outro departamento ou subárea do conhecimento. Formalmente acho que esses casos seriam discutidos em uma ouvidoria como a mencionada acima, mas é absolutamente indispensável que a regimento da pós-graduação afirme o comprometimento do programa com a autonomia da investigação acadêmica.
4 - Integridade e ética. O regimento tem que conter um compromisso com a integridade e ética na investigação científica, repudiando o plágio, a coação das investigações, experimentos anti-éticos com seres humanos, entre outros pontos. O silêncio da proposta de regimento em relação à ética é ensurdecedor.
Talvez o maior problema com o regimento proposto é que ele mantém e aprofunda o sistema de órgãos, conselhos, colegiados, comissões, e outras estruturas burocráticas embricadas com funções semelhantes. Isso leva a procedimentos pouco ágeis que emperram o trabalho intelectual, e cria para o corpo docente tarefas e reuniões pouco profícuas. Tanto no conteúdo como na forma da redação, o documento se aprofunda em engendrar instâncias burocráticas, em lugar de estabelecer uma base administrativa para o desenvolvimento intelectual. Para aqueles, que como quase todos os colegas que conheço, acreditam que a excessiva burocratização dos diplomas regimentais é o maior óbice estatutário à consecução das atividades-fim da universidade, a proposta vai se mostrar como um enorme passo para trás.
Para terminar, na linguagem acadêmica corrente as palavras "tese" e "dissertação" são usadas intercambiavelmente. A distinção entre "dissertação de mestrado" e "tese de doutorado" (ou seria o oposto?) é pedante. Adicionalmente, o índice nas páginas I a V está completamente errado.
Sinceramente,
F Pait
Who might have guessed that on 2 Jul 2007, around 10:03 AM, Roberto Moura Sales would write:
Prezados Professores do PTC,
O arquivo anexo contém a proposta da pró-reitoria de pós-graduação para o novo regimento da USP para a pós-graduação.
Este documento já foi discutido em uma primeira reunião na CPG/EPUSP. Vários pontos foram levantados e
serão levados pelo Prof. Paulo Miyagi nas próximas reuniões do Conselho de Pós-Graduação.
Solicito que me enviem seus comentários. A próxima reunião da CPG/EPUSP será no dia 20/08.
Roberto Moura Sales.
Prezados,
A proposta omite vários aspectos fundamentais, dos quais vou dar quatro exemplos.
1 - Idioma. A proposta aparentemente reconhece a importância do intercâmbio internacional, assunto do Capítulo 3 Título 5. Um obstáculo à cooperação internacional é o idioma da redação de teses e dissertações. A maioria das universidades bem sucedidas internacionalmente têm tendido à flexibilização nesse ponto. Os argumentos contra a aceitação de outras línguas são quase todos irrelevantes, e o maior cuidado deve ser aceitar apenas línguas que não diminuam significativamente o universo de pesquisadores habilitados a avaliar as contribuições. Proponho a seguinte redação:
"Serão aceitas teses e dissertações nas quatro línguas mais difundidas nos meios acadêmicos do continente americano, a saber, português, inglês, espanhol, e francês. Quando apropriado serão aceitas também nas línguas indígenas nativas do Brasil."
A segunda frase me parece o mínimo absoluto que a pós-graduação da USP pode fazer pela inclusão de membros de etnias que têm difícil acesso à universidade. As exigências de que o candidato "estrangeiro" demonstre proficiência em português e de que as teses em dupla titulação sejam redigidas em português são especialmente disparatadas.
2 - Procedimento para queixas e solução de disputas. A proposta não contempla um procedimento oficial para queixas e solução de problemas. Devemos lembrar que na pós graduação o poder dos orientadores sobre os estudantes é quase absoluto. Em raros casos ocorre a percepção de que há abuso desse poder. Não imagino que as queixas seriam freqüentes, mas a simples possibilidade de recurso a uma "ouvidoria" iria contribuir muito para que o sistema seja visto como imparcial e justo por todos os integrantes, o que atualmente não é o caso.
3 - Liberdade de expressão. Não há no documento nenhuma menção à liberdade de expressão, que é o valor principal da academia. Talvez para alguns colegas nas áreas científicas e de engenharia esse conceito possa parecer remoto, porém existem muitos relatos de trabalhos de pós-graduação que foram prejudicados por contrariarem os dogmas vigentes em um ou outro departamento ou subárea do conhecimento. Formalmente acho que esses casos seriam discutidos em uma ouvidoria como a mencionada acima, mas é absolutamente indispensável que a regimento da pós-graduação afirme o comprometimento do programa com a autonomia da investigação acadêmica.
4 - Integridade e ética. O regimento tem que conter um compromisso com a integridade e ética na investigação científica, repudiando o plágio, a coação das investigações, experimentos anti-éticos com seres humanos, entre outros pontos. O silêncio da proposta de regimento em relação à ética é ensurdecedor.
Talvez o maior problema com o regimento proposto é que ele mantém e aprofunda o sistema de órgãos, conselhos, colegiados, comissões, e outras estruturas burocráticas embricadas com funções semelhantes. Isso leva a procedimentos pouco ágeis que emperram o trabalho intelectual, e cria para o corpo docente tarefas e reuniões pouco profícuas. Tanto no conteúdo como na forma da redação, o documento se aprofunda em engendrar instâncias burocráticas, em lugar de estabelecer uma base administrativa para o desenvolvimento intelectual. Para aqueles, que como quase todos os colegas que conheço, acreditam que a excessiva burocratização dos diplomas regimentais é o maior óbice estatutário à consecução das atividades-fim da universidade, a proposta vai se mostrar como um enorme passo para trás.
Para terminar, na linguagem acadêmica corrente as palavras "tese" e "dissertação" são usadas intercambiavelmente. A distinção entre "dissertação de mestrado" e "tese de doutorado" (ou seria o oposto?) é pedante. Adicionalmente, o índice nas páginas I a V está completamente errado.
Sinceramente,
F Pait
Who might have guessed that on 2 Jul 2007, around 10:03 AM, Roberto Moura Sales would write:
Prezados Professores do PTC,
O arquivo anexo contém a proposta da pró-reitoria de pós-graduação para o novo regimento da USP para a pós-graduação.
Este documento já foi discutido em uma primeira reunião na CPG/EPUSP. Vários pontos foram levantados e
serão levados pelo Prof. Paulo Miyagi nas próximas reuniões do Conselho de Pós-Graduação.
Solicito que me enviem seus comentários. A próxima reunião da CPG/EPUSP será no dia 20/08.
Roberto Moura Sales.
17 maio 2007
Supremo quer soltar seqüestrador que tem diploma de advogado
Deu no Estadão hoje. Sem comentários.
17 de maio de 2007 - 10:59
Em SP, acusado de seqüestro pode ir morar do lado da vítima
Supremo admite hipótese de prisão domiciliar para advogado, vizinho de garoto que ficou 63 dias em cativeiro; destino do advogado será dado por juiz de Arujá
Marcelo Godoy
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu a possibilidade de o advogado Ademilson Alves de Brito responder em prisão domiciliar ao processo em que é acusado de seqüestro. A decisão foi tomada na terça-feira, 15, mas talvez o que os ministros do Supremo talvez não soubessem é que Brito é vizinho da família de Lucas, de 6 anos, cujo seqüestro em 2006 foi tramado, segundo a polícia, pelo advogado.
“Sempre acreditei na Justiça. Vou até o fim. Certamente o ministro não tinha conhecimento de que ele era nosso vizinho”, afirmou o comerciante Robson José da Silva, pai do menino Lucas. Quando soube da decisão da Justiça, Silva afirmou que “não sentiu mais o chão” sob os seus pés. Ele e a família do advogado moram no mesmo condomínio de luxo na cidade de Arujá, na Grande São Paulo. “A volta dele para cá só significa uma coisa: o crime compensa.”
O filho do comerciante passou 63 dias em cativeiro nas mãos de seqüestradores. Os bandidos queriam R$ 3 milhões do comerciante Robson José da Silva. Dois dias depois de o menino ser levado, o advogado apareceu na casa dos Silva. Gabando-se da qualidade de “advogado do PCC”, o Primeiro Comando da Capital, Brito tentou convencer o pai de Lucas que o crime era “coisa de profissionais”. Foi mais longe: afirmou que um resgate como o do menino não saía por menos de R$ 150 mil.
Preso pela polícia, o advogado foi enviado à Cadeia Pública de Barueri. Por meio de seus advogados, Brito entrou com um pedido de habeas-corpus dizendo que as instalações da cadeia eram indignas de uma pessoa registrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como ele. De fato, o Estatuto do Advogado garante a eles o direito a prisão especial enquanto esperam o julgamento dos crimes de que são acusados.
Em São Paulo, o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça. Insatisfeito, Brito recorreu e viu mais uma vez seu pedido ser negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Novo recurso e, desta vez, o pedido foi parar nas mãos do ministro Sepúlveda Pertence, do STF, que relatou o caso. Este decidiu conceder ao advogado o direito da prisão domiciliar, mas fez uma ressalva: desde que não exista cela de estado-maior para abrigar o advogado. A decisão foi seguida pelos demais integrantes da 2ª Turma do STF.
Cabe agora ao juiz de Arujá decidir para onde o advogado será mandado. Caso não encontre a tal cela de estado-maior, o advogado voltará a ser vizinho da família de Lucas. Além do advogado, outras 13 pessoas acusadas de participar do seqüestro foram presas pela polícia.
Durante o tempo em que esteve em poder dos seqüestradores, Lucas foi mantido em dois cativeiros. No primeiro deles, ficou com outra vítima do bando. Transferido para uma casa em Guaianases, na zona leste de São Paulo, Lucas era vigiado o tempo todo pelos bandidos. O menino não sabia que havia sido seqüestrado, pois os bandidos diziam que seus pais haviam ido viajar e logo voltariam. Lucas havia sido levado pelos bandidos em 7 de maio quando ia para a escola. Os bandidos fecharam o carro dirigido por um irmão da vítima. Ele completou 6 anos no cativeiro.
17 de maio de 2007 - 10:59
Em SP, acusado de seqüestro pode ir morar do lado da vítima
Supremo admite hipótese de prisão domiciliar para advogado, vizinho de garoto que ficou 63 dias em cativeiro; destino do advogado será dado por juiz de Arujá
Marcelo Godoy
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu a possibilidade de o advogado Ademilson Alves de Brito responder em prisão domiciliar ao processo em que é acusado de seqüestro. A decisão foi tomada na terça-feira, 15, mas talvez o que os ministros do Supremo talvez não soubessem é que Brito é vizinho da família de Lucas, de 6 anos, cujo seqüestro em 2006 foi tramado, segundo a polícia, pelo advogado.
“Sempre acreditei na Justiça. Vou até o fim. Certamente o ministro não tinha conhecimento de que ele era nosso vizinho”, afirmou o comerciante Robson José da Silva, pai do menino Lucas. Quando soube da decisão da Justiça, Silva afirmou que “não sentiu mais o chão” sob os seus pés. Ele e a família do advogado moram no mesmo condomínio de luxo na cidade de Arujá, na Grande São Paulo. “A volta dele para cá só significa uma coisa: o crime compensa.”
O filho do comerciante passou 63 dias em cativeiro nas mãos de seqüestradores. Os bandidos queriam R$ 3 milhões do comerciante Robson José da Silva. Dois dias depois de o menino ser levado, o advogado apareceu na casa dos Silva. Gabando-se da qualidade de “advogado do PCC”, o Primeiro Comando da Capital, Brito tentou convencer o pai de Lucas que o crime era “coisa de profissionais”. Foi mais longe: afirmou que um resgate como o do menino não saía por menos de R$ 150 mil.
Preso pela polícia, o advogado foi enviado à Cadeia Pública de Barueri. Por meio de seus advogados, Brito entrou com um pedido de habeas-corpus dizendo que as instalações da cadeia eram indignas de uma pessoa registrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como ele. De fato, o Estatuto do Advogado garante a eles o direito a prisão especial enquanto esperam o julgamento dos crimes de que são acusados.
Em São Paulo, o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça. Insatisfeito, Brito recorreu e viu mais uma vez seu pedido ser negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Novo recurso e, desta vez, o pedido foi parar nas mãos do ministro Sepúlveda Pertence, do STF, que relatou o caso. Este decidiu conceder ao advogado o direito da prisão domiciliar, mas fez uma ressalva: desde que não exista cela de estado-maior para abrigar o advogado. A decisão foi seguida pelos demais integrantes da 2ª Turma do STF.
Cabe agora ao juiz de Arujá decidir para onde o advogado será mandado. Caso não encontre a tal cela de estado-maior, o advogado voltará a ser vizinho da família de Lucas. Além do advogado, outras 13 pessoas acusadas de participar do seqüestro foram presas pela polícia.
Durante o tempo em que esteve em poder dos seqüestradores, Lucas foi mantido em dois cativeiros. No primeiro deles, ficou com outra vítima do bando. Transferido para uma casa em Guaianases, na zona leste de São Paulo, Lucas era vigiado o tempo todo pelos bandidos. O menino não sabia que havia sido seqüestrado, pois os bandidos diziam que seus pais haviam ido viajar e logo voltariam. Lucas havia sido levado pelos bandidos em 7 de maio quando ia para a escola. Os bandidos fecharam o carro dirigido por um irmão da vítima. Ele completou 6 anos no cativeiro.
15 maio 2007
Frases do Lula
Vamos falar bem do Lula. Melhor ainda, vamos deixar ele falar.
1 - "Algumas categorias ficam 40, 60, 80, 100 dias de greve e recebem pagamentos. Isso pode ser greve? Não. Isso é férias, na minha visão sindical. O servidor público não tem patrão e o prejudicado é o povo brasileiro".
2 - "A pergunta não é se é contra ou a favor [do aborto]. A pergunta é: a mulher deve ser presa? Deve morrer?"
3 - "As obras precisam sair e o Brasil precisa delas. Porém, as obras vão sair com responsabilidade ao meio ambiente, isso porque o País quer crescer economicamente, mas também quer cuidar do seu meio ambiente".
4 - "Esse prejuízo é só uma gota d'água nas contas da Petrobrás. Não compensa brigar pelo valor mais justo com a Bolívia. Não vamos criar mais confusão porque o Brasil quer US$ 10 milhões a mais e a Bolívia quer US$ 10 milhões a menos." Diante do previsível fracasso do modelo nacionalista estatizante boliviano, o presidente cuidou para que a venda das refinarias fosse feita de um jeito que 'não transformasse o governo Lula em bode expiatório'.
As frases acima saíram na imprensa na última semana. Em cada um dos casos, o Lula é o lado sensato do debate. A gente pode continuar reclamando, mas a verdade é que podia ser bem pior.
1 - "Algumas categorias ficam 40, 60, 80, 100 dias de greve e recebem pagamentos. Isso pode ser greve? Não. Isso é férias, na minha visão sindical. O servidor público não tem patrão e o prejudicado é o povo brasileiro".
2 - "A pergunta não é se é contra ou a favor [do aborto]. A pergunta é: a mulher deve ser presa? Deve morrer?"
3 - "As obras precisam sair e o Brasil precisa delas. Porém, as obras vão sair com responsabilidade ao meio ambiente, isso porque o País quer crescer economicamente, mas também quer cuidar do seu meio ambiente".
4 - "Esse prejuízo é só uma gota d'água nas contas da Petrobrás. Não compensa brigar pelo valor mais justo com a Bolívia. Não vamos criar mais confusão porque o Brasil quer US$ 10 milhões a mais e a Bolívia quer US$ 10 milhões a menos." Diante do previsível fracasso do modelo nacionalista estatizante boliviano, o presidente cuidou para que a venda das refinarias fosse feita de um jeito que 'não transformasse o governo Lula em bode expiatório'.
As frases acima saíram na imprensa na última semana. Em cada um dos casos, o Lula é o lado sensato do debate. A gente pode continuar reclamando, mas a verdade é que podia ser bem pior.
24 março 2007
Universidade se projeta em verdadeira grandeza
Deu no informativo ADUSP número 231, sob o título
"Universidade(?) Nova"
A máfia sindical universitária projetou-se em verdadeira grandeza. Perverso, para a a ADUSP, é que os alunos se formem. O bom é a picaretagem atual, onde a sociedade paga os salários de uma corja enorme de professores, a universidade finge que oferece muitas vagas, mas apenas uma pequena porcentagem dos alunos se formam.
Por exemplo, na engenharia civil da Poli o percentual de alunos formados, em relação às vagas oferecidas, é de menos de 30%. Os cursos de licenciatura nas ciências tem porcentagens minúsculas. Em certas áreas das humanidades, prefiro nem saber. Taxas de graduação altas não são raras - pelo menos não nas universidades de bom nível. 98% dos alunos de Harvard se formam em 6 anos. 10% de alunos se formando é para curso de manicure.
Os professores de primário, ginásio, e colégio (se já voltaram os milréis, porque não voltam os nomes tradicionais?) até que têm explicações para a má qualidade de ensino: falta de recursos, alunos mal preparados, salários baixos, por aí afora. A Universidade de São Paulo não - ela pode escolher os melhores estudantes de São Paulo. Se eles não se formam, é porque os cursos são irrelevantes.
"Universidade(?) Nova"
Sob a alegação de contrapor-se à evasão de estudantes e evitar a especialização precoce, o Plano “Universidade Nova” do MEC propõe um “Bacharelado Interdisciplinar” de três anos. Os efeitos perversos dessa proposta, um ataque à autonomia universitária, que só pode ser desfechado com anuência dos reitores, estão claros a partir das metas propostas até 2012: dobrar a relação estudante/professor e atingir 90% de taxa de conclusão média dos cursos de graduação. O cumprimento de metas deste tipo é condição para o financiamento da instituição, a ser avaliado anualmente pelo MEC.
Confirmam-se assim nossas piores previsões. Não é possível manter o tripé ensino-pesquisa-extensão com razões altas estudante/professor e taxas de conclusão de 90% não são usuais em universidades. Escolões com progressão continuada?
A máfia sindical universitária projetou-se em verdadeira grandeza. Perverso, para a a ADUSP, é que os alunos se formem. O bom é a picaretagem atual, onde a sociedade paga os salários de uma corja enorme de professores, a universidade finge que oferece muitas vagas, mas apenas uma pequena porcentagem dos alunos se formam.
Por exemplo, na engenharia civil da Poli o percentual de alunos formados, em relação às vagas oferecidas, é de menos de 30%. Os cursos de licenciatura nas ciências tem porcentagens minúsculas. Em certas áreas das humanidades, prefiro nem saber. Taxas de graduação altas não são raras - pelo menos não nas universidades de bom nível. 98% dos alunos de Harvard se formam em 6 anos. 10% de alunos se formando é para curso de manicure.
Os professores de primário, ginásio, e colégio (se já voltaram os milréis, porque não voltam os nomes tradicionais?) até que têm explicações para a má qualidade de ensino: falta de recursos, alunos mal preparados, salários baixos, por aí afora. A Universidade de São Paulo não - ela pode escolher os melhores estudantes de São Paulo. Se eles não se formam, é porque os cursos são irrelevantes.
16 março 2007
Não sou eu que estou dizendo
Deu nos jornais nos idos de março: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que utilizou os critérios da competência e da capacidade para definir os ministros da Educação e da Saúde:
"Eu acho que tem duas coisas que são fundamentais no Brasil: educação e saúde. A gente não brinca, a gente não partidariza e a gente monta o governo com as pessoas que têm competência, com as pessoas que têm capacidade de montar um bom governo, porque, na saúde, se você brincar, é morte; na educação, se você brincar, é analfabeto".
Segundo a Folha de S Paulo, Lula deu a declaração ao ser questionado sobre não entregar a Educação ao PT paulista e tampouco dar a Saúde à bancada do PMDB na Câmara. Lula manterá o técnico petista Fernando Haddad na Educação e nomeará para a Saúde o sanitarista José Gomes Temporão. Os ministérios não fundamentais, como a Integração Nacional, a Agricultura, e o Turismo, onde a brincadeira não tem conseqüências, foram partidarizados.
Em resumo, gente do ramo na saúde e educação. O resto tudo um bando de picaretas que querem cargo público para se locupletar e fazer caixa de campanha. Não sou eu que estou dizendo.
"Eu acho que tem duas coisas que são fundamentais no Brasil: educação e saúde. A gente não brinca, a gente não partidariza e a gente monta o governo com as pessoas que têm competência, com as pessoas que têm capacidade de montar um bom governo, porque, na saúde, se você brincar, é morte; na educação, se você brincar, é analfabeto".
Segundo a Folha de S Paulo, Lula deu a declaração ao ser questionado sobre não entregar a Educação ao PT paulista e tampouco dar a Saúde à bancada do PMDB na Câmara. Lula manterá o técnico petista Fernando Haddad na Educação e nomeará para a Saúde o sanitarista José Gomes Temporão. Os ministérios não fundamentais, como a Integração Nacional, a Agricultura, e o Turismo, onde a brincadeira não tem conseqüências, foram partidarizados.
Em resumo, gente do ramo na saúde e educação. O resto tudo um bando de picaretas que querem cargo público para se locupletar e fazer caixa de campanha. Não sou eu que estou dizendo.
06 fevereiro 2007
Gafes da semana
Comentário rápido sobre as gafes de uns políticos no Brasil e no mundo: o deputado Fernando Gabeira dando um escorregão sobre a vida noturna em Brasília, o prefeito Gilberto Kassab com um piadinha de mau gosto sobre a obra do Metrô, o Chirac falando bobagem sobre armas nucleares persas, e o senador e futuro ex-candidato a presidente Joe Biden enrolando a língua ao falar sobre o colega e candidato a vice-presidente Barack Obama.
Só um desses quatro tem o que é preciso para ser presidente de seu país. Dica: ele não é presidente, nem candidato.
E falando em candidato a vice-presidente, o de 2004 quer voltar. Dizem que o J Edwards estava concorrendo a presidente desde que John Kerry perdeu a eleição. Bobagem. Ele estava fazendo sua campanha de 2008 muito antes, desde que Kerry começou a de 2004. Por isso estava muito mais preocupado em se apresentar como bom moço do que em ajudar o colega de partido ser eleito. Perdeu de propósito, mas agora quer voltar.
Só um desses quatro tem o que é preciso para ser presidente de seu país. Dica: ele não é presidente, nem candidato.
E falando em candidato a vice-presidente, o de 2004 quer voltar. Dizem que o J Edwards estava concorrendo a presidente desde que John Kerry perdeu a eleição. Bobagem. Ele estava fazendo sua campanha de 2008 muito antes, desde que Kerry começou a de 2004. Por isso estava muito mais preocupado em se apresentar como bom moço do que em ajudar o colega de partido ser eleito. Perdeu de propósito, mas agora quer voltar.
29 janeiro 2007
The United States should impose a $70 per barrel tax on imports of oil from outside North America.
Last week President Bush, for the nth time, did not propose a serious energy policy in his State of the Union address. Big surprise. So I will do it. You read it here first.
The United States should impose a $70 per barrel tax on imports of oil from outside North America.
Consider the alternatives. One is to do nothing: continue consuming fossil fuels with abandon, and wait for the consequences of global warming. Meanwhile, outsize oil revenues will continue to bankroll *****, both sides of the civil war in Iraq, the genocidal Sudanese regime, and closer to home, the ailing Fidel Castro. Among others. (If you read the newspapers, you know where the bad guys turn to for credit.) So waiting for the problem to go away, or blow up in someone else's hand, does not sound like a very good idea.
Closely related to doing nothing are the uncountable gimmicks which are calculated to hurt no one. A good example appeared in the NYTimes blog http://pipeline.blogs.nytimes.com/ on 22 January. Resynchronize traffic lights, says one. Require trucks to use aerodynamic apparatuses, says another. Fluorescent light bulbs, of course. Regulate the refrigerator and air-conditioner industries, good point. Lower the thermostats, and prohibit idling automobiles in front of schools, on pain of hanging, I myself feel good about saying. All worthwhile suggestions in their own merits, but they do not add up to an energy policy. We can safely dismiss the chances of lowering energy usage without anyone feeling any pain as wishful thinking.
So what could America do? It is hard to impose taxes because of opposition among interests groups directly affected. Because of the energy lobby, politicians are unwilling to create a carbon tax targeted at all sources of greenhouse gas, although it would have a healthy effect on the environment and national security. There is opposition to a gasoline tax from drivers and car companies. Same for fuel economy standards, which in any case are unlikely to have a major impact on total oil usage and prices. Subsidies for alternative energy sources are just that - subsidies for the use of energy. They may increase the use of alternative sources, but will not change the fact that the US uses a lot of fossil fuels.
An import tax on oil is different, politically speaking. First, it will not generate opposition among the domestic oil producers, and it does not single out the auto industry to make efforts towards fuel efficiency. Second, the impact on energy prices will be diffused. Several alternatives to imported oil will step in: domestic, Canadian, and Mexican oil, ethanol from Brazil, and alternative energy sources - including the cheapest and most significant, conservation. Because the US is such a major importer of oil, any decrease in its demand for imports will lower significantly the price of oil in international markets. That will mean less money for tyrants who control most of the oil deposits in the world, in the Arabias, Persia, Russia, Venezuela, and so on. If you complain, we know whose side you are on.
An import tax will increase the price of imported oil to the consumer to some extent, but because alternatives are available, in effect the tax will amount to a transfer of income from oil-producing governments to the US treasury. So third, and most important, it can be explained clearly that it is a national security measure (that happens to have an important environmental benefit). Politically, this would make sense. The extra government revenue should be allocated as across the board tax relief. It will help individuals cope with higher energy costs and companies invest intelligently in alternative sources, unlike subsidies which only encourage more use of energy, although of a different type. And Congress can legislate it without waiting for the lame duck.
What about the obvious drawback that an import tariff goes squarely against the idea of free trade? Let the reader of "The Economist" call it a bad idea whose time has come. Oil is not traded freely in international markets. Nominally at least, prices are controlled by OPEC, a cartel of oil exporting countries. Oil is not regulated by the WTO, oil exporters do not practice free trade, most are not members of WTO, and frankly, let them scream.
A US tax on imports of fossil fuels from outside North America will be good for the environment, and good for world peace.
***** Insert the names of your favorite or least favorite international terrorist groups here. If I do it, Google will censor my blog!
The United States should impose a $70 per barrel tax on imports of oil from outside North America.
Consider the alternatives. One is to do nothing: continue consuming fossil fuels with abandon, and wait for the consequences of global warming. Meanwhile, outsize oil revenues will continue to bankroll *****, both sides of the civil war in Iraq, the genocidal Sudanese regime, and closer to home, the ailing Fidel Castro. Among others. (If you read the newspapers, you know where the bad guys turn to for credit.) So waiting for the problem to go away, or blow up in someone else's hand, does not sound like a very good idea.
Closely related to doing nothing are the uncountable gimmicks which are calculated to hurt no one. A good example appeared in the NYTimes blog http://pipeline.blogs.nytimes.com/ on 22 January. Resynchronize traffic lights, says one. Require trucks to use aerodynamic apparatuses, says another. Fluorescent light bulbs, of course. Regulate the refrigerator and air-conditioner industries, good point. Lower the thermostats, and prohibit idling automobiles in front of schools, on pain of hanging, I myself feel good about saying. All worthwhile suggestions in their own merits, but they do not add up to an energy policy. We can safely dismiss the chances of lowering energy usage without anyone feeling any pain as wishful thinking.
So what could America do? It is hard to impose taxes because of opposition among interests groups directly affected. Because of the energy lobby, politicians are unwilling to create a carbon tax targeted at all sources of greenhouse gas, although it would have a healthy effect on the environment and national security. There is opposition to a gasoline tax from drivers and car companies. Same for fuel economy standards, which in any case are unlikely to have a major impact on total oil usage and prices. Subsidies for alternative energy sources are just that - subsidies for the use of energy. They may increase the use of alternative sources, but will not change the fact that the US uses a lot of fossil fuels.
An import tax on oil is different, politically speaking. First, it will not generate opposition among the domestic oil producers, and it does not single out the auto industry to make efforts towards fuel efficiency. Second, the impact on energy prices will be diffused. Several alternatives to imported oil will step in: domestic, Canadian, and Mexican oil, ethanol from Brazil, and alternative energy sources - including the cheapest and most significant, conservation. Because the US is such a major importer of oil, any decrease in its demand for imports will lower significantly the price of oil in international markets. That will mean less money for tyrants who control most of the oil deposits in the world, in the Arabias, Persia, Russia, Venezuela, and so on. If you complain, we know whose side you are on.
An import tax will increase the price of imported oil to the consumer to some extent, but because alternatives are available, in effect the tax will amount to a transfer of income from oil-producing governments to the US treasury. So third, and most important, it can be explained clearly that it is a national security measure (that happens to have an important environmental benefit). Politically, this would make sense. The extra government revenue should be allocated as across the board tax relief. It will help individuals cope with higher energy costs and companies invest intelligently in alternative sources, unlike subsidies which only encourage more use of energy, although of a different type. And Congress can legislate it without waiting for the lame duck.
What about the obvious drawback that an import tariff goes squarely against the idea of free trade? Let the reader of "The Economist" call it a bad idea whose time has come. Oil is not traded freely in international markets. Nominally at least, prices are controlled by OPEC, a cartel of oil exporting countries. Oil is not regulated by the WTO, oil exporters do not practice free trade, most are not members of WTO, and frankly, let them scream.
A US tax on imports of fossil fuels from outside North America will be good for the environment, and good for world peace.
***** Insert the names of your favorite or least favorite international terrorist groups here. If I do it, Google will censor my blog!
05 novembro 2006
Três sugestões
Lendo o jornal do domingão ensolarado, três sugestões que ninguém vai aceitar, só para que eu não possa dizer a mim mesmo que só sei criticar.
1 - Para o Presidente Lula, que quer maior crescimento econômico. A sugestão é: mudar a lei para que o Fundo de Garantia seja depositado diretamente na conta do trabalhador, juntamente com o salário. Vantagem óbvia: o trabalhador fica com mais dinheiro no bolso, para poupar ou gastar eficientemente, em vez de emprestar para os bancos oficiais em troca de remuneração baixíssima. Se poupar, baixa o custo do dinheiro para os tomadores de empréstimo. Se gastar, aumenta a demanda e a perspectiva de lucros futuros. De qualquer jeito, a indústria sai ganhando. Perdedores: caem os dividendos que o governo federal recebe dos bancos estatais. A Caixa e o BNDES perdem o acesso aos fundos subsidiados pelos assalariados. Isso é bom: tendo que buscar recursos a juros de mercado, eles vão ter que trabalhar com muito mais cuidado para selecionar bons investimentos.
2 - Para os pilotos de avião preocupados com as falhas dos sistemas de controle de tráfego aéreo: voar sempre um pouquinho fora do plano de vôo. Ao atingir altura de cruzeiro, escolha aleatoriamente uma distância entre 0 e 100 metros, e uma direção, para cima ou para baixo, para a direita ou para a esquerda, ou qualquer ângulo intermediário. Assim se o controle de vôo colocar dois aviões na mesma pista, o que é um erro raro mas que infelizmente já ocorreu no Brasil e na Suíça, a probabilidade de os dois terem escolhido o mesmo ponto cai pelo menos uns 99%. E não há risco nenhum: a precisão na definição das pistas de tráfego aéreo, em um vôo de centenas de quilômetros, não traz absolutamente nenhuma vantagem.
3 - Para os políticos que propõe o voto distrital mas se preocupam em como montar os distritos: a divisão em distritos deve ser especificada na lei através da escolha de algum algoritmo de "clustering." Existem muitos algoritmos bons, e qualquer um deles serve para resolver o problema. Se não for definido um algoritmo formal, a divisão se torna uma questão política onde os partidos buscam definir distritos em benefício próprio. Essa discussão, muito problemática nos Estados Unidos, se dá em torno de algo que não oferece nenhum benefício ao país. Isso pode dificultar a adoção do sistema, o que seria uma pena, pois o voto distrital é o sistema no qual o eleitor melhor pode expressar sua opinião. O uso de um método objetivo e impessoal para a divisão em distritos pode facilitar o uso do voto distrital, o que traria claros benefícios para o país.
1 - Para o Presidente Lula, que quer maior crescimento econômico. A sugestão é: mudar a lei para que o Fundo de Garantia seja depositado diretamente na conta do trabalhador, juntamente com o salário. Vantagem óbvia: o trabalhador fica com mais dinheiro no bolso, para poupar ou gastar eficientemente, em vez de emprestar para os bancos oficiais em troca de remuneração baixíssima. Se poupar, baixa o custo do dinheiro para os tomadores de empréstimo. Se gastar, aumenta a demanda e a perspectiva de lucros futuros. De qualquer jeito, a indústria sai ganhando. Perdedores: caem os dividendos que o governo federal recebe dos bancos estatais. A Caixa e o BNDES perdem o acesso aos fundos subsidiados pelos assalariados. Isso é bom: tendo que buscar recursos a juros de mercado, eles vão ter que trabalhar com muito mais cuidado para selecionar bons investimentos.
2 - Para os pilotos de avião preocupados com as falhas dos sistemas de controle de tráfego aéreo: voar sempre um pouquinho fora do plano de vôo. Ao atingir altura de cruzeiro, escolha aleatoriamente uma distância entre 0 e 100 metros, e uma direção, para cima ou para baixo, para a direita ou para a esquerda, ou qualquer ângulo intermediário. Assim se o controle de vôo colocar dois aviões na mesma pista, o que é um erro raro mas que infelizmente já ocorreu no Brasil e na Suíça, a probabilidade de os dois terem escolhido o mesmo ponto cai pelo menos uns 99%. E não há risco nenhum: a precisão na definição das pistas de tráfego aéreo, em um vôo de centenas de quilômetros, não traz absolutamente nenhuma vantagem.
3 - Para os políticos que propõe o voto distrital mas se preocupam em como montar os distritos: a divisão em distritos deve ser especificada na lei através da escolha de algum algoritmo de "clustering." Existem muitos algoritmos bons, e qualquer um deles serve para resolver o problema. Se não for definido um algoritmo formal, a divisão se torna uma questão política onde os partidos buscam definir distritos em benefício próprio. Essa discussão, muito problemática nos Estados Unidos, se dá em torno de algo que não oferece nenhum benefício ao país. Isso pode dificultar a adoção do sistema, o que seria uma pena, pois o voto distrital é o sistema no qual o eleitor melhor pode expressar sua opinião. O uso de um método objetivo e impessoal para a divisão em distritos pode facilitar o uso do voto distrital, o que traria claros benefícios para o país.
02 novembro 2006
Para ninguém achar que ser antiliberal virou privilégio da esquerda
Deu no jornal hoje: sociólogo Emir Sader é condenado por por crime de injúria contra o senador Jorge Bornhausen.
O senador Bornhausen é uma figura pública. Tem que aceitar que vai ser alvo de opiniões acaloradas, contra e a favor, verdadeiras e falsas, algumas delas preconceituosas e até ofensivas, como essa. O sociólogo xinga o senador de racista e fascista sem qualquer justificativa. Coloca palavras na boca do político conservador catarinense de origem alemã, por puro preconceito. Aproveitou para xingar os habitantes dos estados vizinhos ao do senador, chegando até São Paulo, por crime de cor de cabelo. Entendo que o senador se sinta injuriado.
Porém, repetindo mais uma vez, o senador é uma figura pública. Tem que conviver com esses ataques. Para o bem da liberdade de expressão, sob assédio constante dos governos do PT, devia ter se contido em usar a justiça contra o preconceituoso sociólogo. E a justiça, que corrige tão pouca injustiça, perdeu mais uma oportunidade de ficar de boca fechada.
O senador Bornhausen é uma figura pública. Tem que aceitar que vai ser alvo de opiniões acaloradas, contra e a favor, verdadeiras e falsas, algumas delas preconceituosas e até ofensivas, como essa. O sociólogo xinga o senador de racista e fascista sem qualquer justificativa. Coloca palavras na boca do político conservador catarinense de origem alemã, por puro preconceito. Aproveitou para xingar os habitantes dos estados vizinhos ao do senador, chegando até São Paulo, por crime de cor de cabelo. Entendo que o senador se sinta injuriado.
Porém, repetindo mais uma vez, o senador é uma figura pública. Tem que conviver com esses ataques. Para o bem da liberdade de expressão, sob assédio constante dos governos do PT, devia ter se contido em usar a justiça contra o preconceituoso sociólogo. E a justiça, que corrige tão pouca injustiça, perdeu mais uma oportunidade de ficar de boca fechada.
30 outubro 2006
A Acadêmica Bertoleza e o Gigante Burocrator
Postei uma versão com algumas correções no Google Base. Foi mais fácil do que consertar o arquivo no Ourmedia ou no Internet Archive. A licença continua a mesma, distribuição e cópia livres. É só seguir o link no título acima e depois baixar o pedefê.
29 outubro 2006
Os três eixos do primeiro Lulato
Domingão ensolarado de eleição, vamos fazer um balanço. Os primeiros quatro anos de governo Lula podem ser definidos por três eixos: o atentado à economia popular, o atentado à democracia, e o atentado ao pudor.
O primeiro eixo era o mais largamente temido antes da eleição de Lula, por causa do histórico dos discursos do PT, mas acabou não se realizando: o governo Lula teve uma política econômica inepta, timorata, porém conservadora, para não dizer reacionária. No segundo, talvez o mais perigoso, o PT se mostrou mais pragmático do que ideológico: testou as águas com uma tentativa de restabelecer a censura à imprensa e aos meios de comunicação, e uma proposta de criação de sovietes sob o controle do partido nas universidades, mas ao encontrar resistência desistiu. Foi no eixo da imoralidade que o governo Lula surpreendeu a todos que já votaram nele uma vez ou outra.
As atitudes em cada um dos eixos contribuíram para o fim daquela antiga e um tanto pitoresca figura do "petista", aquele de camiseta, estrelinha, e adesivo no carro. Antiliberal, exceto com o dinheiro alheio, mas não em benefício próprio. Foi-se. O PT agora obtém votos nos rincões que elegiam os últimos remanescentes da ditadura, aliado com Maluf, Quércia, Collor, e Delfim, no lugar das tradicionais "forças progressistas."
Como serão os prováveis 4 anos seguintes do governo Lula? Prosseguirá Lula em sua política econômica irracional mas cautelosa, ou trará de volta a inflação, gastando tudo que não gastou no primeiro mandato, em uma vingança contra o bolso do contribuinte que votou contra ele? Será que o PT, sem figuras de expressão elegíveis, continuará aceitando a constituição (embora de mau grado), ou prepara já um auto-golpe chavista e fujimorista? Tentará o PT salvar um pouco de sua antiga reputação de honestidade, ou continuará a arriscar suas chances eleitorais em atentados violentos ao pudor?
Meu palpite? As coisas vão se inverter. Menos descaramento na corrupção: a putaria volta para o armário. Continuadas tentativas pouco coerentes de solapar a democracia: voto indireto para deputado, quem sabe senador biônico, talvez até a treeleição e a emenda "Taça Jules Rimet": quem ganhar 3 vezes leva a faixa para casa. Mas sem muito empenho. E mais, muito mais, desperdício de dinheiro público: contratações em massa de carteiros, petistas, e outros barnabés; irresponsabilidade fiscal, beneficiando políticos venais e aliados. Acho que o PT vai tentar voltar um pouco às origens. Mas já errei antes. Mais de uma vez.
O primeiro eixo era o mais largamente temido antes da eleição de Lula, por causa do histórico dos discursos do PT, mas acabou não se realizando: o governo Lula teve uma política econômica inepta, timorata, porém conservadora, para não dizer reacionária. No segundo, talvez o mais perigoso, o PT se mostrou mais pragmático do que ideológico: testou as águas com uma tentativa de restabelecer a censura à imprensa e aos meios de comunicação, e uma proposta de criação de sovietes sob o controle do partido nas universidades, mas ao encontrar resistência desistiu. Foi no eixo da imoralidade que o governo Lula surpreendeu a todos que já votaram nele uma vez ou outra.
As atitudes em cada um dos eixos contribuíram para o fim daquela antiga e um tanto pitoresca figura do "petista", aquele de camiseta, estrelinha, e adesivo no carro. Antiliberal, exceto com o dinheiro alheio, mas não em benefício próprio. Foi-se. O PT agora obtém votos nos rincões que elegiam os últimos remanescentes da ditadura, aliado com Maluf, Quércia, Collor, e Delfim, no lugar das tradicionais "forças progressistas."
Como serão os prováveis 4 anos seguintes do governo Lula? Prosseguirá Lula em sua política econômica irracional mas cautelosa, ou trará de volta a inflação, gastando tudo que não gastou no primeiro mandato, em uma vingança contra o bolso do contribuinte que votou contra ele? Será que o PT, sem figuras de expressão elegíveis, continuará aceitando a constituição (embora de mau grado), ou prepara já um auto-golpe chavista e fujimorista? Tentará o PT salvar um pouco de sua antiga reputação de honestidade, ou continuará a arriscar suas chances eleitorais em atentados violentos ao pudor?
Meu palpite? As coisas vão se inverter. Menos descaramento na corrupção: a putaria volta para o armário. Continuadas tentativas pouco coerentes de solapar a democracia: voto indireto para deputado, quem sabe senador biônico, talvez até a treeleição e a emenda "Taça Jules Rimet": quem ganhar 3 vezes leva a faixa para casa. Mas sem muito empenho. E mais, muito mais, desperdício de dinheiro público: contratações em massa de carteiros, petistas, e outros barnabés; irresponsabilidade fiscal, beneficiando políticos venais e aliados. Acho que o PT vai tentar voltar um pouco às origens. Mas já errei antes. Mais de uma vez.
28 outubro 2006
Carta aos colegas professores da Poli
Caros colegas,
Ouvi com estupefação que a congregação da Escola Politécnica voltou a discutir a proposta de baixar o nível de exigência no vestibular para cursos de menor procura, com o objetivo de trazer mais alunos justamente para essas áreas. São as especializações que despertam menos interesse entre os vestibulandos, e que oferecem possibilidades de emprego mais limitadas por não terem acompanhado a evolução tecnológica e econômica do Brasil ao longo das décadas.
Esse problema do descompasso entre as exigências da engenharia e a oferta de especializações na Escola Politécnica já data de pelo menos um quarto de século, que foi quando eu ingressei na Poli como calouro. Ele é causado pelo fato de que as estruturas curriculares são decididas pela congregação e conselhos levando em conta as conveniências do corpo docente em primeiro lugar. Com isso os currículos ficam defasados em relação ao interesse dos estudantes, às demandas das empresas, e à evolução tecnológica da engenharia. O mais incrível é que nesse intervalo já houve uma mudança de quase toda uma geração de professores, no entanto as antigas estruturas curriculares se mantém.
E não adianta tentarmos argumentar que os cursos e conteúdos se modernizaram, que houve reformas curriculares, diversas ECs, que as opções foram para o vestibular e voltaram, que foram criadas grandes áreas, ou outras mumunhas. Nem mandar baixar o espírito do Ramos de Azevedo. Não é a nós mesmo que os argumentos têm que convencer, menos de todos a esse missivista. Temos que convencer aos alunos e à sociedade brasileira que nossos cursos valem a pena. E claramente os cursos que não formam nem metade do número de vagas para ingressantes não convencem.
Mais preocupante é que aparentemente continuamos agindo como se a nossa concorrência fosse a faculdade de engenharia de São Carlos, a ciência da computação da matemática, ou uns aos outros dentro da Politécnica. Nossos concorrentes são a China e a Índia. E estamos perdendo a concorrência, 8% de crescimento do PIB contra 2% pelos últimos dados aproximados que lembro. Os alunos são os melhores que há, mesmo que de vez em quando surjam essas propostas absurdas. Se fosse um campeonatos de futebol, estaria na hora de trocar de técnico. E os técnicos somos nós os engenheiros. Para continuar perdendo de 8 a 2, pode deixar tudo como está. Para crescer 2% ao ano, pode congelar o número de vagas em cada área, e deixar para quem saber consertar alguma coisa daqui a mais uns 25 anos. Não vai fazer diferença mesmo, vão todos trabalhar em banco.
Agora, se quisermos fazer uma contribuição para a engenharia e economia nacional... Está na hora de andar para frente, e não para trás.
Ainda estupefato,
πt
Ouvi com estupefação que a congregação da Escola Politécnica voltou a discutir a proposta de baixar o nível de exigência no vestibular para cursos de menor procura, com o objetivo de trazer mais alunos justamente para essas áreas. São as especializações que despertam menos interesse entre os vestibulandos, e que oferecem possibilidades de emprego mais limitadas por não terem acompanhado a evolução tecnológica e econômica do Brasil ao longo das décadas.
Esse problema do descompasso entre as exigências da engenharia e a oferta de especializações na Escola Politécnica já data de pelo menos um quarto de século, que foi quando eu ingressei na Poli como calouro. Ele é causado pelo fato de que as estruturas curriculares são decididas pela congregação e conselhos levando em conta as conveniências do corpo docente em primeiro lugar. Com isso os currículos ficam defasados em relação ao interesse dos estudantes, às demandas das empresas, e à evolução tecnológica da engenharia. O mais incrível é que nesse intervalo já houve uma mudança de quase toda uma geração de professores, no entanto as antigas estruturas curriculares se mantém.
E não adianta tentarmos argumentar que os cursos e conteúdos se modernizaram, que houve reformas curriculares, diversas ECs, que as opções foram para o vestibular e voltaram, que foram criadas grandes áreas, ou outras mumunhas. Nem mandar baixar o espírito do Ramos de Azevedo. Não é a nós mesmo que os argumentos têm que convencer, menos de todos a esse missivista. Temos que convencer aos alunos e à sociedade brasileira que nossos cursos valem a pena. E claramente os cursos que não formam nem metade do número de vagas para ingressantes não convencem.
Mais preocupante é que aparentemente continuamos agindo como se a nossa concorrência fosse a faculdade de engenharia de São Carlos, a ciência da computação da matemática, ou uns aos outros dentro da Politécnica. Nossos concorrentes são a China e a Índia. E estamos perdendo a concorrência, 8% de crescimento do PIB contra 2% pelos últimos dados aproximados que lembro. Os alunos são os melhores que há, mesmo que de vez em quando surjam essas propostas absurdas. Se fosse um campeonatos de futebol, estaria na hora de trocar de técnico. E os técnicos somos nós os engenheiros. Para continuar perdendo de 8 a 2, pode deixar tudo como está. Para crescer 2% ao ano, pode congelar o número de vagas em cada área, e deixar para quem saber consertar alguma coisa daqui a mais uns 25 anos. Não vai fazer diferença mesmo, vão todos trabalhar em banco.
Agora, se quisermos fazer uma contribuição para a engenharia e economia nacional... Está na hora de andar para frente, e não para trás.
Ainda estupefato,
πt
18 outubro 2006
A Acadêmica Bertoleza e o Gigante Burocrator
Para o bem ou o para o mal, está publicada com uma licença do Creative Commons minha primeira obra de ficção. Citando o narrador:
"O bom da internet é que qualquer palhaço pode publicar o que quiser. O bom da democracia é que ninguém é obrigado a ler."
Quem quiser, que o faça por sua conta e risco:
http://www.ourmedia.org/node/263825
É só seguir o link "This media file's URL" para baixar um arquivo pedefê. O arquivo mesmo está em:
http://ia331302.us.archive.org/3/items/A_Acadmica_Bertoleza_e_o_Gigante_Burocrator_2/A_academica_Bertoleza_e_o_Gigante_Burocrator.pdf
Aproveito o ensejo para etc. etc. etc.
"O bom da internet é que qualquer palhaço pode publicar o que quiser. O bom da democracia é que ninguém é obrigado a ler."
Quem quiser, que o faça por sua conta e risco:
http://www.ourmedia.org/node/263825
É só seguir o link "This media file's URL" para baixar um arquivo pedefê. O arquivo mesmo está em:
http://ia331302.us.archive.org/3/items/A_Acadmica_Bertoleza_e_o_Gigante_Burocrator_2/A_academica_Bertoleza_e_o_Gigante_Burocrator.pdf
Aproveito o ensejo para etc. etc. etc.
08 outubro 2006
Lendo o jornal de domingo....
No artigo "Os sem-estepe", a Folha dá a dica de que é possível calibrar o estepe que não está no carro.
"São poucos os motoristas que calibram o estepe com regularidade. Um número menor ainda confere se ele está lá."
Se você for um daqueles motoristas que calibram o estepe com regularidade, sem ao menos conferir se ele está lá, confira:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/veiculos/cv0810200601.htm
E no artigo "Acidente da Gol causa guerra de acusações", vamos ver a quantas anda a lógica.
"Até agora, há dois pontos cruciais já confirmados:
1) o Legacy estava na "contramão", em 37 mil pés, quando deveria estar em 36 mil pés de altitude naquela região e na direção norte;
2) a partir desse erro, houve uma falha grave de comunicação que, se não causou o acidente, pode ter sido fundamental para não impedi-lo."
E um pouco mais abaixo no mesmo artigo, um dos pontos é desconfirmado:
"...o plano de vôo previa três altitudes -37 mil pés até Brasília, 36 mil depois e 38 mil a partir de determinado ponto entre Brasília e Manaus."
Cadê os pontos confirmados? Procure:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0810200613.htm
Então já que está todo mundo dizendo besteira sobre acidentes aéreos, somo minha voz ao coral do Febeapá com mais duas perguntas. Uma de engenheiro: quem teve a idéia de fazer as "pistas" de tráfego aéreo coincidirem em latitude e longitude? Sem essas pistas cartesianamente posicionadas a cada mil pés, a probabilidade de colisão seria zero. Com as pistas, continua improvável, mas pode acontecer.... e aconteceu.
Aconteceu por uma seqüência de erros humanos, e talvez adicionalmente por falhas de equipamento. Então a segunda pergunta: o controle de tráfego aéreo não serve exatamente para evitar acidentes em caso de falha humana? Houve falha humana, e o acidente ocorreu. O controle de tráfego aéreo não se comunicou nem com um avião, nem com o outro. Ou porque não é o procedimento normal, ou porque não tentou se comunicar, ou porque não conseguiu.
Se não é capaz de evitar acidentes, então o controle de tráfego aéreo serve para que, exatamente?
"São poucos os motoristas que calibram o estepe com regularidade. Um número menor ainda confere se ele está lá."
Se você for um daqueles motoristas que calibram o estepe com regularidade, sem ao menos conferir se ele está lá, confira:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/veiculos/cv0810200601.htm
E no artigo "Acidente da Gol causa guerra de acusações", vamos ver a quantas anda a lógica.
"Até agora, há dois pontos cruciais já confirmados:
1) o Legacy estava na "contramão", em 37 mil pés, quando deveria estar em 36 mil pés de altitude naquela região e na direção norte;
2) a partir desse erro, houve uma falha grave de comunicação que, se não causou o acidente, pode ter sido fundamental para não impedi-lo."
E um pouco mais abaixo no mesmo artigo, um dos pontos é desconfirmado:
"...o plano de vôo previa três altitudes -37 mil pés até Brasília, 36 mil depois e 38 mil a partir de determinado ponto entre Brasília e Manaus."
Cadê os pontos confirmados? Procure:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0810200613.htm
Então já que está todo mundo dizendo besteira sobre acidentes aéreos, somo minha voz ao coral do Febeapá com mais duas perguntas. Uma de engenheiro: quem teve a idéia de fazer as "pistas" de tráfego aéreo coincidirem em latitude e longitude? Sem essas pistas cartesianamente posicionadas a cada mil pés, a probabilidade de colisão seria zero. Com as pistas, continua improvável, mas pode acontecer.... e aconteceu.
Aconteceu por uma seqüência de erros humanos, e talvez adicionalmente por falhas de equipamento. Então a segunda pergunta: o controle de tráfego aéreo não serve exatamente para evitar acidentes em caso de falha humana? Houve falha humana, e o acidente ocorreu. O controle de tráfego aéreo não se comunicou nem com um avião, nem com o outro. Ou porque não é o procedimento normal, ou porque não tentou se comunicar, ou porque não conseguiu.
Se não é capaz de evitar acidentes, então o controle de tráfego aéreo serve para que, exatamente?
01 setembro 2006
Carta ao Prof Coggiola, que anda me citando sem dizer meu nome
Coggiola, seu polpotista,
Li por aí que você anda citando minha carta à Adusp. Seu texto confirma exatamente o que escrevi. Você repete, em linguagem prolixa, dita acadêmica, o que o Sintusp escreveu de maneira mais concisa e direta. A esquerda se junta à gritaria extrema direita das teocracias islâmicas pelo fim do Estado de Israel. Só que os israelenses não vão abandonar seu estado por conta dos argumentos de vocês, e nem vão se deixar destruir como da vez anterior que a extrema esquerda se uniu à extrema direita. Se tentam destruir Israel, é inevitável que Israel reaja. Por conseguinte, que vocês propõem é guerra permanente, pela destruição do Estado de Israel. Quem quisesse a paz, o que claramente não é o caso de vocês, teria que começar aceitando a existência do outro, o primeiro passo mínimo para o diálogo.
Podem deixar isso claro e parar de ficar falando em manifestação pela paz. A proposta de vocês é guerra, digam isso explicitamente, e arquem com as conseqüências. Agora quanto aos argumentos políticos de vocês, em geral não valem grande coisa. Você, Coggiola, escrevia resmas em apoio ao Saddam Hussein quando ele usava gás venenoso contra cidadãos do próprio país. Tecia loas ao Slobodan Milosevic quando ele levava os muçulmanos da antiga Iugoslávia a campos de extermínio. Você nos informa que quem está por trás das suas manifestações são professores da USP, titulares ainda por cima? Desde quando ter passado em concurso público é prova de moral? As opiniões de vocês são, sem falta, abjetamente imorais. Aliás, se puder me mande referências bibliográficas dos escritos do povo da sua laia em favor do Khmer Rouge e da revolução cultural maoísta, não fui capaz de localizar mas ficaria muito surpreso se não existissem. Não há no mundo um tirano com quem vocês não simpatizam.
De qualquer forma, agradeço por usar minhas palavras e pelas correções orthográphicas. Da próxima vez faça o favor de citar a fonte.
F Pait
Li por aí que você anda citando minha carta à Adusp. Seu texto confirma exatamente o que escrevi. Você repete, em linguagem prolixa, dita acadêmica, o que o Sintusp escreveu de maneira mais concisa e direta. A esquerda se junta à gritaria extrema direita das teocracias islâmicas pelo fim do Estado de Israel. Só que os israelenses não vão abandonar seu estado por conta dos argumentos de vocês, e nem vão se deixar destruir como da vez anterior que a extrema esquerda se uniu à extrema direita. Se tentam destruir Israel, é inevitável que Israel reaja. Por conseguinte, que vocês propõem é guerra permanente, pela destruição do Estado de Israel. Quem quisesse a paz, o que claramente não é o caso de vocês, teria que começar aceitando a existência do outro, o primeiro passo mínimo para o diálogo.
Podem deixar isso claro e parar de ficar falando em manifestação pela paz. A proposta de vocês é guerra, digam isso explicitamente, e arquem com as conseqüências. Agora quanto aos argumentos políticos de vocês, em geral não valem grande coisa. Você, Coggiola, escrevia resmas em apoio ao Saddam Hussein quando ele usava gás venenoso contra cidadãos do próprio país. Tecia loas ao Slobodan Milosevic quando ele levava os muçulmanos da antiga Iugoslávia a campos de extermínio. Você nos informa que quem está por trás das suas manifestações são professores da USP, titulares ainda por cima? Desde quando ter passado em concurso público é prova de moral? As opiniões de vocês são, sem falta, abjetamente imorais. Aliás, se puder me mande referências bibliográficas dos escritos do povo da sua laia em favor do Khmer Rouge e da revolução cultural maoísta, não fui capaz de localizar mas ficaria muito surpreso se não existissem. Não há no mundo um tirano com quem vocês não simpatizam.
De qualquer forma, agradeço por usar minhas palavras e pelas correções orthográphicas. Da próxima vez faça o favor de citar a fonte.
F Pait
10 agosto 2006
A notável coerência ideológica da esquerda uspiana
Uma coisa que ninguém pode negar sobre a esquerda brasileira, tão bem representada na USP e especialmente nas associações sindicais, é sua coerência ideológica. Desde que eu me lembro por gente eles nunca deixaram de dar seu apoio irrestrito a qualquer tirano sanguinário que se pusesse a cometer alguma atrocidade, em nome do anti-imperialismo. Era assim com os caquéticos sucessores de Stalin antes da queda do muro, sempre foi assim nos piores momentos da repressão aos dissidentes cubanos. Ainda se encontram por aí panfletos com as eloqüentes manifestações dos colegas "terceiro-mundistas" em apoio a Saddam Hussein durante suas invasões e bombardeios químicos, e em defesa do socialista Slobodan Milosevic em suas guerras contra bósnios e kosovares. Faz mais tempo mas me recordo - embora não possa mais comprovar, porque foi antes da internet arquivar e indexar tudo - as menções que agrupamentos de esquerda alternavam a favor da Pérsia ou da Mesopotâmia nos anos 80, dependendo de qual lado daquela insensata guerra consideravam o mais antiamericano, se os aiatolás ou as ditaduras militares armadas pelos comunistas. Eu que era calouro na USP não entendia xongas. Como não entendia como esses mesmos esquerdistas deixavam de lado sua antipatia pela junta militar argentina para apoiá-la abertamente por ter iniciado a guerra suicida contra a Inglaterra.
Mas é uma questão de coerência ideológica. Sempre que algum ditador ou terrorista decide promover um massacre, ele pode contar com palavras de apoio do nosso "movimento universitário." Foi ainda no ano passado que uma conferência de cúpula internacional, promovida em Brasília pelo embaixador chefe do Itamaraty, um orgulhoso membro do IEA, saiu em defesa veemente dos direitos soberanos do governo do Sudão de praticar o genocídio contra as minorias africanas do país, e da Síria de assassinar políticos e jornalistas no seu vizinho Líbano, sem interferência externa. A linha albanesa, a linha maoísta, a linha fidelista, têm como denominador comum o desprezo pela vida, pela liberdade, e pela felicidade dos povos sujeitos a esses regimes.
Pela graça divina, esses socialistas nacionais tem uma tremenda "mufa". Seus ungidos se estrepam. Com o tempo, cada um dos bandidos que esses azarados exaltam tão loquazmente vai se indo embora em desgraça e infâmia. Foi assim com os ditadores da Europa Oriental, com os terroristas bascos, irlandeses, e do Baader Meinhof, com Arafat e abu Nidal. Grande consolo podem ser na prisão os eloqüentes louvores da esquerda uspiana...... Após a saída de cena dos fidéis, o stalinismo terá seu último refúgio na Coréia do Norte esfaimada. Mas mesmo nesse dia nossos esquerdistas continuarão urrando contra o FMI e defendendo o protecionismo econômico, versão tropical da "juche" do imperador Kim Segundo.
Essa semana, o mesmo pessoal de esquerda promove manifestações em apoio ao Hizbollah e ao Hamas, gritando palavras de ordem pela a destruição do estado e do povo de Israel. A esquerda se junta ao fanatismo religioso mais obscurantista, financiado pelo Irã e pelas monarquias do Golfo Pérsico, uma reedição - em farsa - do pacto Ribbentrop-Molotov. Os povos livres e as pessoas de bem agradecem à providência: mais uma vez, os idolatrados pelos "anti-imperialistas" de plantão não vencerão. Os governos democráticos não serão apagados pelos mísseis iranianos, como não se curvaram às bombas dos comunistas. E muito menos à gritaria das "forças de resistência" contra a razão, o bom senso, e a decência humana. Da mesma forma que sobreviveu, unido, aos seqüestradores e homens bomba da Fatah, aos tanques russos do socialismo nacionalista do Baath, o estado judaico não será destruído pelos mísseis e palavras de ordem do Hesballah.
E aqui no Brasil, essa democracia que a esquerda tanto gostaria de ver sabotada, uma certeza podemos continuar tendo: que qualquer antidemocrata de plantão, quanto mais sanguinário ou corrupto melhor, poderá continuar encontrando na esquerda da USP um impotente conforto.
Mas é uma questão de coerência ideológica. Sempre que algum ditador ou terrorista decide promover um massacre, ele pode contar com palavras de apoio do nosso "movimento universitário." Foi ainda no ano passado que uma conferência de cúpula internacional, promovida em Brasília pelo embaixador chefe do Itamaraty, um orgulhoso membro do IEA, saiu em defesa veemente dos direitos soberanos do governo do Sudão de praticar o genocídio contra as minorias africanas do país, e da Síria de assassinar políticos e jornalistas no seu vizinho Líbano, sem interferência externa. A linha albanesa, a linha maoísta, a linha fidelista, têm como denominador comum o desprezo pela vida, pela liberdade, e pela felicidade dos povos sujeitos a esses regimes.
Pela graça divina, esses socialistas nacionais tem uma tremenda "mufa". Seus ungidos se estrepam. Com o tempo, cada um dos bandidos que esses azarados exaltam tão loquazmente vai se indo embora em desgraça e infâmia. Foi assim com os ditadores da Europa Oriental, com os terroristas bascos, irlandeses, e do Baader Meinhof, com Arafat e abu Nidal. Grande consolo podem ser na prisão os eloqüentes louvores da esquerda uspiana...... Após a saída de cena dos fidéis, o stalinismo terá seu último refúgio na Coréia do Norte esfaimada. Mas mesmo nesse dia nossos esquerdistas continuarão urrando contra o FMI e defendendo o protecionismo econômico, versão tropical da "juche" do imperador Kim Segundo.
Essa semana, o mesmo pessoal de esquerda promove manifestações em apoio ao Hizbollah e ao Hamas, gritando palavras de ordem pela a destruição do estado e do povo de Israel. A esquerda se junta ao fanatismo religioso mais obscurantista, financiado pelo Irã e pelas monarquias do Golfo Pérsico, uma reedição - em farsa - do pacto Ribbentrop-Molotov. Os povos livres e as pessoas de bem agradecem à providência: mais uma vez, os idolatrados pelos "anti-imperialistas" de plantão não vencerão. Os governos democráticos não serão apagados pelos mísseis iranianos, como não se curvaram às bombas dos comunistas. E muito menos à gritaria das "forças de resistência" contra a razão, o bom senso, e a decência humana. Da mesma forma que sobreviveu, unido, aos seqüestradores e homens bomba da Fatah, aos tanques russos do socialismo nacionalista do Baath, o estado judaico não será destruído pelos mísseis e palavras de ordem do Hesballah.
E aqui no Brasil, essa democracia que a esquerda tanto gostaria de ver sabotada, uma certeza podemos continuar tendo: que qualquer antidemocrata de plantão, quanto mais sanguinário ou corrupto melhor, poderá continuar encontrando na esquerda da USP um impotente conforto.
26 maio 2006
Mudou o plano da eclíptica!
Revolução na ciência! Mais do que isso, revolução na órbita terrestre! Mudou o plano da eclíptica! Leiam no Boletim Fapesp de hoje:
Mundo mais tropical
26/05/2006
Agência FAPESP - A zona tropical terrestre pode estar aumentando de tamanho. Dados obtidos por satélites mostram uma expansão da região contida entre os trópicos de Câncer e Capricórnio nos dois hemisférios. (...) Os pesquisadores não sabem se a expansão tropical teve como causa uma variação climática natural ou foi motivada por algum fenômeno como o aquecimento global ou a diminuição da camada de ozônio. (...)
Leiam o artigo completo no site da FAPESP:
Análise a partir de dados obtidos por nove satélites sugere que a zona contida entre os trópicos de Câncer e Capricórnio pode ter se expandido 230 quilômetros em direção aos pólos desde 1979
Mundo mais tropical
26/05/2006
Agência FAPESP - A zona tropical terrestre pode estar aumentando de tamanho. Dados obtidos por satélites mostram uma expansão da região contida entre os trópicos de Câncer e Capricórnio nos dois hemisférios. (...) Os pesquisadores não sabem se a expansão tropical teve como causa uma variação climática natural ou foi motivada por algum fenômeno como o aquecimento global ou a diminuição da camada de ozônio. (...)
Leiam o artigo completo no site da FAPESP:
08 novembro 2005
Show de desorganização na Politécnica
Demos um show de desorganização na palestra internacional do IEEE agora de manhã. Para começar, o aviso da palestra foi enviado em cima da hora, na forma de um email sem título e sem corpo. A maioria dos recipientes não deve nem ter lido a mensagem, se é que passou pelos spam filters. Para aqueles que nem ficaram sabendo, o assunto da palestra foi comunicação multiponto em redes móveis ad hoc, que deveria interessar ao pessoal de controle, comunicações, computação, e áreas afins. Os organizadores do IEEE não estavam, ninguém foi recepcionar o palestrante, e tudo atrasou porque não havia projetor.
Havia alguns alunos de graduação. Alunos de pós eu não reconheci. E 2 ou 3 professores. Alguns não podiam ir porque estavam se desincumbindo da carga didática. Outros participando de discussões sobre as campanhas dos reitoráveis. Ou assistindo a um evento sobre políticas governamentais de financiamento para a reforma das salas e compra de equipamento de informática para seminários. Ou na fila do bar. Ou comparecendo à antepenúltima reunião preparatória para a comemoração dos 1200 dias da posse do terceiro vice-secretário da subcomissão de comemorações de efemérides.
Não dá para esperar que todos venham. Muitos tem que compor relatórios sobre pesquisas antigas, não têm tempo para se ocuparem com assuntos novos. Pode até ter alguém, espero que de outro departamento, que não veio porque o palestrante tem sotaque africano. Mas com tal desinteresse, não venham reclamar que os alunos não assistem aulas.
Havia alguns alunos de graduação. Alunos de pós eu não reconheci. E 2 ou 3 professores. Alguns não podiam ir porque estavam se desincumbindo da carga didática. Outros participando de discussões sobre as campanhas dos reitoráveis. Ou assistindo a um evento sobre políticas governamentais de financiamento para a reforma das salas e compra de equipamento de informática para seminários. Ou na fila do bar. Ou comparecendo à antepenúltima reunião preparatória para a comemoração dos 1200 dias da posse do terceiro vice-secretário da subcomissão de comemorações de efemérides.
Não dá para esperar que todos venham. Muitos tem que compor relatórios sobre pesquisas antigas, não têm tempo para se ocuparem com assuntos novos. Pode até ter alguém, espero que de outro departamento, que não veio porque o palestrante tem sotaque africano. Mas com tal desinteresse, não venham reclamar que os alunos não assistem aulas.
27 outubro 2005
Amanhã é dia do funcionário público não trabalhar
Amanhã é dia do funcionário público não trabalhar, então não tem dia melhor que hoje para começar esse blog. Aliás, já não tem 364 dias do ano para barnabé não trabalhar, precisa de mais esse feriado? No começo do ano bem que tinham posto "funcionário público" na cartilha das expressões politicamente incorretas banidas, mas ela voltou com força total e mais um feriado - mais um tapa na cara do contribuinte.
E para somar insulto à injúria: A Politécnica distribuiu sacolas alusivas à data aos seus funcionários públicos. A minha veio sem alça, tive que implorar para não ficar com a mala sem alça. E não chega eu trabalhar de graça, ainda tem que me mandar girar bolsinha?
Aproveitando a deixa, leiam abaixo sobre a prisão e soltura de um companheiro politécnico. E leiam também meu colega Manuel Tenide:40 Anos da República Popular do Brasil
IMPORTANT COPYRIGHT INFORMATION. Did you like the joke? You may say it is yours.
IMPORTANTE: INFORMAÇÃO SOBRE DIREITOS AUTORAIS. Gostou da piada? Pode dizer que é sua.
E para somar insulto à injúria: A Politécnica distribuiu sacolas alusivas à data aos seus funcionários públicos. A minha veio sem alça, tive que implorar para não ficar com a mala sem alça. E não chega eu trabalhar de graça, ainda tem que me mandar girar bolsinha?
Aproveitando a deixa, leiam abaixo sobre a prisão e soltura de um companheiro politécnico. E leiam também meu colega Manuel Tenide:
IMPORTANT COPYRIGHT INFORMATION. Did you like the joke? You may say it is yours.
IMPORTANTE: INFORMAÇÃO SOBRE DIREITOS AUTORAIS. Gostou da piada? Pode dizer que é sua.
22 outubro 2005
Agora que já nos acostumamos com desvios de bilhões de dólares dos cofres públicos, o que mais espanta no episódio da prisão e soltura de Paulo Maluf é a rapidez da justiça. Sabemos que há incontáveis processos tramitando em diversos tribunais e instâncias, durante anos e décadas. Já as demandas do ex-prefeito de São Paulo foram examinadas por diversos tribunais, em rápida sucessão, no curto prazo de 40 dias. Os pedidos de habeas corpus, recursos, liminares, alvarás, e o que mais foram rapidamente apreciados pelo Tribunal Regional Federal, Superior Tribunal de Justiça, e Supremo Tribunal Federal, este último atropelando suas próprias normas. Será que um caso com menos oportunidades para fama, envolvendo um cidadão menos endinheirado, seria sido tratado de maneira tão diligente por nossos juízes?
Independentemente do mérito do caso, também fascina a facilidade dos tribunais em chegarem a decisões contraditórias. O politécnico Maluf seu filho são réus em um processo, e haviam tentado impedir o depoimento de outro réu. Estavam em prisão preventiva para evitar que atrapalhassem as investigações. A questão legal era absolutamente banal: coagir uma testemunha, quando se trata de outro réu, interfere nas investigações? O mais alto tribunal decidiu que não, então está decidido. Mas, concordemos, não se trata de questão de enorme alcance e complexidade, cuja resposta poderia influenciar todo o relacionamento entre os cidadãos e os poderes da república... Quem acha fácil não é o leigo: o pedido foi julgado em menos de dois dias. Se fosse uma questão complexa, teria merecido uma avaliação cuidadosa por parte do Supremo Tribunal Federal. Mas se era uma questão tão simples, para ser decidida de um dia para o outro, como será que as instâncias inferiores se enganaram? Não tiveram receio de fazer um pronunciamento tão facilmente revertido?
Nós brasileiros reclamamos, com bastante razão, da atuação de prefeitos, governadores, e presidentes. Mas bem ou mal, eles cumprem sua função constitucional, que é governar. Os recentes escândalos não nos deixam esquecer que o legislativo é de qualidade ainda pior. Mas esses ainda podemos dizer que são a escolha do povo. Do judiciário poderia se esperar, no mínimo, que julgasse de acordo com a lei, e que a aplicasse igualmente para todos - não opiniões pessoais arbitrárias. O fundamento do estado de direito é a impessoalidade e previsibilidade da justiça. Qualquer outra coisa é um convite ao crime. Entre as instituições da república, alguma inspira menos confiança do que o judiciário?
Independentemente do mérito do caso, também fascina a facilidade dos tribunais em chegarem a decisões contraditórias. O politécnico Maluf seu filho são réus em um processo, e haviam tentado impedir o depoimento de outro réu. Estavam em prisão preventiva para evitar que atrapalhassem as investigações. A questão legal era absolutamente banal: coagir uma testemunha, quando se trata de outro réu, interfere nas investigações? O mais alto tribunal decidiu que não, então está decidido. Mas, concordemos, não se trata de questão de enorme alcance e complexidade, cuja resposta poderia influenciar todo o relacionamento entre os cidadãos e os poderes da república... Quem acha fácil não é o leigo: o pedido foi julgado em menos de dois dias. Se fosse uma questão complexa, teria merecido uma avaliação cuidadosa por parte do Supremo Tribunal Federal. Mas se era uma questão tão simples, para ser decidida de um dia para o outro, como será que as instâncias inferiores se enganaram? Não tiveram receio de fazer um pronunciamento tão facilmente revertido?
Nós brasileiros reclamamos, com bastante razão, da atuação de prefeitos, governadores, e presidentes. Mas bem ou mal, eles cumprem sua função constitucional, que é governar. Os recentes escândalos não nos deixam esquecer que o legislativo é de qualidade ainda pior. Mas esses ainda podemos dizer que são a escolha do povo. Do judiciário poderia se esperar, no mínimo, que julgasse de acordo com a lei, e que a aplicasse igualmente para todos - não opiniões pessoais arbitrárias. O fundamento do estado de direito é a impessoalidade e previsibilidade da justiça. Qualquer outra coisa é um convite ao crime. Entre as instituições da república, alguma inspira menos confiança do que o judiciário?
23 maio 2000
Famosos economistas brasileiros
Procurando uma outra coisa no computador o Spotlight me encontrou um email antigo que escrevi a um colunista de jornal, tendo recebido resposta ignorativa. O Brasil mudou muito - para melhor - nesses anos, apesar dos esforços de economistas como o destinatário. Mas como pode ter gente que gosta de trocadilho, vai abaixo uma cópia do email.......
Subject: Dolarização em Timor Leste
Date: 23 May 2000 9:26:58 AM EDT
To: pnbjr@attgobal.net
Reply-To: pait@lac.usp.br
No artigo "Dolarização em Timor Leste," de 6 de abril, Paulo
Nogueira Batista Jr aponta as desvantagens para o novo país da adoção
do dólar como moeda oficial, o que parece prudente já que os prós e
os contras das uniões cambiais são controversos entre os economistas.
Além disso o artigo propõe que o Brasil apóie o Timor Leste em seu
processo de independência, uma ótima idéia considerando que nosso
país não tem mostrado excesso de generosidade com outras nações menos
afortunadas.
Mas o artigo finaliza sugerindo que esse apoio venha na forma de
aconcilhamento em política econômica. Vamos ser francos: a política
marioenconômica brasileira tem sido motivo de chicota desde o tempo
do regente Feijó com arroz. Os erris e a administração ruym da moeda
nacional tem causado inflação, desemprego, perdas irricuperáveis de
bulhões e bulhões de dólares. Se não compreendi mal, ilso que foi
proposto significa enviar os delfins do real para uma cruzada
financeira pelos campos robertos de Timor, onde um dílson de economistas
brasileiros podem confiscandir mais estragos do que uma praga de
gafanhotos sarneyntos.
O histórico recente das moedas brasileiras é comparável só ao de
países em situação bem pior que o do nosso; podemos dizer até, é
slobodânico, ou mobutesco. Podemos dar consultoria em esportes,
música, televisão, e talvez em medicina, engenharia, e até língua
portuguesa. A sugestão de dar apoio em políticas econômicas, para
alguém que nunca nos fez mal algum, devia aparecer só nas páginas
humorísticas.
Felipe M Pait
Subject: Dolarização em Timor Leste
Date: 23 May 2000 9:26:58 AM EDT
To: pnbjr@attgobal.net
Reply-To: pait@lac.usp.br
No artigo "Dolarização em Timor Leste," de 6 de abril, Paulo
Nogueira Batista Jr aponta as desvantagens para o novo país da adoção
do dólar como moeda oficial, o que parece prudente já que os prós e
os contras das uniões cambiais são controversos entre os economistas.
Além disso o artigo propõe que o Brasil apóie o Timor Leste em seu
processo de independência, uma ótima idéia considerando que nosso
país não tem mostrado excesso de generosidade com outras nações menos
afortunadas.
Mas o artigo finaliza sugerindo que esse apoio venha na forma de
aconcilhamento em política econômica. Vamos ser francos: a política
marioenconômica brasileira tem sido motivo de chicota desde o tempo
do regente Feijó com arroz. Os erris e a administração ruym da moeda
nacional tem causado inflação, desemprego, perdas irricuperáveis de
bulhões e bulhões de dólares. Se não compreendi mal, ilso que foi
proposto significa enviar os delfins do real para uma cruzada
financeira pelos campos robertos de Timor, onde um dílson de economistas
brasileiros podem confiscandir mais estragos do que uma praga de
gafanhotos sarneyntos.
O histórico recente das moedas brasileiras é comparável só ao de
países em situação bem pior que o do nosso; podemos dizer até, é
slobodânico, ou mobutesco. Podemos dar consultoria em esportes,
música, televisão, e talvez em medicina, engenharia, e até língua
portuguesa. A sugestão de dar apoio em políticas econômicas, para
alguém que nunca nos fez mal algum, devia aparecer só nas páginas
humorísticas.
Felipe M Pait
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